Wednesday, June 16, 2010

Alimentação Vegetariana Natural na Feira de Primavera - Sábado 19 de Junho


Somos aquilo que comemos. Segundo esta máxima a alimentação é preponderante no que somos e fazemos, o que leva a questionar as razões de, frequentemente, ainda praticarmos uma alimentação descuidada. Será que este comportamento não acabará por tornar inevitável o surgimento de inúmeros problemas de saúde associados ao estilo de vida e à alimentação inconsciente?

Numa sociedade onde o consumo de carne é predominante, o vegetarianismo, por motivos de ordem ética, ecológica, religiosa e espiritual, encontra-se cada vez mais difundido, estando igualmente implícito em novos paradigmas de aproximação da humanidade à Natureza.

Por outro lado, ainda que seja à partida uma alimentação bastante mais saudável ( por exemplo, isenta de hormonas e outras substâncias acumuladas nos animais abatidos para consumo) por vezes o vegetarianismo é igualmente praticado de forma bastante inconsciente e pouco equilibrada, não seguindo princípios de uma alimentação verdadeiramente natural.

Orientação:
Pedro Jorge Pereira
activista da Casa da Horta e formador do projecto de alimentação vegetariana natural
http://segredosdahorta.blogspot.com/

Horário: 14h 00m
Sábado - 19 de Junho de 2010
Participação: Geral - Gratuito
Número limite participantes: 20

Inscrições: por e-mail para geral@feiradaprimavera.com (garantindo a sua participação) ou no local, por ordem de chegada, de acordo com instruções da organização.

http://www.feiradaprimavera.com/

Tuesday, June 01, 2010

7 de Junho - Filme “Carne, uma verdade mais que inconveniente” + Debate sobre alimentação vegetariana. com Casa da Horta



Neste início de século, a forma como nos relacionamos com o mundo está a ser transformada em todos os aspectos.


Vivemos concentrados em grandes centros urbanos com uma vida cultural abundante. Os centros comerciais oferecem-nos um sem número de opções onde gastar o nosso dinheiro, e parece ser isso que define o nosso conceito de qualidade de vida. As viagens de avião de baixo custo fazem parecer que estamos mesmo a viver numa aldeia global… Ao mesmo tempo, com a internet e os “gadgets” electrónicos, queremos estar sempre perto de tudo. Enquanto isso esquecemos a importância de algumas necessidades básicas, como a alimentação. Não sabemos, ou não queremos saber o que se esconde por detrás das prateleiras dos supermercados. Mas devíamos!

A agricultura moderna divorciou-se completamente da natureza e já é um dos maiores consumidores de energia e água, bem como causadora de poluição. A agricultura intensiva destrói a biodiversidade e contamina a terra com pesticidas e fertilizantes artificiais. A isso vem somar-se a contaminação biológica e outras ameaças da introdução de organismos geneticamente modificados.

As regras do mercado livre globalizado aplicadas ao sector estão a destruir o modo de subsistência de milhões de pessoas e comunidades ao redor do mundo. E o resultado final disso também é péssimo para nós consumidores. Os alimentos estão repletos de resíduos químicos que se acumulam no nosso corpo com potenciais efeitos graves para a saúde.

Que decisões individuais ou colectivas podemos tomar para mudar este rumo? Este ciclo de cinema pretende lançar algumas ideias.

7 de Junho

* Filme “Carne, uma verdade mais que inconveniente” (duração 74 minutos)
* Prova de produtos da Casa da Horta.
* Debate sobre alimentação vegetariana.


14 de Junho

* Filme “TranXgenia – A História da Lagarta e do Milho” (duração 37 minutos)
* Prova de produtos do Projecto Raízes.
* Apresentação da Plataforma Transgénicos Fora e debate sobre organismos geneticamente modificados.

As sessões terão lugar sempre às 21h30 no auditório do Clube Literário do Porto – Rua Nova da Alfândega, 22.

Entrada livre. Mais informações em www.campoaberto.pt/cicloalimentacao

Organização:
Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente,
Campo Aberto,
Plataforma Transgénicos Fora

Apoios: Clube Literário do Porto,
Quinta de Segade,
Casa da Horta,
Naturocoop,


http://www.campoaberto.pt/cicloalimentacao/

Wednesday, May 19, 2010

Oficina de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, 29 de Maio de 2010



Oficina de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, 29 de Maio de 2010
Segredos da Horta
Introdução à Alimentação Vegetariana Natural

Local:Quinta Seca - Matosinhos
Edição de Maio – Sábado, 29 de Maio, das 10h00 até às 15h30 (aproximadamente)
Contribuição: 25,00 €



Oficina de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, porquê?
Somos aquilo que comemos. Sendo a alimentação tão preponderante naquilo que somos e fazemos porque é que, tantas vezes, praticamos uma alimentação tão insconciente e descuidada? Não acaba por ser inevitável o surgimento de tantos problemas de saúde associados ao nosso estilo de vida e à alimentação insconciente?
Ao longo da história, e ao contrário do mito que vai prevalecendo de que o Homem é essencialmente omnívoro, diversas civilizações e algumas figuras particularmente proeminentes da história da humanidade praticavam e praticam, por diversas razões, uma alimentação essencialmente vegetariana (Leonardo da Vinci, Platão, Sócrates, Henry David Thoreau, entre outros).
Ainda que vivendo numa sociedade onde o consumo de carne é comum e predominante, o vegetarianismo por motivos de ordem ética, ecológica, religiosa e espiritual encontra-se cada vez mais difundido, estando também implícito em novos paradigmas de aproximação da humanidade à Natureza.
O ser vivo (o ser humano) é um ser constituído por uma dimensão biológica, psicológica e espiritual. A nutrição não é pois a mera satisfação de uma necessidade biológica elementar mas, muito mais do que isso, é um processo de transmissão energética e de profundo inter-relacionamento do ser vivo com o meio onde se insere. Logo, daí se depreende que um alimentação que tem por base o sacrifício e sofrimento de milhares de animais tem um enorme potencial de gerar profundas desarmonias desde logo ao nível da própria saúde de quem se alimenta principalmente de carne. O Vegetarianismo é uma opção cada vez mais válida, eticamente correcta e, em geral, ecologicamente mais sustentável. Conhecê-lo é entrar num fascinante mundo de sabores, paladares e alimentos.
Por outro lado, mesmo sendo uma alimentação à partida bastante mais saudável (isenta por exemplo de hormonas e outras substâncias que se acumulam nos próprios animais abatidos para consumo) por vezes o próprio vegetarianismo é também praticado de forma bastante insconciente e pouco equilibrada, não seguindo os princípios de uma alimentação verdadeiramente natural.
A Oficina de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural é uma óptima oportunidade para investir em algo tão importante como a alimentação. Aprender a cozinhar e comer de forma consciente, equilibrada e ecológica. Aprender também alguns dos fundamentos e alimentos mais importantes na alimentação vegetariana natural – nomeadamente em termos de equilíbrio nutricional - de forma simples, prática, acessível e com todo o gosto! Claro.

