Tuesday, February 28, 2012

Sessão (in)Formativa sobre Alimentação Vegetariana Natural , 10 de Março de 2012, Spaso Zen, Porto


Sessão (in)Formativa sobre Alimentação Vegetariana Natural

“A Alimentação Vegetariana Natural – Moda, dieta ou estilo de vida?”

10 de Março de 2012, Sábado, Spaso Zen, Porto

17h00-19h30

Somos aquilo que comemos. Sendo a alimentação tão preponderante naquilo que somos e fazemos porque é que, tantas vezes, praticamos uma alimentação tão inconsciente e descuidada? Não acaba por ser inevitável o surgimento de tantos problemas de saúde associados ao nosso estilo de vida e à alimentação inconsciente que praticamos?

Pode-se dizer que a nossa alimentação se artificializou, industrializou e tornou em larga medida negligente. Quantas vezes reflectimos verdadeiramente sobre os nossos hábitos alimentares? Até que ponto nos preocupamos verdadeiramente com a qualidade e vitalidade da nossa alimentação?

Esta sessão (in)formativa pretende sensibilizar para uma alimentação consciente e sustentável, quer ao nível socio-ambientel quer ao nível, e antes de tudo o mais, da saúde e equilíbrio do próprio indivíduo. Será alimentarmos-nos de forma equilibrada algo assim tão difícil, aborrecido e dispendioso ou, pelo contrário, um processo divertido, acessível e, antes de tudo o mais … natural?

Alguns dos principais conceitos abordados:

- Principais motivos para adoptar uma alimentação vegetariana

- Diferentes tipos de vegetarianismo

- Noções básicas de nutrição vegetariana

- A alimentação natural

- Ingredientes / condimentos básicos numa alimentação vegetariana natural

- Dúvidas e Questões


Projecto Segredos da Horta

Segredos da Horta é um projecto que tem por finalidade a divulgação da "alimentação vegetariana" nas suas diversas vertentes: nutricional, prática e filosófica. Desenvolve-se, principalmente, pela realização de "oficinas" de formação em alimentação vegetariana. O projecto tem também por finalidade a realização de iniciativas e actividades, como por exemplo palestras, almoços e jantares, pic-nics e encontros, entre outros, com o principal objectivo de dar a conhecer e levar a experimentar a alimentação vegetariana natural.


O Formador – apresentação

Pedro Jorge Pereira, vegetariano há cerca de 13 anos, boa parte deles de forma integral (Vegan) foi cozinheiro no Restaurante Nakité, no Porto, e Daterra, em Matosinhos, tendo integrado também a Associação Cultural Casa da Horta. Actualmente tem por principal missão, tentando desmistificando preconceitos e mitos variados, divulgar a alimentação vegetariana natural junto de mais pessoas. É formador e dinamizador do projecto Segredos da Horta. Tem simultaneamente vindo a colaborar e desenvolver vários outros projectos e iniciativas na área da alimentação vegetariana natural e da educação ecológica e social.


Inscrições:

Data Limite de inscrição:

5ªfeira, 8 de Março

Inscrições e contactos:

Spaso Zen

Inscrições: 226099723 ou actividades@spasozen.com

Número de inscrições limitado (por razões de ordem logística). Prioridade de acesso à actividades por ordem de inscrição.

Contribuição sugerida:

5,00 “hortinhas” (*)


(*) O montante das contribuições será doado à Associação Burricadas - Abrigo do Jumento

A Associação Para a Preservação do Burro - Burricadas é uma associação sem fins lucrativos, criada em Março de 2007 com o objectivo de preservar e de proteger o burro em Portugal, em particular na região saloia. Está sediada no Concelho de Mafra, onde foi criado o Abrigo do Jumento (AJ).

O AJ é um centro de acolhimento para burros velhos, abandonados e/ou maltratados que necessitem de ajuda ou de uma reforma merecida, após uma vida de trabalhos árduos.

Para divulgar as actividades da associação, assim como promover o uso do burro, a Burricadas organiza outras iniciativas, tais como passeios de burro para crianças e pedestres para os adultos, percorrendo os antigos trilhos e caminhos da região. Do mesmo modo, através de actividades lúdicas com crianças, caso de festas de aniversário, a Burricadas tem por objectivo sensibilizar os mais jovens para a preservação e protecção deste animal.”

Dois links on-line sobre o projecto:

www.burricadas.org - o site da Assoc. Burricadas (desactualizado)

e a página de grupo no Facebook

http://www.facebook.com/#!/groups/164852483526561/ (actualizada)

Para quem quiser apoiar a associação, mesmo sem participar necessariamente na sessão (in)formativa, os dados são:

Banco: Montepio
Titular: Assoc. para a Preservação do Burro - Burricadas
NIB: 003601209910003544937


Mais informações sobre o projecto Segredos da Horta

Segredos da Horta - Pedro Jorge Pereira

93 4476236

segredosdahorta@gmail.com

http://segredosdahorta.blogspot.com/

Wednesday, February 22, 2012

Procuram-se lugares/espaços para a … HORTA (andar) à SOLTA

Procuram-se lugares/espaços para a … HORTA (andar) à SOLTA jantares vegievolucionários!!!

O principal propósito dos jantares “Horta à Solta” são o de levar “o vegetarianismo” a novos lugares dando-o a conhecer e, sobretudo, provar a mais e mais pessoas de mente aberta, coração consciente e palato exigente … Horta à Solta – Jantares Vegievolucionários!

CONTEXTUALIZAÇÃO
Ainda existem algumas ideias ou visões sobre o vegetarianismo que constituem verdadeiros mitos, ideias pré-concebidas ou tabus alicerçados num certo senso comum (na verdade completamente insensato) ou naquilo que são padrões culturais a nível alimentar exacerbadamente “carnívoros”. Na verdade, e ao contrário do mito que vai prevalecendo de que o Homem é essencialmente omnívoro, ao longo da história diversas civilizações e algumas figuras particularmente proeminentes da história da humanidade praticavam e praticam, por diversas razões, uma alimentação essencialmente vegetariana (Leonardo da Vinci, Platão, Sócrates, Henry David Thoreau, Tolstoy, Gandhi, entre outros). Ainda que vivendo numa sociedade onde o consumo de carne é comum e predominante, o vegetarianismo por motivos de ordem ética, ecológica, de saúde e/ou espiritual, encontra-se cada vez mais difundido, estando também implícito nos novos paradigmas emergentes de maior aproximação da espécie humana à própria Mãe Natureza. É pois tempo de contribuirmos também para a difusão deste padrão alimentar e estilo de vida, que quando praticado de uma forma consciente e coerente tem um tremendo potencial de contribuir para uma mudança positiva na forma como nos relacionamos com as outras espécies animais e com o próprio planeta. Já para não falar em relação a nós próprios.

