Wednesday, May 18, 2011

A Alimentação Vegetariana como novo paradigma ético, ecológico e alimentar - apresentação do Projecto "Segredos da Horta

A Alimentação Vegetariana como novo paradigma ético, ecológico e alimentar - apresentação do Projecto "Segredos da Horta

por Pedro Jorge Pereira

Provavelmente já todos ouvimos a expressão “Somos aquilo que comemos”. Sendo a alimentação de facto tão preponderante naquilo que somos e fazemos porque é que, tantas vezes, praticamos uma alimentação tão inconsciente e descuidada? Não acaba por ser inevitável o surgimento de tantos problemas de saúde associados ao nosso estilo de vida e em particular à nossa alimentação?

Pode-se também dizer que a nossa alimentação se artificializou, industrializou e tornou em larga medida negligente. Quantas vezes fazermos algum esforço para reflectir verdadeiramente sobre os nossos hábitos alimentares? Até que ponto nos preocupamos verdadeiramente com a qualidade e vitalidade da nossa alimentação? Ou com a forma como esta se reflecte, desde logo e antes de tudo o mais, na nossa própria saúde?

Muitas vezes só acabamos por desenvolver esse género de preocupações, se desenvolvemos, quando a isso somos forçados por circunstâncias adversas nomeadamente: distúrbios físicos e/ou mesmo psicológicos resultantes da nossa alimentação.

Para além de um padrão evidente de industrialização, de artificialização e de aumento exponencial do consumo de produtos animais, sobretudo carne, distúrbios alimentares como a obesidade, num período anterior sobretudo à II G.M., eram praticamente residuais ou inexistentes. Actualmente adquirem contornos quase epidémicos no dito “mundo desenvolvido”. Em alguns países cerca de metade, ou mais, da população evidencia excesso de peso. Às vezes em proporções verdadeiramente assustadoras.

Simultaneamente, e como consequência natural, o número de doenças cardiovasculares disparou também nos países desenvolvidos. Porventura a alimentação não será o único factor mas, associada por exemplo a um maior sedentarismo, é sem dúvida um dos principais, senão mesmo o principal, factor.

Por outro lado, se analisarmos a própria evolução do sector alimentar, podemos facilmente constatar um padrão de concentração da produção sob o controlo de grandes empresas agro-industriais. De uma forma geral essa concentração tem-se vindo a revelar nociva. Ao nível da produção, apesar de uma suposta maior oferta em termos de marcas e produtos (marcas, na realidade, na maior parte das vezes, detidas por um conjunto muito restrito de corporações) a realidade é que se tem vindo a assistir a uma gradual perda de diversidade e a uma aceleração dos processos de industrialização.

O próprio poder dessas corporações baseia-se em larga medida numa poderosa estrutura de propaganda e marketing que, obviamente, existe predominantemente para induzir os indivíduos ao consumo, se possível quase “patológico”, dos seus produtos. Com esse intuito essas corporações conseguem, vezes sem conta, atingir de facto os seus propósitos comerciais mas com um elevado impacto negativo ao nível da educação e consciência alimentar, assim como cívica, dos indivíduos. Ou seja, muitos dos seus produtos têm um impacto bem mais negativo do que positivo no regime alimentar dos cidadãos (por exemplo considerando que muitas utilizam vezes sem conta o açúcar como substância aditiva) mas essa não é de forma alguma a mensagem que é transmitida. Bem pelo contrário.

Um público particularmente vulnerável a todo esse bombardeamento comercial é o público infantil. As crianças são também, simultaneamente, um alvo particularmente “apetecível” pois têm uma capacidade de influenciar as escolhas e hábitos de consumo da família de uma forma inestimável. Basta pensarmos no caso das crianças que “arrastam” atrás de si toda a família para o “Macdonalds” em virtude de toda a sedução dos brindes do “Happy Meal” e das zonas de recreio para crianças.

Se reflectirmos bem sobre a questão é profundamente perturbador pensar que algo com uma importância tão primordial como a alimentação, que se reflecte de uma forma tão directa na saúde dos indivíduos e, por inerência, da sociedade, tenha vindo a tornar-se, nos últimos anos, numa área onde os interesses corporativos de poderosas multinacionais predominam vezes sem conta em detrimento de valores bem mais importantes e éticos.

Nesse sentido, e focando-nos mais no aspecto “ético”, não deixa de ser profundamente pouco ético, para não dizer algo mais grave, que essa mesma indústria agro-alimentar tenha vindo a revelar uma tremenda capacidade para recrutar uma parte inestimável da comunidade científica para o seu campo propagandístico. Na prática, o que isto significa é que muitas vezes certos produtos e marcas que são promovidos como tendo este ou aquele benefício ao nível do próprio bem-estar físico para o consumidor estão a vender uma mais valia falsa ou até, em muitos casos, falaciosa. Por vezes contribuem até para a adopção de estilos de vida e padrões alimentares profundamente errados e perniciosos.

A esse nível, estou em crer, e generalizando, que a evolução tem sido num sentido negativo. Algumas das tendências, parcialmente já mencionadas anteriormente, e que se podem classificar de evidentemente mais negativas são:

- O aumento exponencial do consumo de carne e de outros produtos animais (nomeadamente lácteos);

- O maior refinamento e processamento dos alimentos o que leva, obviamente, a uma elevada perda de nutrientes e de outras propriedades. Isto apesar de estes se apresentarem como, aparentemente, mais atractivos e saborosos;

- Deficiente ingestão de produtos/alimentos integrais;

- Ingestão insuficiente ou mesmo quase residual de produtos hortícolas e frutícolas “frescos”, derivado, por exemplo, de um aumento dos alimentos congelados ou repletos de conservantes e intensificadores de sabor artificiais;

- Globalização da produção alimentar privilegiando em larga medida os processos mais intensivos, industrializados mas também com um impacto ecológico mais pesado e destrutivo. Para além de todos os impactos ao nível da saúde humana que estão ainda e em larga medida por avaliar.

- Aumento do consumo e “vulgarização” do “fast-food”.

- Perda de vínculos sociais e em parte da importância da refeição como momento de confraternização familiar.

Haverá muitos outros padrões e tendências a observar. No entanto, podem mencionar-se apenas os anteriores como sendo alguns dos mais preponderantes e fundamentais.