Algumas das “criações” do curso anterior:
http://segredosdahorta.blogspot.com/2010/03/algumas-criacoes-do-curso-de-fevereiro.html
http://segredosdahorta.blogspot.com/2010/03/mais-algumas-criacoes-do-curso-de.html


Segredos da Horta

"Conhecimento que não se transmite é conhecimento condenado à sua própria extinção."

Segredos da Horta é um projecto que tem por finalidade a divulgação da "cozinha vegetariana" nas suas diversas vertentes: nutricional, psico-biológica e filosófica. Consiste, essencialmente, na realização de "oficinas" práticas de formação no decorrer das quais são transmitidos conhecimentos práticos de confecção e preparação de refeições vegetarianas segundo princípios básicos de uma alimentação natural e saudável.
Segredos da Horta é pois uma nova forma de olhar para a arte da nutrição.
É uma nova forma de desmistificar ideias pré-concebidas e dar a conhecer esse mundo tão fascinante que é o da alimentação e nutrição vegetariana. Porque a alimentação vegetariana não é só "comer vegetais" mas sim, e muito mais, uma forma diferente e talvez melhor de estar na vida. Uma forma simples, consciente e deliciosa!

O Hortelão
Pedro Jorge Pereira, vegetariano há cerca de 9 anos, na maior parte deles de forma integral (Vegan) é cozinheiro vegetariano desde 2002. Foi cozinheiro no Restaurante Nakité, no Porto, e Daterra, em Matosinhos, integrando neste momento a Associação Cultural Casa da Horta. É formador sobretudo no projecto Segredos da Horta. Tem simultaneamente vindo a colaborar e desenvolver vários outros projectos e iniciativas na área da alimentação vegetariana natural e de educação ecológica e social.

"A alimentação vegetariana, muito mais do que uma mera opção enquanto regime alimentar, representa uma forma de estar na vida e de encarar a saúde como um todo. Pratico um regime alimentar vegetariano desde há alguns anos e tenho vindo a descobrir no mundo da alimentação vegetariana todo um universo fascinante e repleto de conhecimento e sabores. Conhecimento esse que, ao contrário do que dizem diversos mitos pré estabelecidos em relação ao mesmo, é muito simples de desenvolver e colocar em prática no dia-a-dia."
Pedro Jorge Pereira

Oficinas

As oficinas a realizar serão compostas por uma introdução teórica, na qual serão abordados alguns dos conceitos principais relacionados com uma nutrição consicente e natural, sendo depois seguidas da componente prática nas quais são preparados e confeccionados diversos pratos vegetarianos.
Durante a parte prática são preparados Menus vegetarianos compostos de entradas, sopa, prato principal e sobremesa.
No final de cada oficina decorre uma refeição onde são saboreados os pratos confeccionados.

Principais conceitos abordados
Principais motivos para adoptar uma alimentação vegetariana
Diferentes tipos de vegetarianismo
Noções básicas de nutrição vegetariana
Ingredientes / Condimentos básicos numa alimentação vegetariana Natural
Alguns dos princípios mais importantes a seguir numa alimentação vegetariana
Diferentes técnicas culinárias

Sábado, 29 de Maio
Formação teórica
Formação prática
Paté de Hummus
Sopa de Azuki com Algas
Tofu no Forno com Molho de Gengibre
Arroz Integral com Legumes no Vapor
Pudim de Sêmola e Morango

Inscrições:

Data Limite de inscrição:
5ªf, 27 de Maio

Modo de inscrição:
Através de transferência do montante de 12,50 (metade do valor de participação total) para o nib:
0035 0091 0000 7119 9001 3 (Caixa Geral Dep.)
com o envio do respectivo comprovativo para:
segredosdahorta@gmail.com

Mais informações:
Segredos da Horta - Pedro Jorge Pereira
93 4476236
segredosdahorta@gmail.com
Número de inscrições limitado (por razões de ordem logística). Prioridade de acesso ao curso por ordem de inscrição.
Contribuição: (inclui curso completo e refeições): 25 hortinhas

Tuesday, May 04, 2010

James Oliver - TED - uma revolução nos nossos pratos




vídeo absolutamente fantástico com uma mensagem absolutamente fundamental por James Oliver ... é tempo de começar uma revolução nos nossos pratos

http://www.ted.com/talks/lang/por_br/jamie_oliver.html

Friday, April 09, 2010

Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, 24 e 25 de Abril de 2010



Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, 24 e 25 de Abril de 2010

Segredos da Horta
Introdução à Alimentação Vegetariana Natural

Local:Quinta Seca - Matosinhos
Edição de Abril – 24 e 25, das 10h00 até às 18h00 (aproximadamente)
Contribuição: 60,00 €

Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, porquê?
Somos aquilo que comemos. Sendo a alimentação tão preponderante naquilo que somos e fazemos porque é que, tantas vezes, praticamos uma alimentação tão inconsciente e descuidada? Não acaba por ser inevitável o surgimento de tantos problemas de saúde associados ao nosso estilo de vida e à alimentação inconsciente?
Ao longo da história, e ao contrário do mito que vai prevalecendo de que o Homem é essencialmente omnívoro, diversas civilizações e algumas figuras particularmente proeminentes da história da humanidade praticavam e praticam, por diversas razões, uma alimentação essencialmente vegetariana (Leonardo da Vinci, Platão, Sócrates, Henry David Thoreau, entre outros).
Ainda que vivendo numa sociedade onde o consumo de carne é comum e predominante, o vegetarianismo por motivos de ordem ética, ecológica, religiosa e espiritual encontra-se cada vez mais difundido, estando também implícito em novos paradigmas de aproximação da humanidade à Natureza.
O ser vivo (o ser humano) é um ser constituído por uma dimensão biológica, psicológica e espiritual. A nutrição não é pois a mera satisfação de uma necessidade biológica elementar mas, muito mais do que isso, é um processo de transmissão energética e de profundo inter-relacionamento do ser vivo com o meio onde se insere. Logo, daí se depreende que um alimentação que tem por base o sacrifício e sofrimento de milhares de animais tem um enorme potencial de gerar profundas desarmonias desde logo ao nível da própria saúde de quem se alimenta principalmente de carne. O Vegetarianismo é uma opção cada vez mais válida, eticamente correcta e, em geral, ecologicamente mais sustentável. Conhecê-lo é entrar num fascinante mundo de sabores, paladares e alimentos.
Por outro lado, mesmo sendo uma alimentação à partida bastante mais saudável (isenta por exemplo de hormonas e outras substâncias que se acumulam nos próprios animais abatidos para consumo) por vezes o próprio vegetarianismo é também praticado de forma bastante inconsciente e pouco equilibrada, não seguindo os princípios de uma alimentação verdadeiramente natural.
O Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural é uma óptima oportunidade para investir em algo tão importante como a alimentação. Aprender a cozinhar e comer de forma consciente, equilibrada e ecológica. Aprender também alguns dos fundamentos e alimentos mais importantes na alimentação vegetariana natural – nomeadamente em termos de equilíbrio nutricional - de forma simples, prática, acessível e com todo o gosto! Claro.