UM DIA VEGETARIANO
Face ao cada vez mais evidente elevado impacto da produção e consumo de carne nos ecossistemas, nomeadamente considerando a sua elevada dependência de recursos naturais e o tremendo impacto em termos de produção de gases contribuintes para o efeito de estufa (entre outros detritos como os próprios dejectos), uma redução drástica do consumo de carne mundial é cada vez mais reconhecida como uma medida fundamental para fazer face às alterações climáticas. Dessa forma várias instituições, cidades e entidades têm vindo a implementar, por exemplo nas cantinas e refeitórios públicos, menus vegetarianos pelo menos uma vez por semana. Ou seja, pelo menos um dia na semana onde os menus estão livres de produtos animais como a carne ou o peixe.

HORTA À SOLTA
O principal propósito dos jantares “Horta à Solta” são o de levar “o vegetarianismo”, ou o vegetarianismo do “Segredos da Horta”, a novos lugares dando-o a conhecer e, sobretudo, provar a mais e mais pessoas de mente aberta, coração consciente e palato exigente. Neste caso o que pretendemos é fazer um jantar “Horta à Solta” com uma periodicidade pelo menos mensal. Pretendemos realizar um jantar vegetariano composto por vários componentes (entrada, sopa, prato principal, sobremesa) de forma a demonstrar a diversidade e enorme riqueza da alimentação vegetariana. Mas pretendemos acima de tudo suscitar o convívio e a própria celebração da vida “à mesa”. Assim estamos a divulgar esta informação com o intuito de no fundo encontrar sítios (espaços, associações, projectos, etc. estamos mais que abertos a propostas), no Porto ou arredores, onde pelo menos uma vez por mês a “Horta possa andar à solta” ;O)

SEGREDOS da HORTA – Alimentação Vegetariana Natural
O projecto Segredos da Horta é um projecto que tem por finalidade a divulgação da "cozinha vegetariana" nas suas diversas vertentes: nutricional, psico-biológica e filosófica. Desenvolve-se, principalmente, pela realização de "oficinas" práticas de formação no decorrer das quais são transmitidos conhecimentos práticos e simples de confecção e preparação de refeições vegetarianas segundo princípios básicos de uma alimentação natural e saudável. Para além disso tem também como actividades principais a realização de palestras, almoços e jantares, pic-nics e encontros, participação em feiras de ambiente, entre outros, com o principal objectivo de dar a conhecer e levar a experimentar a alimentação vegetariana natural. Os jantares “Horta à Solta” inscrevem-se nessa acção de diversificação de actividades e de “dar a provar”, com todo o gosto, uma forma de olhar e colocar em prática a alimentação vegetariana. No prato, na vida e agora também …num espaço perto de ti!

MAIS INFORMAÇÕES e CONTACTOS:
Projecto “Horta à Solta”
Segredos da Horta - Alimentação Vegetariana Natural
93 4476236
Pedro Jorge Pereira
segredosdahorta@gmail.com
http://segredosdahorta.blogspot.com/

Friday, February 03, 2012

Oficina “Às compras com Segredos” , Dia 11 de Fevereiro de 2012, Sábado, às 10h15

Oficina “Às compras com Segredos”
Dia 11 de Fevereiro de 2012, Sábado, às 10h15
(duração aproximada: 2h30)
Inscrições Limitadas

No seguimento das diversas actividades, formações e eventos dinamizados/organizados pelo projecto Segredos da Horta uma questão recorrentemente colocada tem sido a de:

 Onde e como comprar os alimentos necessários à Alimentação Vegetariana?

O principal objectivo da Oficina “Às compras com Segredos” é o de ser uma resposta prática, didáctica e divertida a essa questão.

Por outro lado, parte também do trabalho de sensibilização eco-social que tem vindo a ser desenvolvido pelas Oficinas de Consumo Crítico e Consciente – O3C´s:

http://thechange2004.blogspot.com/search/label/O3Cs

Esta Oficina tem um formato algo semelhante mas incide mais sobre os aspectos práticos de um consumo ético, consciente, económico e inteligente.

Basicamente consiste num itinerário prático por alguns dos locais onde habitualmente adquirimos alimentos que constituem uma boa base daquilo que pode ser a alimentação vegetariana, com o intuito de demonstrar como se pode conciliar o consumo consciente com uma alimentação equilibrada, diversificada, económica e, ao mesmo tempo, tentar tornar o mais positivo e sustentável possível o impacto social, económico e ambiental do nosso “consumo”. Dicas e segredos fáceis de colocar em prática no dia-a-dia e bastante úteis para tornar a prática da alimentação vegetariana (e não só) acessível e sustentável.
É pois uma oficina que é também uma viagem de reflexão, debate e partilha de experiências e memórias através de cores, aromas e lugares nevrálgicos para a actividade económica, cultural e social da cidade do Porto.

É ainda de referir que a contribuição dos participantes serve, por um lado, para ajudar a financiar e apoiar os projectos dinamizadores.
Nesta primeira edição da Oficina “Às Compras com Segredos” metade de todas as contribuições revertem também para uma importante actividade de “Libertação de Animais”. Sendo uma prática de cariz essencialmente budista não deixa também de ser transversal a qualquer credo ou filosofia que tenha por base um profundo respeito pelas outras espécies animais. Sendo que tipicamente são “comprados” espécies (santolas, lavagantes, sapateiras, etc.) que são submetidas a uma morte especialmente bárbara e cruel (são cozidos vivos), evitando-se assim o seu sacrifico e sendo libertadas no oceano.

Formador/Organizador: Pedro Jorge Pereira, activista e formador eco-social. Dinamizador dos projectos Segredos da Horta, Porto de Encontros – Visitas Eco-Sociais, C3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente, entre outras actividades e projectos dinamizados ou nos quais é colaborador.


Organização: Segredos da Horta – Alimentação Vegetariana Natural e C3C´s – Centro para o Consumo Crítico e Consciente

Data: 11 de Fevereiro de 2012, Sábado, às 10h15

Ponto de Encontro: em frente à C.M.do Porto junto à estátua de Almeida Garrett

Contribuição: 5,55 Hortinhas

Data Limite de Inscrição: 9 de Fevereiro de 2012, 5ªfeira

Inscrições: Limitadas (será uma actividade com um número reduzido de participantes) e as vagas serão reservadas às primeiras inscrições efectuadas “com a respectiva confirmação”

Modo de Inscrição: Envio dos dados de inscrição para o e mail:
segredosdahorta@gmail.com
e depois através da transferência “de confirmação” do montante sugerido de contribuição, 5.55 hortinhas, para o nib:
0035 0091 0000 7119 9001 3 (Caixa Geral Dep.) (*)(**)(***)
com o envio do respectivo comprovativo para:
segredosdahorta@gmail.com

(*) no caso de não realização da sessão o valor de “sinalização” será integralmente devolvido, sendo para esse efeito útil a indicação do nib remetente
(**) no caso de desistência do participante o valor só será devolvido quando esta for comunicada com pelos menos 24h de antecedência em relação à data limite de inscrição
(***) 10% de desconto para associados do Centro Vegetariano ou numa das inscrições no caso de duas inscrições (ou em 2 no caso de 3, etc.)