Tendo as sociedades “ocidentais” desenvolvido este género de padrões a questão que urge suscitar é:

O que fazer para conseguirmos inverter todo este género de tendências e fenómenos em larga escala de deterioração dos padrões alimentares?

Uma crítica em relação à industrialização da própria alimentação não constitui, como é de alguma forma propalado pelos defensores da tecnocracia moderna, uma apologia de “retorno ao passado”. No entanto, a certos níveis, os padrões alimentares anteriores a todas estas vicissitudes eram de alguma forma mais saudáveis e equilibrados. É certo que em virtude das próprias circunstâncias económicas, por norma mais adversas, existiam problemas graves até de subnutrição, mas, aparte desse aspecto, a realidade é que muitos dos problemas de saúde actuais, muito deles intimamente associados aos padrões alimentares contemporâneos, eram então muito residuais ou praticamente inexistentes (se pensarmos por exemplo na obesidade).

Nesse sentido observarmos que a determinados níveis evoluímos para um patamar de deterioração dos padrões alimentares deveria servir para tentarmos recuperar alguns dos padrões e hábitos alimentares ancestrais que, a muitos níveis, se têm vindo a perder.

A emergência das refeições pré-preparadas, dos produtos congelados, dos alimentos carregados de produtos químicos conservantes (ou por exemplo intensificadores de sabor, com aromatizantes, etc.) veio trazer muito mais malefícios do que propriamente benefícios para as sociedades ocidentais, que, a muitos níveis, com o fenómeno da globalização, têm vindo a “exportar” os seus padrões de consumo e estilo de vida um pouco para todo o lado do globo.

Acima de tudo, e antes de tudo o mais, urge empreender um enorme esforço de reflexão pessoal e colectivo no sentido de podermos observar de forma crítica e consciente aqueles que são os nossos hábitos alimentares actuais.

A alguns níveis começam a surgir indicadores positivos de uma maior consciencialização, assim como esforços e movimentos empenhados na promoção de padrões alimentares mais saudáveis, equilibrados e também ecológicos. As versões mais recentes da própria pirâmide alimentar, por exemplo (com uma preponderância bem maior das frutas, legumes, oleaginosas e cereais integrais), denotam bem essas mudanças positivas.

A outros níveis a ferocidade de todos os recursos propagandísticos da industria agro-alimentar continua tão ou mais acentuada do que já vinha sendo habitual. E continua a proliferar a propaganda a muitos níveis irresponsável aos pseudo super produtos teoricamente capazes de suprir do ponto de vista nutricional o essencial das nossas necessidades alimentares.

Por outro lado, aquilo que é a nossa alimentação “moderna” mais não é, a certos níveis, do que um reflexo daquilo que é a agricultura actual. Uma agricultura de modelo predominantemente intensivo e, como tal, em larga medida tóxico-dependente. Ou seja, dependente de elevadas quantidades de produtos químicos de síntese, de fertilizantes petro-químicos e, naquilo que é um sinal evidente de uma preocupante perda de soberania alimentar, uma actividade controlada pelos gigantes agro-industriais cada vez mais, por exemplo, freneticamente empenhados em impor os alimentos OGM (Organismos Geneticamente Modificados) aos cidadãos consumidores que ainda ousam desconfiar destas generosas companhias que a mais não aspiram, dizem, do que contribuir para o bem da humanidade (lucros astronómicos, quem falou nisso?).

Chegamos por isso a este ponto paradoxal em que a agricultura (à imagem de muitas outras actividades humanas, mas ainda mais “paradoxal” no caso da agricultura dado que estamos a falar na produção dos nossos próprios alimentos) consome muitos mais recursos do que aquilo que realmente produz. Para além disso, e tão ou mais preocupante: aquilo que é produzido é-o, em larga medida, de forma completamente insustentável e com um impacto ecológico demasiadamente destruidor. Chegados a este ponto é inevitável reflectir sobre uma das principais dimensões dessa destruição quase implícita naquilo que são os modelos agrícolas industriais modernos: a Agro-Pecuária Industrial.

Por outras palavras, a indústria pecuária, a criação intensiva de animais para satisfazer o consumo de carne dos países ditos industrializados, é uma das actividades humanas com um impacto mais “pesado” a nível planetário.

Só para termos uma pequena ideia, considere-se alguns dados:

“Estima-se que a contribuição do gado para a contaminação da água supera em mais de dez vezes a dos humanos e mais de três a indústria”

“Cerca de metade da pesca mundial vai para alimentar gado, 91% do milho, 77% da farinha de soja, 64% da cevada, 68% da aveia e 99% das colheitas de sorgo” (1)

“São necessários oito vezes mais combustíveis fósseis para produzir proteína animal do que proteína vegetal e que a primeira é apenas 1,4 vezes mais nutritiva do que a segunda.” (2)

“Um quilograma de carne de vaca produz tanto dióxido carbono quanto uma viagem de 250km de carro.” (3)

Face à dimensão expressa por estes dados é impossível negar a estrita ligação que existe entre o aumento do consumo de carne e a aceleração da destruição ecológica a nível global, nomeadamente se nos estivermos a referir, por exemplo, à questão das alterações climáticas.

Dessa forma qualquer mudança de paradigma a nível da alimentação das sociedades ditas ocidentalizadas terá que passar, pelo menos, por uma redução bastante drástica e efectiva do consumo de proteína animal. Redução que, de resto, só iria trazer benefícios considerando as diversas dimensões e impactos negativos ao nível dos quais o consumo excessivo se repercute (saúde, ambiente, bem-estar animal, etc.)

A mudança não implica que todas as pessoas tenham que se tornar necessariamente vegetarianas. Haveria muito a ganhar com isso certamente, mas acima de tudo urge inverter a tendência que se tem vindo a verificar de um aumento da procura e consequentes impactos do consumo de carne.

Há algumas décadas atrás, mesmo sem ser necessariamente vegetariano, a realidade é que o padrão alimentar de uma grande parte das pessoas era caracterizado por um consumo de carne bastante inferior aos níveis actuais. Muitas famílias comiam carne cerca de uma vez por semana.

De qualquer das formas, e apesar de cada vez mais difundido, ainda existe um enorme desconhecimento em relação àquilo que é, ou pode ser, a alimentação vegetariana e algumas das suas principais características.

O principal objectivo do projecto “Segredos da Horta” consiste precisamente em divulgar e dar a conhecer um pouco mais o vegetarianismo nas suas diversas vertentes e dimensões.