Algumas das “criações” do curso anterior:
http://segredosdahorta.blogspot.com/2010/03/algumas-criacoes-do-curso-de-fevereiro.html
http://segredosdahorta.blogspot.com/2010/03/mais-algumas-criacoes-do-curso-de.html

Segredos da Horta
"Conhecimento que não se transmite é conhecimento condenado à sua própria extinção."

Segredos da Horta é um projecto que tem por finalidade a divulgação da "cozinha vegetariana" nas suas diversas vertentes: nutricional, psico-biológica e filosófica. Consiste, essencialmente, na realização de "oficinas" práticas de formação no decorrer das quais são transmitidos conhecimentos práticos de confecção e preparação de refeições vegetarianas segundo princípios básicos de uma alimentação natural e saudável.
Segredos da Horta é pois uma nova forma de olhar para a arte da nutrição.
É uma nova forma de desmistificar ideias pré-concebidas e dar a conhecer esse mundo tão fascinante que é o da alimentação e nutrição vegetariana. Porque a alimentação vegetariana não é só "comer vegetais" mas sim, e muito mais, uma forma diferente e talvez melhor de estar na vida. Uma forma simples, consciente e deliciosa!

O Hortelão
Pedro Jorge Pereira, vegetariano há cerca de 9 anos, na maior parte deles de forma integral (Vegan) é cozinheiro vegetariano desde 2002. Foi cozinheiro no Restaurante Nakité, no Porto, e Daterra, em Matosinhos, integrando neste momento a Associação Cultural Casa da Horta. É formador sobretudo no projecto Segredos da Horta. Tem simultaneamente vindo a colaborar e desenvolver vários outros projectos e iniciativas na área da alimentação vegetariana natural e de educação ecológica e social.

"A alimentação vegetariana, muito mais do que uma mera opção enquanto regime alimentar, representa uma forma de estar na vida e de encarar a saúde como um todo. Pratico um regime alimentar vegetariano desde há alguns anos e tenho vindo a descobrir no mundo da alimentação vegetariana todo um universo fascinante e repleto de conhecimento e sabores. Conhecimento esse que, ao contrário do que dizem diversos mitos pré estabelecidos em relação ao mesmo, é muito simples de desenvolver e colocar em prática no dia-a-dia."
Pedro Jorge Pereira

Oficinas
As oficinas a realizar serão compostas por uma introdução teórica, na qual serão abordados alguns dos conceitos principais relacionados com uma nutrição consicente e natural, sendo depois seguidas da componente prática nas quais são preparados e confeccionados diversos pratos vegetarianos.
Durante a parte prática são preparados Menus vegetarianos compostos de entradas, sopa, prato principal e sobremesa.
No final de cada oficina decorre uma refeição onde são saboreados os pratos confeccionados.

Principais conceitos abordados
Principais motivos para adoptar uma alimentação vegetariana
Diferentes tipos de vegetarianismo
Noções básicas de nutrição vegetariana
Ingredientes / Condimentos básicos numa alimentação vegetariana Natural
Alguns dos princípios mais importantes a seguir numa alimentação vegetariana
Diferentes técnicas culinárias

Sábado, 24 de Abril – manhã
Formação teórica
Formação prática
Paté de Tofu e Ervas
Salada de Quinoa com rebentos germinados
Pudim de Sêmola e Morango

Sábado, 24 de Abril – tarde
Formação teórica
Formação prática
Entrada: Pãezinhos de Ervas
Prato principal: Souflé de Grão com Alho Francês
Acompanhamento: Cous-Cous Exótico com Legumes Estufados
Sobremesa: Mousse de Alfarroba

Domingo, 25 de Abril – manhã
Formação teórica
Formação prática
Extra: Papas de cereais para pequeno almoço
Sopa: Caldo de Azuki com Algas
Prato principal: Tofu Assado no Forno com Molho de Gengibre
Acompanhamento: Arroz Integral e Legumes no Vapor com Sementes
Sobremesa: Bolo de Especiarias

Domingo, 25 de Abril - tarde
Formação teórica – entrega dos diplomas e avaliação da formação

O valor do curso incluí:
- Formação durante a oficina (2 dias completos);
- Refeições;
- Oferta de livro;
- Caderno com os materiais pedagógicos e receitas;

Inscrições:

Data Limite de inscrição:
5ªf, 22 de Abril

Modo de inscrição:
Através de transferência do montante de 30,00 (metade do valor de participação total) para o nib:
0035 0091 0000 7119 9001 3 (Caixa Geral Dep.)
com o envio do respectivo comprovativo para:
segredosdahorta@gmail.com

ou então com entrega do montante de 30,00 em dinheiro na Casa da Horta, Associação Cultural
Rua de São Francisco, 12A _ 4050-548 Porto
Perto da Igreja de São Francisco e Mercado Ferreira Borges.
Email: casadahorta@pegada.net
Tel: 222024123 / 965545519
Web: http://casadahorta.pegada.net/

Mais informações:

Segredos da Horta - Pedro Jorge Pereira
93 4476236
segredosdahorta@gmail.com
http://segredosdahorta.blogspot.com/2010/04/curso-de-introducao-alimentacao.html

Número de inscrições limitado (por razões de ordem logística). Prioridade de acesso ao curso por ordem de inscrição.
Contribuição: (inclui curso completo, refeições e manual): 60 hortinhas

Casa Índigo: O vegetarianismo


É considerado pelos seus seguidores uma opção válida e consciente, mas o elevado grau de ignorância da maioria das pessoas relativamente a esta matéria é a origem de um sem número de equívocos e informações incorrectas. Convém dar a conhecer os alicerces de suporte desta opção de vida, cada vez mais actual e necessária.

O termo vegetarianismo, vem do latim vegetare que significa dar vida ou animar e consiste num regime alimentar no qual não se consome nenhum tipo de carne, quer seja vermelha ou branca, peixe ou marisco. Divide-se em três grupos distintos:

* O lacto-ovo-vegetarianismo – regime alimentar que exclui a carne e o peixe, mas que permite a ingestão de ovos, de leite e dos seus derivados. É o mais comum, por isso é muitas vezes abreviado para vegetarianismo.


* O lacto-vegetarianismo – igual ao interior, mas que exclui o consumo de ovos.