Indicações:
Trazer roupa, calçado confortável e água. Trazer recipientes/sacos reutilizáveis. Durante a actividade os participantes podem (e devem ;O) fazer compras nos locais por onde iremos passar.
A actividade tem um carácter informal e pessoal pelo que não se encontra coberta por qualquer tipo de seguro, sendo que a responsabilidade por qualquer acidente é da inteira responsabilidade dos participantes ou do destino, dependendo da perspectiva ;O)

Tuesday, January 03, 2012

Oficina de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, 29 de Janeiro de 2012, Domingo, Segredos da Horta, Matosinhos

Oficina de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural

29 de Janeiro de 2012, Domingo, Segredos da Horta, Matosinhos

10h00-14h30


Domingo 29 de Janeiro

10h00 – 14h30

Contribuição: 27,00 €


Oficina de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, porquê?

Somos aquilo que comemos. Sendo a alimentação tão preponderante naquilo que somos e fazemos porque é que, tantas vezes, praticamos uma alimentação tão inconsciente e descuidada? Não acaba por ser inevitável o surgimento de tantos problemas de saúde associados ao nosso estilo de vida e à alimentação inconsciente que praticamos?

O ser vivo (o ser humano) é um ser constituído por uma dimensão biológica, psicológica e espiritual. A nutrição não é pois a mera satisfação de uma necessidade biológica elementar mas, muito mais do que isso, é um processo de transmissão energética e de profundo inter-relacionamento do ser vivo com o meio onde se insere, com a Natureza.

O Vegetarianismo é uma opção cada vez mais válida e que quando praticado de forma consciente nos permite diversificar e enriquecer a nossa alimentação e estilo de vida.

Por outro lado, mesmo sendo uma alimentação à partida bastante mais saudável (isenta por exemplo de hormonas e outras substâncias que se acumulam nos próprios animais sacrificados para consumo) por vezes o próprio vegetarianismo é também praticado de forma bastante insconciente e pouco equilibrada, não seguindo os princípios de uma alimentação verdadeiramente natural.

A Oficina de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural é pois uma óptima oportunidade para investir em algo tão importante como a alimentação. Aprender a cozinhar e comer de forma consciente, equilibrada e ecológica. Aprender também alguns dos fundamentos e alimentos mais importantes na alimentação vegetariana natural – nomeadamente em termos de equilíbrio nutricional - de forma simples, prática, acessível e com todo o gosto!


Algumas das “criações” de cursos anteriores:


http://segredosdahorta.blogspot.com/2010/03/algumas-criacoes-do-curso-de-fevereiro.html


http://segredosdahorta.blogspot.com/2010/03/mais-algumas-criacoes-do-curso-de.html


http://segredosdahorta.blogspot.com/2010/10/fotos-da-universidade-de-verao-010-no.html


Projecto Segredos da Horta


"Conhecimento que não se transmite é conhecimento condenado à sua própria extinção."

Segredos da Horta é um projecto que tem por finalidade a divulgação da "cozinha vegetariana" nas suas diversas vertentes: nutricional, prática e filosófica. Desenvolve-se, principalmente, pela realização de "oficinas" de formação em alimentação vegetariana. O projecto tem também por finalidade a realização de iniciativas e actividades, como por exemplo palestras, almoços e jantares, pic-nics e encontros, entre outros, com o principal objectivo de dar a conhecer e levar a experimentar a alimentação vegetariana natural.


O Formador – apresentação


Pedro Jorge Pereira, vegetariano há cerca de 13 anos, boa parte deles de forma integral (Vegan) foi cozinheiro no Restaurante Nakité, no Porto, e Daterra, em Matosinhos, tendo integrado também a Associação Cultural Casa da Horta. Actualmente tem por principal missão, desmistificando preconceitos e mitos vários, divulgar a alimentação vegetariana natural junto de mais pessoas. É formador sobretudo no projecto Segredos da Horta. Tem simultaneamente vindo a colaborar e desenvolver vários outros projectos e iniciativas na área da alimentação vegetariana natural e da educação ecológica e social.


Oficinas de Alimentação Vegetariana Natural

As oficinas a realizar serão compostas por uma introdução teórica, na qual serão abordados alguns dos conceitos principais relacionados com uma nutrição consciente e natural, sendo depois seguidas da componente prática nas quais são preparados e confeccionados diversos pratos vegetarianos.
No final de cada oficina decorre uma refeição onde são saboreados os pratos confeccionados.


Domingo, 29 de Janeiro, 10h00 – 14h30, Segredos da da Horta – Matosinhos

  • Formação Teórica

  • Formação Prática

Menu:

Entrada: Pãezinhos de Sementes
Prato principal: Tofu Assado no Forno com Molho de Cogumelos
Acompanhamento: Arroz Integral e Legumes Salteados com avelã
Sobremesa: Pudim de Sêmola de Trigo, Pêra e Cevada


O valor do curso incluí:
- Formação durante a oficina e acompanhamento posterior;
- Refeição

- Materiais pedagógicos diversos


Inscrições:

Data Limite de inscrição:

5ªfeira, 27 de Janeiro


Modo de inscrição:

Através de transferência do montante de 13,50 (metade do valor de participação total) para o nib:

0035 0091 0000 7119 9001 3 (Caixa Geral Dep.) (*) (**)

com o envio do respectivo comprovativo para:

segredosdahorta@gmail.com


(*) no caso de não realização do curso todos os valores de “sinalização” serão integralmente devolvidos, sendo para esse efeito útil a indicação do nib remetente

(**) no caso de desistência do participante o valor só será devolvido quando esta for comunicada com pelos menos 24h de antecedência em relação à data limite de inscrição


Mais informações:

Segredos da Horta - Pedro Jorge Pereira

93 4476236

segredosdahorta@gmail.com

http://segredosdahorta.blogspot.com/


Número de inscrições limitado (por razões de ordem logística). Prioridade de acesso ao curso por ordem de inscrição.