Uma das metodologias preferenciais tem sido a organização e dinamização de oficinas práticas de alimentação vegetariana onde os indivíduos podem ficar a conhecer mais, e de uma forma muito concreta, sobre esta.

A principal filosofia é a de que o ser humano é constituído por uma dimensão biológica, psicológica e espiritual. A nutrição não é pois a mera satisfação de uma necessidade biológica elementar mas, muito mais do que isso, é um processo de transmissão energética e de profundo inter-relacionamento do ser vivo com o meio ambiente (ecológico e social) onde se insere. Logo, daí se depreende que uma alimentação que tem por base o sacrifício e sofrimento de milhares de animais não pode senão causar enormes distúrbios e problemas planetários, bem como ao nível da própria saúde de quem se alimenta principalmente de carne. O Vegetarianismo é pois, e cada vez mais, uma opção eticamente mais correcta (pela enorme redução da exploração e sofrimento causado às outras espécies animais) e, em geral, ecologicamente mais sustentável.

Por outro lado está longe de ser, como alguns a tentam rotular, uma moda urbana moderna. Na verdade, ao longo da história, e ao contrário do mito que vai prevalecendo de que o Homem é essencialmente omnívoro, diversas civilizações e algumas figuras particularmente proeminentes da história da humanidade praticavam e praticam, por diversas razões, uma alimentação essencialmente vegetariana (Leonardo da Vinci, Platão, Sócrates, Henry David Thoreau, Gandhi, entre outros). Além disso, como de certa forma já foi referido, ainda que vivendo numa sociedade onde o consumo de carne é comum e predominante, o vegetarianismo por motivos de ordem ética, ecológica, religiosa e espiritual encontra-se cada vez mais difundido, estando também implícito em novos paradigmas de aproximação da espécie humana à Natureza. Talvez também implícito em novos paradigmas de “regresso às raízes” e a um estilo de vida, particularmente ao nível dos padrões alimentares, mais simples e natural. Sem sombra de dúvida mais harmonioso e equilibrado.

Por todos esses motivos e mais alguns o projecto Segredos da Horta irá continuar a dar o seu modesto mas determinado contributo para que o nosso Planeta possa ser um lugar melhor para todos os seres viverem, começando nessa dimensão tão crucial que é a forma como nos alimentamos e olhamos para a alimentação.

Segredos da Horta – Alimentação Vegetariana Natural

Pedro Jorge Pereira

segredosdahorta@gmail.com

http://segredosdahorta.blogspot.com/

Referências:

(1) (dados do departamento de agricultura dos EUA)

(2) Cornell University Science News (1997) [Em linha]. Disponível em http://www.news.cornell.edu/releases/aug97/livestock.hrs.html [Consultado em 08/04/2011].

(3) Fanielli, Daniele, Newscientist (2007) [Em linha]. Disponível em http://www.newscientist.com/article/mg19526134.500 [Consultado em 08/04/2011].

(4) Kushi, Michio e Jack, Alex;A Humanidade numa encruzilhada”, Um Mundo Ético, Lisboa, 2002

Tuesday, May 17, 2011

Consumo de Produtos Biológicos em Portugal, 19 de Maio, 5ªfeira, 21h30

III Ciclo de Conferências sobre Consumo Responsável


Sessão I – Consumo de Produtos Biológicos em Portugal

19 de Maio, 5ªfeira, 21h30

Casa da Horta - Porto


No próximo dia 19 de Maio, 5ªfeira, vai decorrer na Casa da Horta, Porto, uma sessão sobre o Consumo de Produtos Biológicos em Portugal . A sessão vai ter inicio às 21h30 e decorre no âmbito do III Ciclo de Conferências sobre Consumo Responsável . Os 2 conferencistas convidados serão Pedro Jorge Pereira e Mónica Truninger.
O programa total do ciclo de conferências sobre consumo responsável encontra-se em:


http://casadahorta.pegada.net/ficheiros/Programa.pdf

Wednesday, May 11, 2011

Pudim de Laranja e Cevada - Receita

Ingredientes:

1l de sumo de laranja

cerca de 250 – 300 g de sêmola de milho

cerca de 150 g de açucar mascavado ou amarelo

pitada de canela

2 colheres de sopa de café de cereais ou cevada

1 colher rasa de alga agar-agar


Preparação:

Tostar a sêmola num pouco de óleo ou margarina vegetal. Gradualmente ir acrescentando o sumo de laranja. Acrescentar também o açucar. Ir sempre mexendo, preferencialmente com vara de arames, de forma a dissolver bem os grumos. Acrescentar o café de cereais/cevada e continuar a mexer.

Ao fim de cerca de 10 minutos, ou menos, a consistência já deverá ser suficientemente sólida para a sobremesa estar pronta.

Deixar arrefecer e levar ao frigorífico, se bem que muitas vezes mesmo sem ir ao frigorífico a consistência já é suficientemente sólida.


Cobertura:

Ferver um pouco de sumo com agar-agar e colocar no topo da forma de pudim. Só depois de arrefecer um pouco é que deve colocar o pudim propriamente dito.

Em alternativa (ou de forma complementar) pode-se “gratinar” com coco ralado.

Thursday, April 28, 2011

30 de Abril 2011, Segredos da Horta nas Feiras Francas - Fundação Juventude


No próximo Sábado, dia 30 de Abril de 2011, o projecto Segredos da Horta irá estar presente na 13ª edição das Feiras Francas, na Fundação Juventude, Porto onde irá dinamizar uma apresentação sobre alimentação vegetariana natural e sobre o próprio projecto. Será ás 16h30.
Apareçam!!

Wednesday, April 20, 2011

vegetarianices


chamussas com arroz integral e salada com rebentos

Monday, April 18, 2011

Mais de 50 organizações cívicas europeias pedem para manter as sementes livres

uma questão da mais vital importância (a preservação e recuperação da nosso património e biodiversidade agrícola) e sobre a qual tão pouco se fala ... sobretudo num momento tão "crítico" como este para a questão em causa e para a causa em questão


Comunicado Imprensa

Mais de 50 organizações cívicas europeias pedem para manter as sementes livres


Petição será hoje entregue ao Parlamento Europeu e Comissão Europeia

Lisboa, 18 de Abril de 2011 - Mais de cinquenta organizações não governamentais, associações e grupos cívicos por toda a Europa concentram-se hoje em Bruxelas diante dos escritórios das multinacionais de sementes e o Parlamento Europeu para exigir o direito de reproduzir, semear e trocar livremente as sementes de cultivo.