* O vegetarianismo puro, ou veganismo — exclui carne, peixe, ou produtos que impliquem a exploração animal como os ovos, o leite, os seus derivados e o mel. Os vegans não utilizam vestuário de lã ou couro, cosméticos testados em animais e suplementos alimentares com derivados animais.


A alimentação comum envolve muitos outros alimentos que não as carnes, portanto desenganem quem julga que um vegetariano é apenas um comedor de saladas. A maioria dos vegetarianos são gourmets exigentes, que têm prazer em saborear uma refeição, tal como qualquer outra pessoa e que consomem todo tipo de pratos, incluindo sobremesas e doces, desde que não contenham proteínas animais.

Existem vários argumentos a favor do vegetarianismo, como: o respeito pelos animais, a preservação do meio ambiente, a preocupação com a saúde humana, a fisiologia digestiva do homem e a eficiência económica.

Ética
Os animais são seres vivos distintos dos outros por terem um sistema nervoso, mais ou menos desenvolvido, que lhes permite experimentar o sofrimento. São sensíveis e capazes de sentir dor, física ou psicológica. Sendo nós seres sensíveis e interessados em permanecer vivos, em liberdade e sem sofrer, temos de concluir que o mesmo se passa com os animais. Sejam insectos, moluscos, peixes, anfíbios, répteis, aves ou mamíferos. Assim, a obrigação ética mais elementar passa por respeitar o seu direito a vida, a existência em liberdade e bem-estar físico, com consequente perpetuação da sua vida. Esta perspectiva moral é a pedra angular do movimento vegetariano e segundo os seus seguidores deveria ser mais do que suficiente para a adopção deste regime alimentar.

Ecologia
Não é preciso ser um especialista para saber que o equilíbrio ecológico do planeta é condição primordial a sobrevivência de todos os seres vivos que nele habitam. Nós, humanos, somos responsáveis pela sua preservação, pois as nossas acções influenciam directamente este equilíbrio. Tal responsabilidade, adquire ainda maior relevância se considerarmos que das nossas opções depende não só a nossa sobrevivência, mas também a dos animais.

Sabemos que a pecuária, não só a industrial mas também a biológica, é uma das actividades com major impacto no ambiente. Implica consumo de grandes quantidades de água potável, ocupação de vastas áreas de terreno para o cultivo de cereais, gasto de combustíveis fosseis e utilização massiva de pesticidas e drogas. Daqui, resulta a erosão do solo, a escassez e contaminação dos lençóis de água, a destruição das florestas tropicais e a desertificação de extensas áreas da superfície terrestre.

Passemos a um exemplo prático, todos os anos cada vez mais campos de cultivo são instalados em solos inicialmente cobertos por floresta tropical. Ao contrário do que se pode pensar, o constante desflorestamento da Amazónia deve-se sobretudo a criação de campos de cultivo de soja para alimentar gado de palres desenvolvidos ou para construir pasto para o gado brasileiro. As madeireiras, a abertura de estradas e a ocupação desordenada, tem apenas papéis secundários nesta destruição.

De salientar, que a desflorestação implica não só a erosão dos solos (perda de nutrientes e de agua) como a diminuição drástica da biodiversidade vegetal e animal. Tal desencadeia uma série de mecanismos que culminam no aumento da temperatura global, responsável pela ocorrência de desastres naturais.

A indústria pesqueira também contribui para o desequilíbrio ecológico. Os navios pesqueiros poluem rios e oceanos e contribuem para a destruição dos sistemas marinhos, pelos peixes que capturam. Esta actividade está a eliminar a uma velocidade alarmante os stocks marinhos. Por exemplo, há vários anos que os especialistas alertam para o facto das populações de bacalhau, não conseguirem recuperar da pesca intensiva, correndo sério risco de extinção.

A pesca ocasional e a captura de tartarugas, golfinhos, focas, leões-marinhos, tubarões e pequenos cetáceos, animais com reconhecida importância no equilíbrio dos mares, põe em risco a sua função reguladora. A actividade pesqueira polui as águas onde estas espécies vivem e interfere nos seus ciclos de vida, sendo responsável pela redução drástica das suas fontes de alimento, reduzindo o seu número de efectivos e a estabilidade dos ecossistemas marinhos.

No vegetarianismo opta-se por não consumir produtos animais, por motivos éticos filosóficos, ecológicos, religiosos, de saúde ou de bem-estar.

Saúde
Um dos muitos problemas inerentes ao consumo de carne é a sua toxicidade. Os animais podem acumular contaminantes químicos, numa concentração 14 vezes superior a verificada nos alimentos de origem vegetal. Basta lembrar que são alimentados com rações enriquecidas com hormonas e antibióticos. Ao serem abatidos sob anestesia e em situações de stress, libertam adrenalina em excesso, contaminando ainda mais a carne. Estes aditivos quando em contacto com o nosso organismo, podem originar doenças nos sistemas imunitárias e reprodutor.

Povos adeptos de uma dieta rica em produtos animais são mais susceptíveis de desenvolverem doenças como o cancro da mama, da próstata ou do cólon. Verificando-se ainda colesterol elevado, hipertensão, ataques cardíacos, obesidade, osteoporose, artrite, diabetes, asma, pedra nos rins e impotência. As culturas asiáticas, nas quais a ingestão de carne é mais restrita, apresentam uma menor probabilidade da ocorrência destes problemas.

Economia
A opção pelo vegetarianismo pode ser uma solução para muitos dos problemas económicos que afectam o planeta terra. Estudos brasileiros apontam que em cada segundo, uma área florestal do tamanho de um campo de futebol é utilizada na produção de apenas 257 hamburguers de vaca. Um boi precisa em media 3,5 hectares de terra para produzir 200 kg de carne, num período de quatro a cinco anos. Estima-se que na mesma área seja possível produzir, consoante o tipo de cultura, cerca de: 19 toneladas de arroz; 32 de soja, 34 de milho, 23 de trigo e 8 de feijão, se pensarmos numa colheita anual, sendo que nesta região são comuns duas a três colheitas por ano. Da mesma forma, os animais consomem ao longo da vida o valor correspondente a quatro vezes a produção mundial de cereais destinada ao consumo humano, alimentando depois aqueles que os podem pagar, enquanto cerca de 815 milhões de pessoas, no mundo inteiro, passam fome. Assim, o facto da procura mundial de cereais exceder em muito os limites da sua produção e uma consequência directa do consumo de carne.

Na produção de uma dieta carnívora utilizam-se 48 m litros de água por dia, 2400 litros diários seriam o suficiente para a produção de uma alimentação vegetariana.

A produção de carne é menos saudável e também muito menos eficiente, quando comparada com a de vegetais. Em media, para cada refeição de carne produzida são usados os recursos naturais que poderiam servir para produzir 10 refeições vegetarianas.