Sessão (in)Formativa sobre Alimentação Vegetariana Natural - 26 de Janeiro de 2012, 5ªfeira, Casa da Horta, Porto

Sessão (in)Formativa sobre Alimentação Vegetariana Natural

26 de Janeiro de 2012, 5ªfeira, Casa da Horta, Porto

18h30-20h30

inscrição: gratuíta mas obrigatória*

*(a sessão só se realizará com um número mínimo de participantes)


Somos aquilo que comemos. Sendo a alimentação tão preponderante naquilo que somos e fazemos porque é que, tantas vezes, praticamos uma alimentação tão inconsciente e descuidada? Não acaba por ser inevitável o surgimento de tantos problemas de saúde associados ao nosso estilo de vida e à alimentação inconsciente que praticamos?

Pode-se dizer que a nossa alimentação se artificializou, industrializou e tornou em larga medida negligente. Quantas vezes reflectimos verdadeiramente sobre os nossos hábitos alimentares? Até que ponto nos preocupamos verdadeiramente com a qualidade e vitalidade da nossa alimentação?

Esta sessão (in)formativa pretende sensibilizar para uma alimentação consicente e sustentável, quer ao nível socio-ambientel quer ao nível, e antes de tudo o mais, da saúde e equilíbrio do próprio indivíduo. Será alimentarmos-nos de forma equilibrada algo assim tão difícil, aborrecido e dispendioso ou, pelo contrário, um processo divertido, acessível e, antes de tudo o mais … natural?


Nota: No final da sessão provavelmente irá decorrer um jantar informal de convívio, facultativo, entre todos os participantes da sessão, sendo os preços das refeições os normalmente praticados na Casa da Horta


Alguns dos principais conceitos abordados:


  • Principais motivos para adoptar uma alimentação vegetariana

  • Diferentes tipos de vegetarianismo

  • Noções básicas de nutrição vegetariana

  • A alimentação natural

  • Ingredientes / condimentos básicos numa alimentação vegetariana natural

  • Dúvidas e Questões




Projecto Segredos da Horta


Segredos da Horta é um projecto que tem por finalidade a divulgação da "cozinha vegetariana" nas suas diversas vertentes: nutricional, prática e filosófica. Desenvolve-se, principalmente, pela realização de "oficinas" de formação em alimentação vegetariana. O projecto tem também por finalidade a realização de iniciativas e actividades, como por exemplo palestras, almoços e jantares, pic-nics e encontros, entre outros, com o principal objectivo de dar a conhecer e levar a experimentar a alimentação vegetariana natural.


O Formador – apresentação


Pedro Jorge Pereira, vegetariano há cerca de 13 anos, boa parte deles de forma integral (Vegan) foi cozinheiro no Restaurante Nakité, no Porto, e Daterra, em Matosinhos, tendo integrado também a Associação Cultural Casa da Horta. Actualmente tem por principal missão, desmistificando preconceitos e mitos vários, divulgar a alimentação vegetariana natural junto de mais pessoas. É formador sobretudo no projecto Segredos da Horta. Tem simultaneamente vindo a colaborar e desenvolver vários outros projectos e iniciativas na área da alimentação vegetariana natural e da educação ecológica e social.



Inscrições:


Data Limite de inscrição:

3ªfeira, 24 de Janeiro


Inscrições e contactos:

Segredos da Horta - Pedro Jorge Pereira

93 4476236

segredosdahorta@gmail.com

http://segredosdahorta.blogspot.com/


Número de inscrições limitado (por razões de ordem logística). Prioridade de acesso à actividades por ordem de inscrição.

Tuesday, December 13, 2011

Farm to Fridge - The Truth Behind Meat Production



Uma verdade muito inconveniente, das imagens das quais nos tentamos sempre abstrair mas que são a mais triste realidade por detrás de um "bife" ou de outro pedaço de carne qualquer ...

Tuesday, November 29, 2011

Entrevista a família vegetariana - um testemunho nas "1ªpessoas" ;O)

Aqui segue um breve testemunho que ajuda, sobretudo, a desmistificar a ideia de que se ser vegetariano é um "bicho de 7 cabeças". Neste caso um testemunho da família que tenho o enorme privilégio de constituir ;O)
Espero que seja útil mesmo que possam não concordar com tudo o que se escreve
Abraços e Beijinhos
Pedro Jorge Pereira - Segredos da Horta

Copyright Centro Vegetariano. Reprodução permitida desde que indicando o endereço: http://www.centrovegetariano.org/Article-581-Entrevista%2Ba%2Bfam%25EDlia%2Bvegetariana.html

Cristina Gomes, 30 anos, psicóloga e Pedro J. Pereira, 32 anos, formador eco social são pais do Pedro com 3 anos e da Inês com 6 meses.
O Centro Vegetariano pediu-lhes que partilhassem connosco as suas experiências como família vegetariana.


Que tipo de alimentação seguem os pais e desde que idades?

Pjp: Deixei de ingerir qualquer tipo de carne há cerca de 17 anos e peixe há cerca de 11 anos. Durante algum tempo cheguei a praticar de forma plena o veganismo. Neste momento consumo ocasionalmente algum tipo de queijo mais artesanal e ovos biológicos.

Cris: No meu caso, primeiro deixei os ovos e os lacticínios por volta dos 24 anos. Pouco tempo depois deixei de comer carne. Com 25 anos, deixei igualmente de consumir peixe, tendo-me tornado nessa altura praticamente vegana. Foi na minha primeira gravidez que voltei a consumir ovos e queijo, tendo assumido desde essa altura uma alimentação vegetariana, que ainda mantenho atualmente.


Cristina, que idades tinhas aquando das gravidezes?

Cris: Quando soube que estava grávida pela primeira vez tinha 26 anos e na segunda vez tinha 29 anos.


Durante as gravidezes foram incluídos ou excluídos alguns hábitos alimentares, por exemplo, toma de suplementos? Se sim, quais foram as alterações feitas?

Cris: Na primeira gravidez tomei o mesmo que toma a maioria das grávidas, ácido fólico no primeiro trimestre e iniciei a toma do ferro a partir do segundo trimestre. No entanto como não me sentia muito bem com a suplementação e os níveis de ferro estavam ótimos, acabei por pouco tempo depois parar de tomar a medicação.

Na segunda gravidez tomei o ácido fólico no primeiro trimestre e depois não tomei mais nada. No entanto, como no final da gravidez me sentia mais cansada que o habitual e os níveis de ferro e vitamina B12 estavam um pouco mais baixos, aceitei a sugestão de suplementar ambos.


Optam por que tipo de medicina para vocês e para as crianças? Como agem em relação à vacinação?