Em Bruxelas as organizações, reunidas no movimento europeu “Campanha Europeia pelas Sementes Livres” (1), entregarão as assinaturas recolhidas no âmbito da petição europeia pelas sementes livres (2) à Comissão de Direitos Humanos do Parlamento Europeu. Em Lisboa, pelas 16 horas, os dinamizadores locais da Campanha entregam uma cópia da petição à representação portuguesa da Comissão Europeia, no Largo Jean Monnet (3). A animação prevista inclui uma pequena peça de teatro intitulada “se me mentes”.

Hoje é o último dia das Jornadas Internacionais de Acção, marcando o ponto alto da Campanha pelas Sementes Livres que denuncia a revisão em curso da legislação europeia em matéria de produção e comercialização de sementes (4). Esta revisão vai favorecer a crescente privatização das sementes agrícolas por uma dúzia de multinacionais, com graves consequências para horticultores e agricultores pequenos e para a segurança e autonomia alimentares, não só na Europa como em todo o mundo.

O mercado das sementes é hoje um oligopólio, com dez empresas a controlar 67% do mercado global de sementes comerciais (5). Através da manipulação genética, as patentes e a cobrança de direitos para a reprodução de sementes estas empresas estão a condicionar a diversidade genética do nosso planeta.

Os tratados internacionais e a legislação europeia já estão a favorecer fortemente as variedades de sementes industriais em detrimento das variedades tradicionais e da diversidade fitogenética conseguida com o trabalho de homens e mulheres agricultores ao longo de séculos. A nova legislação a ser proposta pela Comissão Europeia em 2011 vem restringir ainda mais a acção do agricultor, obrigando a burocracias que na prática vão inibir a reprodução de sementes tradicionais.

A Campanha Europeia pelas Sementes Livres reclama o livre acesso às sementes, o apoio à preservação da diversidade agrícola e a proibição das patentes sobre plantas. As sementes são um bem comum e vital e não devem ser entregues à exploração exclusiva da indústria agro-alimentar.

Campanha pelas Sementes Livres
semear o futuro, colher a diversidade
Campo Aberto | GAIA | MPI | Plataforma Transgénicos Fora | Quercus

Contacto da Campanha pelas Sementes Livres em Portugal: Lanka Horstink, tel +351 910 631 664, sementeslivres@gaia.org.pt
Contactos da Campanha em Bruxelas: Antoinette Brouyaux, +32 (0) 2893 09 40, +32 472 27 51 62; antoinette@associations21.org ; Nicholas Bell, European Civic Forum, +33 492 73 04 05, nicholas.bell@gmx.net

Notas

1. A Campanha Europeia pelas Sementes Livres visa conquistar, defender e promover o direito à criação própria de sementes com vista à promoção e protecção da diversidade de espécies agrícolas regionais, os interesses dos pequenos agricultores e criadores e dos agricultores ecológicos e ainda para garantir a segurança e soberania alimentares de todos os povos. www.sosementes.gaia.org.pt | www.seed-sovereignty.org/PT
2. Os pedidos da petição europeia pelas sementes livres:

  • o direito a produzir livremente, sem necessidade de licenças, as nossas próprias sementes a partir das nossas colheitas, a voltar a semeá-las e a dá-las a outros;

  • a promoção das variedades regionais de sementes, através do apoio aos homens e às mulheres que conservam e melhoram variedades de agricultura biológica;

  • a proibição de tecnologias de modificação genética na agricultura;

  • a proibição de patentes sobre as plantas;

  • uma nova lei para a introdução de novas variedades de sementes, que exclua as sementes geneticamente modificadas e as que exijam utilização intensiva de químicos;

  • acabar com os insumos de elevado teor energético na produção agrícola, que são a consequência das monoculturas, do transporte a longas distâncias, bem como do cultivo de plantas que requerem fertilizantes e pesticidas sintéticos.

3. A comitiva da representação portuguesa da Campanha pelas Sementes Livres concentrar-se-á às 14.30 de hoje nos Restauradores para a primeira apresentação do teatro. Às 16 horas estará diante do escritório da representação portuguesa da Comissão Europeia para entregar a petição, com mais uma apresentação do teatro. A última sessão do teatro realizar-se-á às 18.00 no Largo de Camões.
4. A Nova Lei das Sementes
5. In Who Owns Nature? Corporate Power and the Final Frontier in the Commodification of Life (2008), ETC Group Report, (publication)


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A Campanha pelas Sementes Livres visa conquistar, defender e promover o direito à criação própria de sementes com vista à promoção e protecção da diversidade de espécies agrícolas regionais, os interesses dos pequenos agricultores e criadores e dos agricultores ecológicos e ainda para garantir a segurança e soberania alimentares de todos os povos.

Para qualquer assunto relacionado com a campanha (incluindo desinscrição), contactar sementeslivres@gaia.org.pt

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GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental

Lisboa, 15
Portugal




Monday, April 11, 2011

II Semana de Saúde e Bem-Estar do Politécnico do Porto


15 de Abril

Sexta-feira

14.30 – 16.30

Seminário Alimentação natural e

vegetarianismo

Local: Sala de Actos | Presidência IPP

Organização: Gabinete do Estudante | Pedro

Jorge Pereira [Segredos da Horta]



Wednesday, March 30, 2011

Oficina de Alimentação Vegetariana Natural 9 de Abril de 2011, Sábado, Impulso Integral

Oficina de Alimentação Vegetariana Natural

9 de Abril de 2011, Sábado, Impulso Integral


O ser vivo (humano) é um ser constituído por uma dimensão biológica,
psicológica e espiritual. A nutrição não é pois a mera satisfação de uma necessidade biológica elementar mas, muito mais do que isso, é um
processo de transmissão energética e de profundo inter-relacionamento
do ser vivo com o meio onde se insere. Logo daí se depreende que um
alimentação que tem por base o sacrifício e sofrimento de milhares de
animais tem um enorme potencial de gerar profundos distúrbios ao nível
da própria saúde de quem se alimenta principalmente de carne.