Quando a fome no mundo e o aumento da rentabilidade dos recursos terrestres se tomam cada vez mais sérios, a alimentação vegetariana surge como uma dieta rentável que pode contribuir para uma franca melhoria da situação.

Fisiologia
Os humanos são omnívoros, podem alimentar-se de todo o tipo de alimentos, mas possuem características digestivas fisiológicas mais próximas dos herbívoros, que dos carnívoros. Exemplo disso é a presença de uma dentição com grande número de dentes incisivos e molares e um tracto digestivo longo, adaptado a digestão de legumes, frutas e cereais e em menor grau a digestão de proteínas animais. Estas tem tendência a acumular-se sob a forma de resíduos tóxicos no intestino, contribuindo para o aparecimento de doenças.

As espécies carnívoras exibem dentes caninos encurvados e um tubo digestivo curto, no sentido de favorecer a rápida digestão, o processamento e a eliminação da carne antes que ela entre em decomposição no organismo.

Esta vantagem fisiológica confere ao homem o poder de escolha, no que respeita a alimentação. Sabendo que todos os alimentos são potencialmente digeríveis pelo nosso sistema digestivo, resta a cada um de nós escolher o que come de acordo a sua consciência.


QUEM OPTA PELO VEGETARIANISMO DEVE SABER:

Proteínas
Não é necessária a ingestão de produtos de origem animal para a obtenção de proteínas completas, ricas em aminoácidos essenciais. A conjugação de duas proteínas vegetais, uma cereal e outra leguminosa, como o arroz e o feijão, são suficientes para fornecer os aminoácidos necessários. Alguns vegetais como a soja contêm teores proteicos superiores aos da carne. Outras fontes de proteína incluem produtos derivados da soja, substitutos da carne, lentilhas, frutos de casca rija, sementes, alimentos integrais e leguminosas.

Ferro
O ferro não existe apenas na carne, mas também em vários legumes (em especial nos de folha verde escura, como os espinafres), nos cereais e nas leguminosas. Para ajudar o organismo a absorver ferro, consuma alimentos ricos em vitamina c (morangos, citrinos, tomates, couve e brócolos) e outros ricos em ferro. Está comprovada que a incidência de anemia por deficiência de ferro é semelhante em vegetarianos e não vegetarianos.

Cálcio
Os lacto-ovo-vegetarianos têm uma ingestão de cálcio igual ou superior a dos não-vegetarianos, mas o mesmo não se passa com os vegan.

A ingestão de álcool, café, açucares, alimentos com elevado teor de proteína animal e lacticínios provocam acidificação do organismo. Na presença de demasiado ácido, o organismo utiliza o cálcio para Neutralizar o PH, gastando grande parte do mineral ingerido através da alimentação. É certo, que um vegan parece ter menor necessidade de cálcio, porque a sua alimentação pobre em proteínas totais é também mais alcalina. Neste caso, o cálcio ingerido não tendo necessidade de ser utilizado como tampão, é totalmente absorvido pelos ossos, satisfazendo as necessidades do organismo. Os legumes de folha verde como os brócolos e as couves são ricos em cálcio. O tofu, os sumos de fruta e o leite de soja enriquecidos com cálcio são alternativas saudáveis.

Vitamina B12
Poucos alimentos vegetais contêm vitamina B12, na maioria destes casos estamos na presença de forma inactiva, incapaz de ser absorvida. Este é o único caso em que um vegan deve recorrer a um suplemento alimentar, os restantes vegetarianos podem encontrar a vitamina nos ovos e nos lacticínios. Os alimentos de uma dieta vegetariana são na sua maioria facilmente digeríveis. Isentos de toxinas, antibióticos e hormonas.

O vegetarianismo permite a ingestão de elevados teores de vitamina C, A, E, beta-carateno, magnésio e fibras, limitando o colesterol e a gordura saturada e contribuindo para a redução doenças relacionadas com a alimentação.

Tuesday, March 30, 2010

mais algumas "criações" do curso de Fevereiro

Tofu no Forno com Molho de Gengibre e Sementes e Arroz Integral


caldo de azuki

Monday, March 29, 2010

Algumas "criações" do curso de Fevereiro

Souflé Vegano de Grão com Legumes Estufados e Cous-Cous Exótico



Pudim de Pêra e Canela



Pãezinhos de Sementes

Wednesday, March 17, 2010

Palestra sobre Vegetarianismo




Na Feira de Primavera, em Arcos de Valdevez
Sábado, 20 Março, 14h00

Monday, March 01, 2010

Consumo de carnes e peixes representa desperdício, diz relatório da ONU


Consumo de carnes e peixes representa desperdício, diz relatório da ONU
ANNE CHAON
da France Presse, em Paris
Atualizado às 12h44.

Acostumados ao título de "topo absoluto da cadeia alimentar", os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca massiva está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera. São importantes motivos para mudança de hábitos.
Vote na enquete: Você deixaria o consumo de carne e derivados animais?
Alimentar a humanidade --nove bilhões de indivíduos até 2050, segundo as previsões da ONU-- exigirá uma adaptação de nosso comportamento, sobretudo nos países mais ricos, que precisarão ajudar os países em desenvolvimento.
Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), publicado nesta terça-feira (23), a produção mundial de carne deverá dobrar para atender à demanda mundial, chegando a 463 milhões de toneladas por ano.
A situação se agrava com a ocidentalização de hábitos e o enriquecimento: um chinês que consumia 13,7 kg de carne em 1980, por exemplo, hoje come em média 59,5 kg por ano. Nos países desenvolvidos, o consumo chega a 80 kg per capita.
"O problema é como impedir que isso aconteça. Quando a renda aumenta, o consumo de produtos lácteos e bovinos segue o mesmo caminho: não há exemplo em contrário no mundo", destacou o cientista Hervé Guyomard.
Ele é diretor científico em Agricultura do Instituto Nacional de Pesquisa Agrônima da França (INRA), responsável pelo relatório Agrimonde sobre "os sistemas agrícolas e alimentares mundiais no horizonte de 2050".
Desperdício com ração
Atualmente, a agricultura produz 4.600 quilocalorias por dia e por habitante, o suficiente para alimentar seis bilhões de indivíduos.
Deste total, no entanto, 1.500 são dedicadas à alimentação dos animais --que só restituem em média 500 calorias na mesa--, 800 se perdem no campo (pragas, insetos, armazenamento), e 800 são desperdiçadas nos países desenvolvidos de outras formas.
O desperdício é grande, pois mais de um terço (37%) da produção mundial de cereais serve para alimentar o gado --56% nos países ricos-- segundo o World Resources Institute.
O gado custa caro ao ambiente: 18% das emissões de gases causadores do efeito estufa, segundo a FAO (mais que os transportes) ou 51%, segundo o World Watch Institute (mais que a geração de energia).
A pecuária também custa 8% do consumo de água e 37% do metano, que colabora para o aquecimento global 21% mais que o CO2 emitido pelas atividades humanas.
Não rentável
E, mesmo que seja uma possível fonte de proteínas, a carne bovina não é "rentável" do ponto de vista alimentar: "são necessárias três calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de ave, sete para uma caloria de porco e nove para uma caloria bovina", explicou Guyomard.
Substituir o consumo de carne de animais terrestres pela carne de peixe não seria ainda uma alternativa adequada.
"Os oceanos não podem ser considerados uma despensa inesgotável", estimou Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD).