Pjp: O tipo de medicina que praticamos é essencialmente “preventivo”. Ou seja, temos uma preocupação (descontraída) particular com a nossa alimentação e estilo de vida em geral. Para os nossos filhos confiamos numa médica que tendo uma formação “convencional” neste momento segue uma linha com uma abordagem profundamente holística e essencialmente de pendor homeopático. Em situações muito esporádicas recorremos à medicina convencional.

Em relação à vacinação neste momento olho-a com total desconfiança. Basta pensar, por exemplo, que os planos de vacinação são bastante diferentes de país para país, em função, por exemplo, das diferentes farmacêuticas que comercializam as vacinas. Existem enormes lacunas relativamente ao estudo e avaliação dos ditos “efeitos secundários” da vacinação. Obviamente que existe uma “cultura” de medo e forte pressão científica para implementar a vacinação, e regra geral essa pressão é extremamente eficaz. Muito poucos pais ousam colocar em causa o “dogma” da vacinação ou sequer pesquisar informação independente sobre o tema. Nós fizemos isso e, em função da informação que recolhemos, a minha forma de olhar para a vacinação mudou por completo. Até admito que nalguns casos possam haver alguns benefícios, mas os possíveis impactos negativos (nomeadamente até com a combinação de diferentes vacinas) são em larga medida sonegados, como se as vacinas fossem perfeitas e não tivessem qualquer efeito secundário grave. Parece-me algo estranho as vacinas serem tão “perfeitas” se os próprios medicamentos convencionais que não são tão “invasivos” como as vacinas têm imensos efeitos secundários.

Cris: De facto acreditamos essencialmente que a saúde não está isolada do contexto em que vivemos. Daí procuramos que os nossos filhos (e nós mesmos claro) vivam de uma forma o mais harmoniosa possível, com contacto com a natureza, uma alimentação cuidada e exercício físico. Mente sã, corpo são. Quando a doença surge, procuramos seguir uma via o mais natural possível, observando e dando tempo e espaço a que o corpo e as suas defesas naturais se manifestem. O nosso filho mais velho apenas uma vez tomou antibiótico a partir daí foi sempre seguido pela médica, sendo utilizada apenas medicação homeopática ou natural.

Quanto à vacinação, após termo-nos informado mais acerca do assunto, acabamos por decidir que não iríamos vacinar mais o nosso filho (nos primeiros 9 meses recebeu todas as vacinas do plano nacional de vacinação) e à nossa segunda filha já não lhe foi administrada qualquer vacina.


Procuraram informações mais detalhadas sobre alimentação e suplementação da mãe e crianças quando decidiram ter filhos? Onde?

Cris: Sim, bastante. A principal fonte foi a Internet. Depois por parte dos profissionais que acompanharam de perto a minha gravidez e eles mesmos foram esclarecendo algumas duvidas e/ou dando algumas sugestões.

Pjp: Recolhi alguma informação mais junto de amigos vegetarianos que também são pais.


Os bebés foram/são amamentados? Se não, como foi/é feita a alimentação?

Cris: Sim, o nosso primeiro filho foi amamentado até aos 20 meses e a segunda filha está a ser igualmente amamentada.


Com que idade começou o Pedro a comer outros alimentos que não o leite materno e que tipo de comidas?

Cris: Tive de introduzir outros alimentos aos 5 meses para lhe dar tempo de se adaptar antes de eu ir trabalhar. Os alimentos que começou por ingerir foram frutas esmagadas (pera e banana crua, maçã cozida) e papas caseiras feitas com o meu leite, fruta e farinhas integrais.

Pjp: A farinha de arroz ou de aveia, só para citar dois exemplos, são excelentes. Normalmente as pessoas vegetarianas, quando praticam uma alimentação diversificada, acabam por conhecer muito mais opções e possibilidades do que as pessoas omnívoras. Infelizmente, a grande maioria das pessoas ainda acaba por optar pelas papas “industriais”. Sem grande noção ou conhecimento de todos os aspetos negativos que elas têm (presença de substâncias conservantes, por exemplo).


Vão educar os vossos filhos na ética e alimentação vegetarianas?

Pjp: Sim, certamente. Não é algo que queiramos impor, mas é um valor preponderante na nossa alimentação e especialmente filosofia de vida. Creio que nossa educação será sempre alicerçada no vegetarianismo como um valor ético, ecológico e espiritual fundamental, mas também pretendemos respeitar a liberdade de escolha dos nosso filhos. Se mais tarde eles optarem por comer carne, por muito que isso nos custetentarei respeitar essa opção. Mas fará parte do meu trabalho educativo fornecer-lhes toda a informação porque considero a exploração das outras espécies animais e em particular o consumo de carne tão nefasto para o equilíbrio ecológico do nosso planeta e para o desenvolvimento civilizacional da nossa sociedade. Para além da própria saúde claro.

Cris: Sim, pelo menos enquanto formos nós a escolher o que eles comem! E se depois decidirem seguir um regime alimentar diferente, tentaremos fazer com que pelo menos tenham consciência do que significa e está por trás de um bife no prato ou uma sardinha no fogareiro...


Utilizam produtos ecológicos e veganos para os bebés (fraldas, champôs, cremes, etc.)? Sentem alguma dificuldade em encontrá-los no mercado?

Cris: Tentamos que todos os produtos que consumimos sejam o mais naturais possíveis e tenham o menor impacto ecológico que conseguirmos. Não sentimos dificuldade em encontrá-los porque já sabemos onde os procurar, mas claro que não estão ainda presentes em qualquer supermercado como seria de desejar.

Pjp: Apoiamos projetos e produtos éticos, ecológicos e preferencialmente não comercializados por grandes grupos multinacionais. Creio que é fundamental sabermos viver mais com menos, e esse processo implica todo um esforço de reaprendizagem e reflexão. Mas à parte destas reflexões, sim, sem dúvida, quando compramos tentamos sempre fazê-lo da forma o mais ética, ecológica, económica e socialmente justa. Mesmo que por vezes isso possa implicar ter de pagar mais. Mas mesmo isso é relativo, se calhar por isso mesmo, e dentro das nossas contingências económicas, acabamos por comprar só aquilo que é mesmo essencial.


A nível social e familiar sentiram/sentem discriminações por não serem omnívoros?

Cris: Nem sempre é fácil para quem não é vegetariano aceitar que uns pais tentem educar os seus filhos de forma a serem vegetarianos desde que nascem... Na medida daquilo que é possível tentamos que compreendam as nossas opções, sem grandes expectativas claro, uma vez que às vezes não é mesmo possível fazer surgir essa compreensão. No entanto, basta olhar para o nosso filho e ver como cresce saudável, vigoroso e cheio de energia, para perceber que está ótimo! E isso tem sido de longe o maior argumento que poderia existir em favor do vegetarianismo.