O Vegetarianismo é, por isso, uma opção cada vez mais válida,
eticamente correcta e, em geral, ecologicamente mais sustentável.
Conhecê-lo é entrar num fascinante mundo de sabores, paladares e
alimentos.

Participe na Oficina de Alimentação Vegetariana Natural
Data: 09.04.2011 (Sábado)
Horário: 10h-14h
Vagas limitadas: 12 participantes
Inscrição: 14 €
Data limite de inscrição: 06.03.2011

Degustação de alimentos no final da sessão.

Formador
Pedro Jorge Pereira - alimentação vegetariana natural e integral -
formações, oficinas, refeições, aconselhamentos, eventos.

Local: Rua de Covide, nº 82 - Sandim - V. N. Gaia (ver mapa)
[facilita-se o transporte a partir da estação de metro D. João II, em
V. N. Gaia, até 30min antes do início das oficinas]

Deverá realizar a sua inscrição preenchendo este formulário online
(clicar aqui) ou através dos diferentes contactos indicados no fim do
e-mail. A inscrição é validada através de transferência bancária para
o nib 003601519910005328011 (Banco Montepio) e após o envio do
comprovativo da transferência até à data limite de inscrição para
impulsointegral@gmail.com, com o assunto "Oficina de Alimentação
Vegetariana Natural" e nome completo do participante.


--
Impulso Integral
...a inspirar vontades



Morada: Rua de Covide, 82 - 4415-805 Sandim - Vila Nova de Gaia
Sítio na internet: www.impulsointegral.pt.vu
Email: impulsointegral@gmail.com
Telemóvel: +351927327614

Telefone fixo: +351227650435


Sunday, March 20, 2011

Morangos Espanhois




Morangos, a nossa saúde, os outros e ambiente...

O que já se sabe há demasiado tempo, sem que ninguém faça nada


Será q
ue os morangos espanhóis cultivados em estufas são comestíveis?

A resposta é "NÃO"!

... se o único problema destes morangos produzidos em estufas fosse a falta de sabor, ainda nos poderíamos dar por felizes...

Infelizmente, estes morangos apresentam outros problemas bem mais graves, a começar pelo facto de o seu cultivo cobrir cerca de seis mil hectares, dos quais uma grande parte alastra já ilegalmente pelo parque nacional de Doñana, uma extraordinária reserva de aves migradoras e nidificadoras da Europa - embora o poder regional a isso feche os olhos.

Para que estes morangos cheguem aos mercados europeus, devem ser transportados por camião e percorrer milhares de quilómetros. Cerca de 16.000 camiões fazem os percursos por ano.

A uma média de dez toneladas por veículo, esses morangos valem o seu peso em CO2 e gases nocivos ao ambiente e ao homem.

Mas os perigos desta agricultura não são só estes.

Sabe o leitor como é que estes morangos espanhóis são cultivados?

O morangueiro é uma planta vivaz que produz durante vários anos. Contudo, os morangueiros destinados a esta produção em estufa fora da época são destruídos todos os anos.

Para dar morangos fora de época, as plantas produzidas in vitro são colocadas em frigoríficos no pino do Verão, a fim de simular o Inverno, o que activa a produção.

No Outono, a terra arenosa é limpa e esterilizada, e a microfauna destruída por meio de bromometano (brometo de metilo) e de cloropicrina.

O bromometano é um poderoso veneno proibido pelo protocolo de Montreal sobre os gases nocivos à camada de ozono.

A cloropicrina, composta de cloro e de amoníaco, não é menos perigosa, pois bloqueia os alvéolos pulmonares.

Os morangueiros são cultivados em terreno coberto por plástico preto e a irrigação inclui fertilizantes, pesticidas e fungicidas.

Quanto à água de irrigação, provém de furos artesianos - dos quais mais de metade já foram instalados de modo ilegal.

Tudo isto está a transformar esta parte da Andaluzia numa savana seca, provocando assim o êxodo das aves migradoras e a extinção dos últimos linces pardel, pois estes pequenos carnívoros (dos quais somente uma trintena deve subsistir ainda na região) alimentam-se de coelhos, animais também em vias de desaparecer.

Por outro lado, para arranjar lugar para os morangueiros, já foram arrasados pelo menos 2.000 hectares de floresta.

A produção e a exportação destes morangos produzidos em Espanha começa um pouco antes do fim do Inverno e termina nos princípios do mês de Junho.

Os trabalhadores devem nessa altura voltar às suas casas ou exilar-se algures em Espanha. Se contraíram doenças por causa dos produtos nocivos que respiraram, têm o direito de se tratar... à sua própria custa.

A maior parte dos produtores destes morangos espanhóis utiliza mão-de-obra marroquina, trabalhadores sazonais ou clandestinos, mal pagos e alojados em condições precárias. Para se aquecerem à noite durante o Inverno, este trabalhadores queimam os resíduos dos plásticos que cobrem os morangueiros.

De qualquer modo, todos os anos no fim da época desta cultura, as cinco mil toneladas de plásticos utilizados serão levadas pelo vento, enterradas de qualquer maneira e em qualquer sítio, ou queimadas no local...

Não será necessário dizer que nesta região da Andaluzia, onde prospera esta aberrante agricultura, as doenças pulmonares e de pele estão em franca progressão.

Quem se preocupa com isso? Ninguém!

Por que razão os meios de comunicação não falam sobre o assunto? Mistérios do que não é política e economicamente correcto...

Quando a região tiver sido completamente vandalizada e a produção se tiver tornado demasiado onerosa, os produtores transferirão tudo para Marrocos, país onde aliás já começaram a instalar-se

Mais tarde, irão provavelmente para a China... A população europeia ainda em vida encontrar-se-á doente ou no desemprego... mas feliz por comprar
produtos baratos...

Que podemos fazer para combater esta tendência?

Cada um de nós é livre de agir em consciência e com conhecimento de causa: comprar ou boicotar a compra de qualquer artigo que não seja produzido em conformidade com as leis da natureza e/ou dos direitos humanos.

Todos podemos escolher fazer um boicote pessoal. E se a maioria dos cidadãos assim procedesse, os grandes "tubarões" da economia seriam obrigados a mudar os seus métodos, sob pena de também eles porem em perigo a sua própria existência.

A escolha está nas mãos de cada cidadão!