O número de pescadores é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies.
No atual ritmo, a totalidade das espécies comerciais terá desaparecido em 2050.
Ativistas como do grupo paulista Veddas defendem como solução o veganismo, abstenção de todo tipo de produto derivado de animais.
Justificam que, além de haver o impacto ambiental gerado pela pecuária, "animais têm o direito à vida e à liberdade, livres da exploração humana".
A Associação Dietética Americana, maior do mundo, aprova nutricionalmente este tipo de dieta.

Sunday, February 14, 2010

Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, 27 e 28 de Fevereiro de 2010


Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, 27 e 28 de Fevereiro de 2010
Segredos da Horta
Introdução à Alimentação Vegetariana Natural


Local:Quinta Seca - Matosinhos

Edição de Fevereiro – 27 e 28, das 10h30 até às 18h00 (aproximadamente)

Contribuição: 60,00 €


Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural,

Somos aquilo que comemos. Sendo a alimentação tão preponderante naquilo que somos e fazemos porque é que, tantas vezes, praticamos uma alimentação tão insconciente e descuidada? Não acaba por ser inevitável o surgimento de tantos problemas de saúde associados ao nosso estilo de vida e alimentação insconciente? O Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural é uma óptima oportunidade para investir em algo tão importante como a alimentação. Aprender a cozinhar e comer de forma consciente, equilibrada, eticamente e ecologicamente em harmonia, aprender alguns dos fundamentos mais importantes na alimentação vegetariana natural. Com todo o gosto! Claro.


A alimentação vegetariana, em geral, é uma alimentação ecologicamente mais sustentável, eticamente mais correcta, nutricionalmente mais diversificada e rica e sem dúvida
deliciosa e atraente


Ao longo da história, e ao contrário do mito que vai prevalecendo de que o Homem é essencialmente omnívoro, diversas civilizações e algumas figuras particularmente proeminentes da história da humanidade praticavam e praticam, por diversas razões, uma alimentação essencialmente vegetariana (Leonardo da Vinci, Platão, Sócrates, Henry David Thoreau, entre outros).

Ainda que vivendo numa sociedade onde o consumo de carne é comum e predominante, o vegetarianismo por motivos de ordem ética, ecológica, religiosa e espiritual encontra-se cada vez mais difundido, estando também implícito em novos paradigmas de aproximação da humanidade à Natureza.

O ser vivo (o ser humano) é um ser constituído por uma dimensão biológica, psicológica e espiritual. A nutrição não é pois a mera satisfação de uma necessidade biológica elementar mas, muito mais do que isso, é um processo de transmissão energética e de profundo inter-relacionamento do ser vivo com o meio onde se insere. Logo, daí se depreende que um alimentação que tem por base o sacrifício e sofrimento de milhares de animais tem um enorme potencial de gerar profundas desarmonias desde logo ao nível da própria saúde de quem se alimenta principalmente de carne. O Vegetarianismo é uma opção cada vez mais válida, eticamente correcta e, em geral, ecologicamente mais sustentável. Conhecê-lo é entrar num fascinante mundo de sabores, paladares e alimentos.

"Conhecimento que não se transmite é conhecimento condenado à sua própria extinção."

Segredos da Horta

Segredos da Horta é um projecto que tem por finalidade a divulgação da "cozinha vegetariana" nas suas diversas vertentes: nutricional, psico-biológica e filosófica. Consiste, essencialmente, na realização de "oficinas" práticas de formação no decorrer das quais são transmitidos conhecimentos práticos de confecção e preparação de refeições vegetarianas segundo princípios básicos de uma alimentação natural e saudável.

Segredos da Horta é pois uma nova forma de olhar para a arte da nutrição.

É uma nova forma de desmistificar ideias pré-concebidas e dar a conhecer esse mundo tão fascinante que é o da alimentação e nutrição vegetariana. Porque a alimentação vegetariana não é só "comer vegetais" mas sim, e muito mais, uma forma diferente e talvez melhor de estar na vida. Uma forma simples, consciente e deliciosa!

O Hortelão

Pedro Jorge Pereira, vegetariano há cerca de 9 anos, na maior parte deles de forma integral (Vegan) é cozinheiro vegetariano profissional desde 2002. Foi cozinheiro no Restaurante Nakité, no Porto, e Daterra, em Matosinhos, integrando neste momento a Associação Cultural Casa da Horta. É formador sobretudo no projecto Segredos da Horta. Tem simultaneamente vindo a colaborar e desenvolver vários outros projectos e iniciativas na área da alimentação vegetariana natural e de educação ecológica e social.

"A alimentação vegetariana, muito mais do que uma mera opção enquanto regime alimentar, representa uma forma de estar na vida e de encarar a saúde como um todo. Pratico um regime alimentar vegetariano desde há alguns anos e tenho vindo a descobrir no mundo da alimentação vegetariana todo um universo fascinante e repleto de conhecimento e sabores. Conhecimento esse que, ao contrário do que dizem diversos mitos pré estabelecidos em relação ao mesmo, é muito simples de desenvolver e colocar em prática no dia-a-dia."

Pedro Jorge Pereira


Oficinas

As oficinas a realizar serão compostas por uma introdução teórica, na qual serão abordados alguns dos conceitos principais relacionados com uma nutrição consicente e natural, sendo depois seguidas da componente prática nas quais são preparados e confeccionados diversos pratos vegetarianos.
Durante a parte prática são preparados Menus vegetarianos compostos de entradas, sopa, prato principal e sobremesa.
No final de cada oficina decorre uma refeição onde são saboreados os pratos confeccionados.