Pjp: De certa forma acho que não, talvez só alguma pressão, mas nada de muito significativo. Creio que as pessoas que me conhecem sabem o quanto o vegetarianismo tem sido crucial no meu estilo de vida e por isso parece-me quase óbvio que seria impensável que fosse educar os nossos filhos de uma forma diferente. O melhor argumento que podemos utilizar é demonstrar a vitalidade e saúde dos nossos filhos. E de facto é importante percebermos quando as pessoas perguntam ou fazem algum comentário realmente com alguma abertura de espírito, ou intuito de perceber algo, ou então simplesmente para provarem o seu ponto de vista e dogmas pró-alimentação carnívora. E nessas situações creio que não vela a pena gastar energia.


Já decidiram como agir no futuro próximo quando as crianças interagirem com grupos de amigos e familiares? Vão permitir, por exemplo, que experimente comer produtos de origem animal na escola ou noutros eventos?

Cris: O nosso filho interage desde que nasceu com pessoas que seguem um regime alimentar diferente do nosso e já aconteceu por exemplo ele provar leite de vaca e automaticamente rejeitar por não gostar. Quanto à carne e ao peixe ele mesmo já diz que não come porque é vegetariano. Fizemos sempre questão de lhe dizer que habitualmente as pessoas comem carne e peixe.

Se acontecer de ele insistir em comer produtos de origem animal e eu estiver presente, tentarei que ele perceba o que está a querer comer e oferecer-lhe-ei uma alternativa dentro dos alimentos que comemos. Se ainda assim ele insistir em provar penso que o deixaria provar.

Pjp: Quando eles forem um pouco maiores, terei sempre a preocupação de lhes mostrar como a “carne é produzida” e como os animais são explorados e submetidos a tanto sofrimento para que aquele bife ou salsicha possa estar no prato. Pelo menos, se mesmo assim decidirem ou quiserem tanto comer carne, não será certamente com desconhecimento (ou encobrimento) de toda a sinistra realidade que está por detrás de um bife.



Copyright Centro Vegetariano. Reprodução permitida desde que indicando o endereço: http://www.centrovegetariano.org/Article-581-Entrevista%2Ba%2Bfam%25EDlia%2Bvegetariana.html

Tuesday, November 15, 2011

Pecado do Dia - Ovo Bio Estrelado, bem acompanhado



A alimentação vegetariana também se pode (deve talvez ;O) permitir a alguns "pecadinhos" ocasionais. Como umas batatas fritas de vez em quando com ovo (biológico e/ou caseiro) estrelado. Uma alheira vegetariana. E pronto, nem mesmo por isso se tem que perder a "composição" e equilíbrio nutricional ;O)

Thursday, October 20, 2011

RELATÓRIO de ACTIVIDADE Sessão (in)formativa e Debate: A “Alimentação Vegetariana”, moda, dieta ou estilo de vida?

DATA

4 de Outubro de 2011


Relatório

Integrado na Semana Vegetariana 2011, promovida pelo Centro Vegetariano e contando com a participação de inúmeras entidades e organizações um pouco por todo o país, o Projecto Segredos da Horta – Alimentação Vegetariana Natural dinamizou, com o apoio da Casa da Horta – Associação Cultural, uma sessão (in)formativa/debate sobre a Alimentação Vegetariana.

Como ponto de partida para a sessão surgiu a questão: Numa altura em que a alimentação vegetariana começa a ser cada vez mais conhecida e também “adoptada” por mais pessoas estaremos perante uma moda, uma dieta ou um estilo de vida?

E para se ser vegetarian@, quais são as principais dicas, motivações, dificuldades e “erros” a evitar? Esta sessão (in)formativa pretendeu pois sensibilizar para uma alimentação consicente e sustentável, quer ao nível socio-ambiental quer ao nível, e antes de tudo o mais, da saúde e equilíbrio do próprio indivíduo.

Na sessão participaram cerca de 7 – 8 pessoas que pareceram ter ficado bastante agradadas com os conteúdos abordados.


Tuesday, October 18, 2011

Oficina de Alimentação Vegetariana Natural , 29 de Outubro, Impulso Integral

Oficina de Alimentação Vegetariana Natural

29 de Outubro de 2011, sábado

Espaço Impulso Integral

10h00-14h00,

contribuição: 20,00 hortas

Wednesday, October 12, 2011

A Alimentação Vegetariana como novo paradigma ético, ecológico e alimentar - apresentação do Projecto "Segredos da Horta

Artigo integral parcialmente publicado na Revista Vegetariana nº7, Outono/Inverno de 2011

Provavelmente já todos ouvimos a expressão “Somos aquilo que comemos”. Sendo a alimentação de facto tão preponderante naquilo que somos e fazemos porque é que, tantas vezes, praticamos uma alimentação tão inconsciente e descuidada? Não acaba por ser inevitável o surgimento de tantos problemas de saúde associados ao nosso estilo de vida e em particular à nossa alimentação?

Pode-se também dizer que a nossa alimentação se artificializou, industrializou e tornou em larga medida negligente. Quantas vezes fazermos algum esforço para reflectir verdadeiramente sobre os nossos hábitos alimentares? Até que ponto nos preocupamos verdadeiramente com a qualidade e vitalidade da nossa alimentação? Ou com a forma como esta se reflecte, desde logo e antes de tudo o mais, na nossa própria saúde?

Muitas vezes só acabamos por desenvolver esse género de preocupações, se desenvolvemos, quando a isso somos forçados por circunstâncias adversas nomeadamente: distúrbios físicos e/ou mesmo psicológicos resultantes da nossa alimentação.

Para além de um padrão evidente de industrialização, de artificialização e de aumento exponencial do consumo de produtos animais, sobretudo carne, distúrbios alimentares como a obesidade, num período anterior sobretudo à II G.M., eram praticamente residuais ou inexistentes. Actualmente adquirem contornos quase epidémicos no dito “mundo desenvolvido”. Em alguns países cerca de metade, ou mais, da população evidencia excesso de peso. Às vezes em proporções verdadeiramente assustadoras.

Simultaneamente, e como consequência natural, o número de doenças cardiovasculares disparou também nos países desenvolvidos. Porventura a alimentação não será o único factor mas, associada por exemplo a um maior sedentarismo, é sem dúvida um dos principais, senão mesmo o principal, factor.

Por outro lado, se analisarmos a própria evolução do sector alimentar, podemos facilmente constatar um padrão de concentração da produção sob o controlo de grandes empresas agro-industriais. De uma forma geral essa concentração tem-se vindo a revelar nociva. Ao nível da produção, apesar de uma suposta maior oferta em termos de marcas e produtos (marcas, na realidade, na maior parte das vezes, detidas por um conjunto muito restrito de corporações) a realidade é que se tem vindo a assistir a uma gradual perda de diversidade e a uma aceleração dos processos de industrialização.