Thursday, March 10, 2011

Palestra/Forum sobre Alimentação Natural, 17 Março + Oficina prática de Alimentação Vegetariana Natural, 20 de Março

Palestra/Forum sobre Alimentação Natural

17 de Março de 2011, 5ªf, Quintal BioShop

19h00-22h00, contribuição: 5,00 hortas (*)

(*) 10% de desconto em mais de uma inscrição


Somos aquilo que comemos. Sendo a alimentação tão preponderante naquilo que somos e fazemos porque é que, tantas vezes, praticamos uma alimentação tão inconsciente e descuidada? Não acaba por ser inevitável o surgimento de tantos problemas de saúde associados ao nosso estilo de vida e à alimentação inconsciente?

Pode-se dizer que a nossa alimentação se artificializou, industrializou e tornou em larga medida negligente. Quantas vezes reflectimos verdadeiramente sobre o nosso estilo alimentar? Até que ponto nos preocupamos verdadeiramente com a qualidade e vitalidade da nossa alimentação?

Esta palestra/forum pretende sensibilizar e formar para uma alimentação consicente e sustentável, quer ao nível socio-ambiental, quer ao nível, e antes de tudo o mais, da saúde e equilíbrio do próprio indivíduo. Será alimentarmos-nos de forma equilibrada um exercício assim tão difícil, aborrecido e dispendioso ou, pelo contrário, um processo divertido, acessível e, antes de tudo o mais … natural?

Será essa e muitas outras questões que iremos abordar e debater.


número de inscrições limitadas!



Oficina prática de Alimentação Vegetariana Natural

20 de Março de 2011, Domingo, Segredos da Horta - Matosinhos

10h00-14h00, contribuição: 30,00 hortas ou 25,00 hortas para participantes da Palestra/Forum sobre Alimentação Natural


Ainda que vivendo numa sociedade onde o consumo de carne é comum e predominante, o vegetarianismo por motivos de ordem ética, ecológica, religiosa e espiritual encontra-se cada vez mais difundido, estando também implícito em novos paradigmas de aproximação da espécie humana à Natureza.

O ser vivo (o ser humano) é um ser constituído por uma dimensão biológica, psicológica e espiritual. A nutrição não é pois a mera satisfação de uma necessidade biológica elementar mas, muito mais do que isso, é um processo de transmissão energética e de profundo inter-relacionamento do ser vivo com o meio onde se insere. Logo daí se depreende que um alimentação que tem por base o sacrifício e sofrimento de milhares de animais tem um enorme potencial de gerar profundos distúrbios ao nível da própria saúde de quem se alimenta principalmente de carne. O Vegetarianismo é, por isso, uma opção cada vez mais válida, eticamente correcta e, em geral, ecologicamente mais sustentável. Conhecê-lo é entrar num fascinante mundo de sabores, paladares e alimentos.

Por outro lado, mesmo sendo uma alimentação à partida bastante mais saudável (isenta por exemplo de hormonas e outras substâncias que se acumulam nos próprios animais sacrificados para consumo) por vezes o próprio vegetarianismo é também praticado de forma bastante insconciente e pouco equilibrada, não seguindo os princípios de uma alimentação verdadeiramente natural.

A Oficina prática de Alimentação Vegetariana Natural é pois uma óptima oportunidade para investir em algo tão importante como a alimentação. Aprender a cozinhar e comer de forma consciente, equilibrada e ecológica. Aprender também alguns dos fundamentos e alimentos mais importantes na alimentação vegetariana natural – nomeadamente em termos de equilíbrio nutricional - de forma simples, prática, acessível e com todo o gosto!

Algumas das “criações” de anteriores cursos :


http://segredosdahorta.blogspot.com/2010/03/algumas-criacoes-do-curso-de-fevereiro.html

http://segredosdahorta.blogspot.com/2010/03/mais-algumas-criacoes-do-curso-de.html

http://segredosdahorta.blogspot.com/2010/10/fotos-da-universidade-de-verao-010-no.html


número de inscrições limitadas, prioridade por ordem de inscrição!


projecto Segredos da Horta

Segredos da Horta é um projecto que tem por finalidade a divulgação da "cozinha vegetariana" nas suas diversas vertentes: nutricional, psico-biológica e filosófica. Consiste, principalmente, na realização de "oficinas" práticas de formação no decorrer das quais são transmitidos conhecimentos práticos e simples de confecção e preparação de refeições vegetarianas segundo princípios básicos de uma alimentação natural e saudável.


O Formador - apresentação

Pedro Jorge Pereira, vegetariano há cerca de 10 anos, boa parte deles de forma integral (Vegan) é cozinheiro vegetariano desde 2002. Foi cozinheiro no Restaurante Nakité, no Porto, e Daterra, em Matosinhos, tendo integrado também a Associação Cultural Casa da Horta. É formador sobretudo no projecto Segredos da Horta. Tem simultaneamente vindo a colaborar e desenvolver vários outros projectos e iniciativas na área da alimentação vegetariana natural e da educação ecológica e social.


Alguns dos principais conceitos abordados no conjunto das duas formações (palestra/forum + oficina prática) :


  • Principais motivos para adoptar uma alimentação vegetariana

  • Diferentes tipos de vegetarianismo

  • Noções básicas de nutrição vegetariana

  • A alimentação natural

  • Ingredientes / condimentos básicos numa alimentação vegetariana natural

  • Alguns dos princípios mais importantes a seguir numa alimentação vegetariana

  • Diferentes técnicas culinárias


Palestra/Forum sobre Alimentação Natural

5ªf, 17 de Março, 19h00 – 22h00, QuintalBioshop – Porto


  • Formação Teórica + troca de ideias e esclarecimento de eventuais questões (*)

(*)Sugere-se que cada participante possa levar um “alimento” para partilha em jeito de pic-nic entre todos participantes


Inscrições:


Data Limite de inscrição:

4ªfeira, 16 de Março


QuintalBioshop

Inscrições e informações: tlf 222 010 008 ou por email: mail@quintalbioshop.com

Pagamento do montante (5 euros) até dia 16 de Março no Quintal ou por transferência bancária para o nib: 0007 0000 00190179850 23 (enviar comprovativo da transferência por email)


Atenção: Antes de fazer a transferência confirme se ainda há vagas.