Principais conceitos abordados
Principais motivos para adoptar uma alimentação vegetariana
Diferentes tipos de vegetarianismo
Noções básicas de nutrição vegetariana
Ingredientes / Condimentos básicos numa alimentação vegetariana Natural
Alguns dos princípios mais importantes a seguir numa alimentação vegetariana


Sábado, 27 de Fevereiro – manhã

Formação teórica

Formação prática
Paté de Tofu e Ervas
Salada de Quinoa com rebentos germinados
Pudim de Sêmola e Pêra


Sábado, 30 de Janeiro – tarde

Formação teórica

Formação prática

Entrada: Pãezinhos de Ervas
Prato principal: Souflé de Grão com Alho Francês
Acompanhamento: Cous-Cous Exótico com Legumes Estufados
Sobremesa: Mousse de Alfarroba


Domingo, 31 de Janeiro – manhã

Formação teórica

Formação prática

Extra: Papas de cereais para pequeno almoço
Sopa: Caldo de Azuki
Prato principal: Tofu Assado no Forno com Molho de Gengibre
Acompanhamento: Arroz Integral e Legumes no Vapor com Sementes
Sobremesa: Bolo de Especiarias


Domingo, 31 de Janeiro - tarde

Formação teórica – encerramento da formação


O valor do curso incluí:

- Formação durante a oficina (2 dias completos);

- Refeições;

- Oferta de livro;

- Caderno com os materiais pedagógicos e receitas;


mais informações e inscrições em:

Segredos da Horta - Pedro Jorge Pereira

93 4476236

segredosdahorta@gmail.com

Número de inscrições limitado (por razões de ordem logística). Prioridade de acesso ao curso por ordem de inscrição.
Contribuição: (inclui curso completo, refeições e manual): 60 hortinhas



Thursday, February 11, 2010

imagens



Grão com Espinafres e Quinoa


Mousse de Banana e Vaunilha

Tuesday, February 02, 2010

Saiba porque o grão-de-bico vale ouro



[Leite da Terra] Saiba porque o grão-de-bico vale ouro

O grão-de-bico é um alimento mais rico do que o feijão em muitos
aspectos. Entre 20 e 30% de sua constituição é pura proteína. Possui
muitas fibras, zinco, potássio, ferro, cálcio e magnésio. Se for
consumido todos os dias, faz ganhar massa muscular, aumenta o bom
humor, reduz o nível de colesterol ruim e regula o intestino.

Mas sua qualidade mais famosa é de gerar felicidade: possui mais
triptofano do que o feijão, o mesmo aminoácido essencial que faz do
chocolate essa bela fonte de bem-estar e redução do stress.
“Em seres humanos metabolicamente normais, o aumento do consumo do
grão-de-bico tem como consequencia uma maior produção da
serotonina”, destacam Leonardo S. Boiteux e Maria Esther de Noronha
Fonseca, do Laboratório de Melhoramento Genético & Análise Genômica
do Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças (CNPH) da Embrapa
Hortaliças, em Brasília.

Por ter ómega 3 e 6, é indicado para prevenir doenças
cardiovasculares. E quem tem diabetes ou está lutando contra a
obesidade também pode se beneficiar da leguminosa.

“Tem carboidratos complexos, ou seja, possuem uma metabolização
lenta no organismo. Por também ser rico em fibras, proporciona
sensação de saciedade e a pessoa só vai sentir fome bem mais tarde”,
explica a nutricionista baiana Solange Carvalho.

Os pesquisadores da Embrapa Hortaliças destacam que as sementes do
grão-de-bico também acumulam mais fitoestrogênios do que as do
feijão - substâncias que têm ação preventiva na osteoporose e de
problemas cardiovasculares. Os fitoestrogênios também são usados na
reposição hormonal após a menopausa.

recebido por e mail de Leite da Terra

Tuesday, January 19, 2010

Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, 30 e 31 de Janeiro




Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, Janeiro de 2010
Segredos da Horta
Introdução à Alimentação Vegetariana Natural

Edição de Janeiro – 30 e 31, das 10h30 até às 18h00
Contribuição: 65,00 €

Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural,
Somos aquilo que comemos. Sendo a alimentação tão preponderante naquilo que somos e fazemos porque é que, tantas vezes, praticamos uma alimentação tão insconciente e descuidada? Não acaba por ser inevitável o surgimento de tantos problemas de saúde associados ao nosso estilo de vida e alimentação insconciente? O Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural é uma óptima oportunidade para investir em algo tão importante como a alimentação. Aprender a cozinhar e comer de forma consciente, equilibrada, eticamente e ecologicamente em harmonia, aprender alguns dos fundamentos mais importantes na alimentação vegetariana natural. Com todo o gosto! Claro.

A alimentação vegetariana, em geral, é uma alimentação ecologicamente mais sustentável, eticamente mais correcta, nutricionalmente mais diversificada e rica e sem dúvida
deliciosa e atraente

Ao longo da história, e ao contrário do mito que vai prevalecendo de que o Homem é essencialmente omnívoro, diversas civilizações e algumas figuras particularmente proeminentes da história da humanidade praticavam e praticam, por diversas razões, uma alimentação essencialmente vegetariana (Leonardo da Vinci, Platão, Sócrates, Henry David Thoreau, entre outros).
Ainda que vivendo numa sociedade onde o consumo de carne é comum e predominante, o vegetarianismo por motivos de ordem ética, ecológica, religiosa e espiritual encontra-se cada vez mais difundido, estando também implícito em novos paradigmas de aproximação da humanidade à Natureza.
O ser vivo (o ser humano) é um ser constituído por uma dimensão biológica, psicológica e espiritual. A nutrição não é pois a mera satisfação de uma necessidade biológica elementar mas, muito mais do que isso, é um processo de transmissão energética e de profundo inter-relacionamento do ser vivo com o meio onde se insere. Logo, daí se depreende que um alimentação que tem por base o sacrifício e sofrimento de milhares de animais tem um enorme potencial de gerar profundas desarmonias desde logo ao nível da própria saúde de quem se alimenta principalmente de carne. O Vegetarianismo é uma opção cada vez mais válida, eticamente correcta e, em geral, ecologicamente mais sustentável. Conhecê-lo é entrar num fascinante mundo de sabores, paladares e alimentos.
"Conhecimento que não se transmite é conhecimento condenado à sua própria extinção."
Segredos da Horta
Segredos da Horta é um projecto que tem por finalidade a divulgação da "cozinha vegetariana" nas suas diversas vertentes: nutricional, psico-biológica e filosófica. Consiste, essencialmente, na realização de "oficinas" práticas de formação no decorrer das quais são transmitidos conhecimentos práticos de confecção e preparação de refeições vegetarianas segundo princípios básicos de uma alimentação natural e saudável.
Segredos da Horta é pois uma nova forma de olhar para a arte da nutrição.
É uma nova forma de desmistificar ideias pré-concebidas e dar a conhecer esse mundo tão fascinante que é o da alimentação e nutrição vegetariana. Porque a alimentação vegetariana não é só "comer vegetais" mas sim, e muito mais, uma forma diferente e talvez melhor de estar na vida. Uma forma simples, consciente e deliciosa!

O Hortelão
Pedro Jorge Pereira, vegetariano há cerca de 9 anos, na maior parte deles de forma integral (Vegan) é cozinheiro vegetariano profissional desde 2002. Foi cozinheiro no Restaurante Nakité, no Porto, e Daterra, em Matosinhos, integrando neste momento a Associação Cultural Casa da Horta. É formador sobretudo no projecto Segredos da Horta. Tem simultaneamente vindo a colaborar e desenvolver vários outros projectos e iniciativas na área da alimentação vegetariana natural e de educação ecológica e social.