O próprio poder dessas corporações baseia-se em larga medida numa poderosa estrutura de propaganda e marketing que, obviamente, existe predominantemente para induzir os indivíduos ao consumo, se possível quase “patológico”, dos seus produtos. Com esse intuito essas corporações conseguem, vezes sem conta, atingir de facto os seus propósitos comerciais mas com um elevado impacto negativo ao nível da educação e consciência alimentar, assim como cívica, dos indivíduos. Ou seja, muitos dos seus produtos têm um impacto bem mais negativo do que positivo no regime alimentar dos cidadãos (por exemplo considerando que muitas utilizam vezes sem conta o açúcar como substância aditiva) mas essa não é de forma alguma a mensagem que é transmitida. Bem pelo contrário.

Um público particularmente vulnerável a todo esse bombardeamento comercial é o público infantil. As crianças são também, simultaneamente, um alvo particularmente “apetecível” pois têm uma capacidade de influenciar as escolhas e hábitos de consumo da família de uma forma inestimável. Basta pensarmos no caso das crianças que “arrastam” atrás de si toda a família para o “Macdonalds” em virtude de toda a sedução dos brindes do “Happy Meal” e das zonas de recreio para crianças.

Se reflectirmos bem sobre a questão é profundamente perturbador pensar que algo com uma importância tão primordial como a alimentação, que se reflecte de uma forma tão directa na saúde dos indivíduos e, por inerência, da sociedade, tenha vindo a tornar-se, nos últimos anos, numa área onde os interesses corporativos de poderosas multinacionais predominam vezes sem conta em detrimento de valores bem mais importantes e éticos.

Nesse sentido, e focando-nos mais no aspecto “ético”, não deixa de ser profundamente pouco ético, para não dizer algo mais grave, que essa mesma indústria agro-alimentar tenha vindo a revelar uma tremenda capacidade para recrutar uma parte inestimável da comunidade científica para o seu campo propagandístico. Na prática, o que isto significa é que muitas vezes certos produtos e marcas que são promovidos como tendo este ou aquele benefício ao nível do próprio bem-estar físico para o consumidor estão a vender uma mais valia falsa ou até, em muitos casos, falaciosa. Por vezes contribuem até para a adopção de estilos de vida e padrões alimentares profundamente errados e perniciosos.

A esse nível, estou em crer, e generalizando, que a evolução tem sido num sentido negativo. Algumas das tendências, parcialmente já mencionadas anteriormente, e que se podem classificar de evidentemente mais negativas são:

- O aumento exponencial do consumo de carne e de outros produtos animais (nomeadamente lácteos);

- O maior refinamento e processamento dos alimentos o que leva, obviamente, a uma elevada perda de nutrientes e de outras propriedades. Isto apesar de estes se apresentarem como, aparentemente, mais atractivos e saborosos;

- Deficiente ingestão de produtos/alimentos integrais;

- Ingestão insuficiente ou mesmo quase residual de produtos hortícolas e frutícolas “frescos”, derivado, por exemplo, de um aumento dos alimentos congelados ou repletos de conservantes e intensificadores de sabor artificiais;

- Globalização da produção alimentar privilegiando em larga medida os processos mais intensivos, industrializados mas também com um impacto ecológico mais pesado e destrutivo. Para além de todos os impactos ao nível da saúde humana que estão ainda e em larga medida por avaliar.

- Aumento do consumo e “vulgarização” do “fast-food”.

- Perda de vínculos sociais e em parte da importância da refeição como momento de confraternização familiar.

Haverá muitos outros padrões e tendências a observar. No entanto, podem mencionar-se apenas os anteriores como sendo alguns dos mais preponderantes e fundamentais.

Tendo as sociedades “ocidentais” desenvolvido este género de padrões a questão que urge suscitar é:

O que fazer para conseguirmos inverter todo este género de tendências e fenómenos em larga escala de deterioração dos padrões alimentares?

Uma crítica em relação à industrialização da própria alimentação não constitui, como é de alguma forma propalado pelos defensores da tecnocracia moderna, uma apologia de “retorno ao passado”. No entanto, a certos níveis, os padrões alimentares anteriores a todas estas vicissitudes eram de alguma forma mais saudáveis e equilibrados. É certo que em virtude das próprias circunstâncias económicas, por norma mais adversas, existiam problemas graves até de subnutrição, mas, aparte desse aspecto, a realidade é que muitos dos problemas de saúde actuais, muito deles intimamente associados aos padrões alimentares contemporâneos, eram então muito residuais ou praticamente inexistentes (se pensarmos por exemplo na obesidade).

Nesse sentido observarmos que a determinados níveis evoluímos para um patamar de deterioração dos padrões alimentares deveria servir para tentarmos recuperar alguns dos padrões e hábitos alimentares ancestrais que, a muitos níveis, se têm vindo a perder.

A emergência das refeições pré-preparadas, dos produtos congelados, dos alimentos carregados de produtos químicos conservantes (ou por exemplo intensificadores de sabor, com aromatizantes, etc.) veio trazer muito mais malefícios do que propriamente benefícios para as sociedades ocidentais, que, a muitos níveis, com o fenómeno da globalização, têm vindo a “exportar” os seus padrões de consumo e estilo de vida um pouco para todo o lado do globo.

Acima de tudo, e antes de tudo o mais, urge empreender um enorme esforço de reflexão pessoal e colectivo no sentido de podermos observar de forma crítica e consciente aqueles que são os nossos hábitos alimentares actuais.

A alguns níveis começam a surgir indicadores positivos de uma maior consciencialização, assim como esforços e movimentos empenhados na promoção de padrões alimentares mais saudáveis, equilibrados e também ecológicos. As versões mais recentes da própria pirâmide alimentar, por exemplo (com uma preponderância bem maior das frutas, legumes, oleaginosas e cereais integrais), denotam bem essas mudanças positivas.

A outros níveis a ferocidade de todos os recursos propagandísticos da industria agro-alimentar continua tão ou mais acentuada do que já vinha sendo habitual. E continua a proliferar a propaganda a muitos níveis irresponsável aos pseudo super produtos teoricamente capazes de suprir do ponto de vista nutricional o essencial das nossas necessidades alimentares.