Oficina prática de Alimentação Vegetariana Natural

Domingo, 20 de Março de 2011, 10h00-14h00 Segredos da Horta - Matosinhos

  • Formação Prática (*)

Menu:

Entrada: Paté de Tofu com Ervas Aromáticas e Pãezinhos de Alho
Prato principal: Gratinado de Ervilha Partida com Avelã
Acompanhamento: Boulgur com cenoura e legumes no vapor com molho especial
Sobremesa: Pudim de Sêmola de Milho, Pêra e Cevada


(*) O valor do curso incluí:

- Formação durante a oficina e acompanhamento posterior,

- Refeições,

- Materiais pedagógicos diversos

- Kit Informativo


Inscrições:

Data Limite de inscrição:

5ªfeira, 17 de Março


Modo de inscrição:

Através de transferência do montante de 15,00 (metade do valor de participação total)

0035 0091 0000 7119 9001 3 (Caixa Geral Dep.) (*)

com o envio do respectivo comprovativo para:

segredosdahorta@gmail.com


Mais informações e inscrições:

Segredos da Horta - Pedro Jorge Pereira

93 4476236

segredosdahorta@gmail.com

http://segredosdahorta.blogspot.com/



Thursday, March 03, 2011

2011 02Fev - Curso de Introdução à Alimentação VGT Natural, link album completo
















ligação com o album completo:

http://www.facebook.com/album.php?aid=65839&id=100000205254428&saved#!/album.php?aid=65839&id=100000205254428

Curso de Introdução à Alimentação VGT Natural, Fevereiro de 2011, algumas fotos































Pudim de Pêra e Limão
















o clássico Tofu assado com molho de gengibre, acompanhado de arroz integral















Gratinado de Ervilha Partida com Broa e Sementes
















Gratinado de Ervilha Partida com Broa e Sementes

A Farm for the Future

Una Granja para el Futuro from Horatiux on Vimeo.



Um filme/documentário absolutamente inspirador e que nos conduz a uma reflexão tão urgente como fundamental que é o pensarmos numa sociedade e particularmente numa agricultura pós-carbono! Apontando para um dos "paradigmas" e abordagens mais revolucionárias da história recente da humanidade e que é a Permacultura. A não perder e a divulgar!

Monday, February 28, 2011

Portugal importa e come cada vez mais carne

Indicadores bem preocupantes, que no essencial nos dizem que aquilo que é um sério problema ecológico, ético e neste caso também económico só se está a agudizar em Portugal ao invés de se inverter. O consumo exacerbado de carne continua a aumentar e, por essas e por outras, se torna tão necessário para o planeta e para a evolução da humanidade a difusão do vegetarianismo em Portugal e não só.


Sociedade rss

Portugal importa e come cada vez mais carne

Ontem

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1794678


Portugal só consegue produzir 74% da carne que consome, refere um estudo que o observatório das importações alimentares divulgado este sábado e que dá conta de uma dependência das importações no sector, quando aumentam os preços dos bens alimentares.


O Observatório dos Mercados Agrícolas e das Importações Agro-Alimentares (OMAIAA) alerta que o aumento da produção de carne "não tem sido suficiente para acompanhar o crescimento do consumo nacional de carne, pelo que a dependência da oferta externa é uma caraterística que se acentua nesta fileira".


De acordo com o estudo do OMAIAA, o grau de auto aprovisionamento total médio no setor da carne fica perto dos 74%, com maior produção no sector das carnes de aves, em que Portugal quase se basta a si próprio e uma baixa capacidade de auto-aprovisionamento nas carnes de bovino, suíno e ovino e caprino.


"Na última década, tem havido um pequeno crescimento generalizado em quase todos os sectores da produção animal. No entanto, do ano 2008 para 2009, houve um decréscimo nos setores da carne de bovino, suíno e ovino e caprino, sendo o das aves e ovos o único cuja produção subiu dois por cento nestes dois anos", refere a análise do observatório.


Portugal consegue assegurar 92% da produção de carne de aves, mas a produção das restantes "apresenta valores reduzidos", em especial na carne de bovino, em que a produção se fica pelos 52%, acrescenta o estudo.


"Face ao grau de auto-aprovisionamento registado, o saldo da balança comercial é, no geral, acentuadamente negativo. A pressão da oferta externa faz-se sentir em todo o setor da carne com muita intensidade, com os principais fornecedores a pertencerem à União Europeia, os quais asseguram 95% do volume importado", refere.

Tuesday, February 15, 2011

Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, 26 e 27 de FEVEREIRO de 2011

Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, 26 e 27 de FEVEREIRO de 2011

Casa da Horta – Porto e Segredos da Horta – Matosinhos


26 de Fevereiro, Sábado e 27 de Fevereiro, Domingo

Sábado 10h15 - 14h00

Domingo 10h00 – 18h30

Contribuição: 60,00 € (*)

(*) 10% de desconto no caso de inscrever outro participante (amig@, companheir@, familiar, colega, etc.)


Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, porquê?

Somos aquilo que comemos. Sendo a alimentação tão preponderante naquilo que somos e fazemos porque é que, tantas vezes, praticamos uma alimentação tão inconsciente e descuidada? Não acaba por ser inevitável o surgimento de tantos problemas de saúde associados ao nosso estilo de vida e à alimentação inconsciente?

Ao longo da história, e ao contrário do mito que vai prevalecendo de que o Homem é essencialmente omnívoro, diversas civilizações e algumas figuras particularmente proeminentes da história da humanidade praticavam e praticam, por diversas razões, uma alimentação essencialmente vegetariana (Leonardo da Vinci, Platão, Sócrates, Henry David Thoreau, Gandhi, entre outros).

Ainda que vivendo numa sociedade onde o consumo de carne é comum e predominante, o vegetarianismo por motivos de ordem ética, ecológica, religiosa e espiritual encontra-se cada vez mais difundido, estando também implícito em novos paradigmas de aproximação da espécie humana à Natureza.

O ser vivo (o ser humano) é um ser constituído por uma dimensão biológica, psicológica e espiritual. A nutrição não é pois a mera satisfação de uma necessidade biológica elementar mas, muito mais do que isso, é um processo de transmissão energética e de profundo inter-relacionamento do ser vivo com o meio onde se insere. Logo daí se depreende que um alimentação que tem por base o sacrifício e sofrimento de milhares de animais tem um enorme potencial de gerar profundos distúrbios ao nível da própria saúde de quem se alimenta principalmente de carne. O Vegetarianismo é uma opção cada vez mais válida, eticamente correcta e, em geral, ecologicamente mais sustentável. Conhecê-lo é entrar num fascinante mundo de sabores, paladares e alimentos.

Por outro lado, mesmo sendo uma alimentação à partida bastante mais saudável (isenta por exemplo de hormonas e outras substâncias que se acumulam nos próprios animais sacrificados para consumo) por vezes o próprio vegetarianismo é também praticado de forma bastante insconciente e pouco equilibrada, não seguindo os princípios de uma alimentação verdadeiramente natural.

O Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural é pois uma óptima oportunidade para investir em algo tão importante como a alimentação. Aprender a cozinhar e comer de forma consciente, equilibrada e ecológica. Aprender também alguns dos fundamentos e alimentos mais importantes na alimentação vegetariana natural – nomeadamente em termos de equilíbrio nutricional - de forma simples, prática, acessível e com todo o gosto!


Algumas das “criações” de cursos anteriores:


http://segredosdahorta.blogspot.com/2010/03/algumas-criacoes-do-curso-de-fevereiro.html


http://segredosdahorta.blogspot.com/2010/03/mais-algumas-criacoes-do-curso-de.html


http://segredosdahorta.blogspot.com/2010/10/fotos-da-universidade-de-verao-010-no.html


Segredos da Horta

"Conhecimento que não se transmite é conhecimento condenado à sua própria extinção."

Segredos da Horta é um projecto que tem por finalidade a divulgação da "cozinha vegetariana" nas suas diversas vertentes: nutricional, psico-biológica e filosófica. Consiste, principalmente, na realização de "oficinas" práticas de formação no decorrer das quais são transmitidos conhecimentos práticos e simples de confecção e preparação de refeições vegetarianas segundo princípios básicos de uma alimentação natural e saudável.

Segredos da Horta é pois uma nova forma de olhar para a arte da nutrição.

É uma nova forma de desmistificar ideias pré-concebidas e dar a conhecer esse mundo tão fascinante que é o da alimentação e nutrição vegetariana. Porque a alimentação vegetariana não é só "comer vegetais" mas sim, e muito mais, uma forma diferente e talvez melhor de estar na vida. Uma forma simples, consciente e deliciosa!


O Formador - apresentação

Pedro Jorge Pereira, vegetariano há cerca de 10 anos, boa parte deles de forma integral (Vegan) é cozinheiro vegetariano desde 2002. Foi cozinheiro no Restaurante Nakité, no Porto, e Daterra, em Matosinhos, integrando neste momento a Associação Cultural Casa da Horta. É formador sobretudo no projecto Segredos da Horta. Tem simultaneamente vindo a colaborar e desenvolver vários outros projectos e iniciativas na área da alimentação vegetariana natural e da educação ecológica e social.


"A alimentação vegetariana, muito mais do que uma mera opção enquanto regime alimentar, representa uma forma de estar na vida e de encarar a saúde e o equilíbrio ecológico do planeta como um todo. Pratico um regime alimentar vegetariano desde há alguns anos e tenho vindo a descobrir no mundo da alimentação vegetariana todo um universo fascinante e repleto de conhecimento e sabores. Conhecimento esse que, ao contrário do que dizem diversos mitos pré estabelecidos em relação ao mesmo, é muito simples de desenvolver e colocar em prática no dia-a-dia."

Pedro Jorge Pereira


Oficinas de Alimentação Vegetariana Natural

As oficinas a realizar serão compostas por uma introdução teórica, na qual serão abordados alguns dos conceitos principais relacionados com uma nutrição consciente e natural, sendo depois seguidas da componente prática nas quais são preparados e confeccionados diversos pratos vegetarianos.
No final de cada oficina decorre uma refeição onde são saboreados os pratos confeccionados.


Alguns dos principais conceitos abordados:

- Principais motivos para adoptar uma alimentação vegetariana,

- Diferentes tipos de vegetarianismo,

- Noções básicas de nutrição vegetariana,

- A Alimentação natural,

- Ingredientes / Condimentos básicos numa Alimentação Vegetariana Natural,

- Alguns dos princípios mais importantes a seguir numa alimentação vegetariana,

- Diferentes técnicas culinárias,


Sessão 1 – Introdução

Sábado, 26 de Fevereiro, 10h15 – 14h00, Casa da Horta – Porto

  • Formação Teórica

Possibilidade de almoço na Casa da Horta (preço médio com prato e sopa, 5.00€)

Sessão 2 – Sessão Teórica e Prática

Domingo, 27 de Fevereiro, 10h00 – 14h30, Segredos da da Horta – Matosinhos

  • Formação Teórica

  • Formação Prática

Menu:

Entrada: Pãezinhos de Sementes
Prato principal: Tofu Assado no Forno com Molho de Gengibre
Acompanhamento: Arroz Integral e Legumes no vapor com molho especial
Sobremesa: Pudim de Sêmola de Milho, Pêra e Cevada


Sessão 3 – Sessão Teórica e Prática

Domingo, 27 de Fevereiro, 15h00 – 18h30, Segredos da da Horta – Matosinhos

  • Formação Teórica

  • Formação Prática

Menu
Entrada: Hummus ou Paté de Grão
Prato principal: Gratinado de Ervilha Partida com Avelã
Acompanhamento: Boulgur com ervas
Sobremesa: Mousse de Alfarroba


O valor do curso incluí:

- Formação durante a oficina e acompanhamento posterior,

- Refeições,

- Oferta de livro,

- Materiais pedagógicos diversos,


Inscrições:

Data Limite de inscrição:

5ªfeira, 24 de Fevereiro


Modo de inscrição:

Através de transferência do montante de 30,00 (metade do valor de participação total) para o nib:

0035 0091 0000 7119 9001 3 (Caixa Geral Dep.) (*)

com o envio do respectivo comprovativo para:

segredosdahorta@gmail.com


(*) no caso de não realização do curso todos os valores de “sinalização” serão integralmente devolvidos, sendo para esse efeito útil a indicação do nib remetente


Mais informações e inscrições:

Segredos da Horta - Pedro Jorge Pereira

93 4476236

segredosdahorta@gmail.com

http://segredosdahorta.blogspot.com/


Número de inscrições limitado (por razões de ordem logística). Prioridade de acesso ao curso por ordem de inscrição.
Contribuição: (inclui curso completo, refeições e manual): 60 hortinhas