Por outro lado, aquilo que é a nossa alimentação “moderna” mais não é, a certos níveis, do que um reflexo daquilo que é a agricultura actual. Uma agricultura de modelo predominantemente intensivo e, como tal, em larga medida tóxico-dependente. Ou seja, dependente de elevadas quantidades de produtos químicos de síntese, de fertilizantes petro-químicos e, naquilo que é um sinal evidente de uma preocupante perda de soberania alimentar, uma actividade controlada pelos gigantes agro-industriais cada vez mais, por exemplo, freneticamente empenhados em impor os alimentos OGM (Organismos Geneticamente Modificados) aos cidadãos consumidores que ainda ousam desconfiar destas generosas companhias que a mais não aspiram, dizem, do que contribuir para o bem da humanidade (lucros astronómicos, quem falou nisso?).

Chegamos por isso a este ponto paradoxal em que a agricultura (à imagem de muitas outras actividades humanas, mas ainda mais “paradoxal” no caso da agricultura dado que estamos a falar na produção dos nossos próprios alimentos) consome muitos mais recursos do que aquilo que realmente produz. Para além disso, e tão ou mais preocupante: aquilo que é produzido é-o, em larga medida, de forma completamente insustentável e com um impacto ecológico demasiadamente destruidor. Chegados a este ponto é inevitável reflectir sobre uma das principais dimensões dessa destruição quase implícita naquilo que são os modelos agrícolas industriais modernos: a Agro-Pecuária Industrial.

Por outras palavras, a indústria pecuária, a criação intensiva de animais para satisfazer o consumo de carne dos países ditos industrializados, é uma das actividades humanas com um impacto mais “pesado” a nível planetário.

Só para termos uma pequena ideia, considere-se alguns dados:

Estima-se que a contribuição do gado para a contaminação da água supera em mais de dez vezes a dos humanos e mais de três a indústria”

Cerca de metade da pesca mundial vai para alimentar gado, 91% do milho, 77% da farinha de soja, 64% da cevada, 68% da aveia e 99% das colheitas de sorgo” (1)

São necessários oito vezes mais combustíveis fósseis para produzir proteína animal do que proteína vegetal e que a primeira é apenas 1,4 vezes mais nutritiva do que a segunda.” (2)

Um quilograma de carne de vaca produz tanto dióxido carbono quanto uma viagem de 250km de carro.” (3)

Face à dimensão expressa por estes dados é impossível negar a estrita ligação que existe entre o aumento do consumo de carne e a aceleração da destruição ecológica a nível global, nomeadamente se nos estivermos a referir, por exemplo, à questão das alterações climáticas.

Dessa forma qualquer mudança de paradigma a nível da alimentação das sociedades ditas ocidentalizadas terá que passar, pelo menos, por uma redução bastante drástica e efectiva do consumo de proteína animal. Redução que, de resto, só iria trazer benefícios considerando as diversas dimensões e impactos negativos ao nível dos quais o consumo excessivo se repercute (saúde, ambiente, bem-estar animal, etc.)

A mudança não implica que todas as pessoas tenham que se tornar necessariamente vegetarianas. Haveria muito a ganhar com isso certamente, mas acima de tudo urge inverter a tendência que se tem vindo a verificar de um aumento da procura e consequentes impactos do consumo de carne.

Há algumas décadas atrás, mesmo sem ser necessariamente vegetariano, a realidade é que o padrão alimentar de uma grande parte das pessoas era caracterizado por um consumo de carne bastante inferior aos níveis actuais. Muitas famílias comiam carne cerca de uma vez por semana.

De qualquer das formas, e apesar de cada vez mais difundido, ainda existe um enorme desconhecimento em relação àquilo que é, ou pode ser, a alimentação vegetariana e algumas das suas principais características.

O principal objectivo do projecto “Segredos da Horta” consiste precisamente em divulgar e dar a conhecer um pouco mais o vegetarianismo nas suas diversas vertentes e dimensões.

Uma das metodologias preferenciais tem sido a organização e dinamização de oficinas práticas de alimentação vegetariana onde os indivíduos podem ficar a conhecer mais, e de uma forma muito concreta, sobre esta.

A principal filosofia é a de que o ser humano é constituído por uma dimensão biológica, psicológica e espiritual. A nutrição não é pois a mera satisfação de uma necessidade biológica elementar mas, muito mais do que isso, é um processo de transmissão energética e de profundo inter-relacionamento do ser vivo com o meio ambiente (ecológico e social) onde se insere. Logo, daí se depreende que uma alimentação que tem por base o sacrifício e sofrimento de milhares de animais não pode senão causar enormes distúrbios e problemas planetários, bem como ao nível da própria saúde de quem se alimenta principalmente de carne. O Vegetarianismo é pois, e cada vez mais, uma opção eticamente mais correcta (pela enorme redução da exploração e sofrimento causado às outras espécies animais) e, em geral, ecologicamente mais sustentável.

Por outro lado está longe de ser, como alguns a tentam rotular, uma moda urbana moderna. Na verdade, ao longo da história, e ao contrário do mito que vai prevalecendo de que o Homem é essencialmente omnívoro, diversas civilizações e algumas figuras particularmente proeminentes da história da humanidade praticavam e praticam, por diversas razões, uma alimentação essencialmente vegetariana (Leonardo da Vinci, Platão, Sócrates, Henry David Thoreau, Gandhi, entre outros). Além disso, como de certa forma já foi referido, ainda que vivendo numa sociedade onde o consumo de carne é comum e predominante, o vegetarianismo por motivos de ordem ética, ecológica, religiosa e espiritual encontra-se cada vez mais difundido, estando também implícito em novos paradigmas de aproximação da espécie humana à Natureza. Talvez também implícito em novos paradigmas de “regresso às raízes” e a um estilo de vida, particularmente ao nível dos padrões alimentares, mais simples e natural. Sem sombra de dúvida mais harmonioso e equilibrado.

Por todos esses motivos e mais alguns o projecto Segredos da Horta irá continuar a dar o seu modesto mas determinado contributo para que o nosso Planeta possa ser um lugar melhor para todos os seres viverem, começando nessa dimensão tão crucial que é a forma como nos alimentamos e olhamos para a alimentação.


Segredos da Horta – Alimentação Vegetariana Natural

Pedro Jorge Pereira

segredosdahorta@gmail.com

http://segredosdahorta.blogspot.com/


Referências:


  1. (dados do departamento de agricultura dos EUA)


  1. Cornell University Science News (1997) [Em linha]. Disponível em http://www.news.cornell.edu/releases/aug97/livestock.hrs.html [Consultado em 08/04/2011].


  1. Fanielli, Daniele, Newscientist (2007) [Em linha]. Disponível em http://www.newscientist.com/article/mg19526134.500 [Consultado em 08/04/2011].


  1. Kushi, Michio e Jack, Alex;A Humanidade numa encruzilhada”, Um Mundo Ético, Lisboa, 2002