"A alimentação vegetariana, muito mais do que uma mera opção enquanto regime alimentar, representa uma forma de estar na vida e de encarar a saúde como um todo. Pratico um regime alimentar vegetariano desde há alguns anos e tenho vindo a descobrir no mundo da alimentação vegetariana todo um universo fascinante e repleto de conhecimento e sabores. Conhecimento esse que, ao contrário do que dizem diversos mitos pré estabelecidos em relação ao mesmo, é muito simples de desenvolver e colocar em prática no dia-a-dia."
Pedro Jorge Pereira

Oficinas
As oficinas a realizar serão compostas por uma introdução teórica, na qual serão abordados alguns dos conceitos principais relacionados com uma nutrição consicente e natural, sendo depois seguidas da componente prática nas quais são preparados e confeccionados diversos pratos vegetarianos.
Durante a parte prática são preparados Menus vegetarianos compostos de entradas, sopa, prato principal e sobremesa.
No final de cada oficina decorre uma refeição onde são saboreados os pratos confeccionados.

Principais conceitos abordados
Principais motivos para adoptar uma alimentação vegetariana
Diferentes tipos de vegetarianismo
Noções básicas de nutrição vegetariana
Ingredientes / Condimentos básicos numa alimentação vegetariana Natural
Alguns dos princípios mais importantes a seguir numa alimentação vegetariana

Sábado, 30 de Janeiro – manhã
Formação teórica
Paté de Tofu e Ervas
Salada de Quinoa com rebentos germinados
Pudim de Sêmola e Pêra

Sábado, 30 de Janeiro – tarde
Formação teórica
Entrada: Pãezinhos de Ervas
Prato principal: Souflé de Grão com Alho Francês
Acompanhamento: Cous-Cous Exótico com Legumes Estufados
Sobremesa: Mousse de Alfarroba

Domingo, 31 de Janeiro – manhã
Extra: Papas de cereais para pequeno almoço
Sopa: Caldo de Azuki
Prato principal: Tofu Assado no Forno com Molho de Gengibre
Acompanhamento: Arroz Integral e Legumes no Vapor com Sementes
Sobremesa: Bolo de Especiarias

Domingo, 31 de Janeiro - tarde
Formação teórica – encerramento da formação

O valor do curso incluí:
- Formação durante a oficina (2 dias completos) e acessoria em alimentação natural após;
- Refeições;
- Oferta de livro;
- Caderno com os materiais pedagógicos e receitas;

mais informações e incrições em:

Segredos da Horta - Pedro Jorge Pereira
93 4476236
segredosdahorta@gmail.com
http://segredosdahorta.blogspot.com/


Número de inscrições limitado (por razões de ordem logística). Prioridade de acesso ao curso por ordem de inscrição.
Contribuição: (inclui curso completo, refeições e manual): 65 hortinhas

Friday, December 25, 2009

O impacto da produção da carne no ambiente



O impacto da produção da carne no ambiente é colossal face à produção de vegetais. Em 1997 quando nos EUA, existiam pouco mais de 265 milhões de pessoas (1), no relatório (2) publicado nesse ano pela Universidade de Cornell, afirmava que os EUA podiam alimentar 800 milhões de pessoas com o grão que era dado ao gado. No mesmo relatório afirma-se também que são necessários oito vezes mais combustíveis fósseis para produzir proteína animal do que proteína vegetal e que a primeira é apenas 1,4 vezes mais nutritiva do que a segunda.

A adicionar a este aspecto, a produção de alimentos animais consome volumes muito elevados de recursos hídricos. Num mundo onde actualmente um terço (3) da população não tem acesso a água para as suas necessidades diárias a escassez deste recurso torna-se cada vez maior, à medida que a população aumenta e países como a Austrália (4), Argentina (5), ou estados como a Califórnia (6) se vêem assolados por secas severas. Sendo assim, é necessário gerir melhor este recurso que é a base da vida no nosso planeta. A partir do gráfico ao lado é possível observar a quantidade de água necessária para a produção de um quilograma de diferentes alimentos, com os alimentos animais a dominarem o topo da escala, como os mais consumidores sendo que, um quilograma de carne bovina necessita mais de 700% de água do que um quilograma de feijão de soja.

Embora o consumo de combustíveis fósseis e o consumo de água já sejam factores muito importantes, é importante também ter em conta que, em 25 anos 40% da floresta Amazónica já foi destruída (7), isto para campos para alimentar o gado que é servido à mesa dos países industrializados.

Por fim, é também importante referir o impacto dos gases com efeito de estufa, provenientes das criações animais. Uma vez mais, a pecuária surge no topo da lista, pois a fermentação entérica dos ruminantes dos quais se destacam os bovinos, são os maiores responsáveis pela emissão de metano, gás que, embora em termos de quantidade libertada venha a seguir ao dióxido de carbono, é 21 vezes mais poluente (8).

Em resumo, a fermentação entérica é um processo que decorre na digestão dos ruminantes onde através da fermentação os micróbios tornam o alimento, digerível pelo animal e, é neste processo que é produzido o metano (9).

Note-se ainda que se juntar as emissões dos processos digestivos ao estrume, a pecuária afasta-se ainda mais dos outros responsáveis pela emissão do metano. De forma a ficar com uma ideia mais concreta, e se falarmos do dióxido de carbono, um quilograma de carne de vaca produz tanto dióxido carbono quanto uma viagem de 250km de carro (10).

A indústria pecuária é a actividade que mais contribui para os gases com efeito de estufa, ultrapassando as emissões do sector dos transportes (automóveis, aviões e outros veículos), sendo assim responsável pela emissão de 18% de gases que contribuem para as alterações climáticas (11).

Assim pode verificar-se que a produção de carne produz uma factura ambiental muito grande, através do consumo de combustíveis fósseis, do consumo de recursos hídricos, de solo e ainda é um grande produtor de gases com efeito de estufa. Portanto é responsabilidade de cada um, o Planeta que se quer deixar às gerações futuras.

Talvez por isso é que Lord Stern, antigo economista chefe do Banco Mundial e actual professor na London School of Economics alertou aos leitores do Times, que uma dieta vegetariana é melhor para o ambiente (12).


Referências:
(1) Population Profile of the United States (1997), U. S. Department of Commerce
(2) http://www.news.cornell.edu/releases/aug97/livestock.hrs.html
(3) http://www.who.int/features/factfiles/water/en/index.html
(4) http://www.mdba.gov.au
(5) http://www.bbc.co.uk/weather/world/news/25012009news.shtml
(6) http://www.water.ca.gov/drought/
(7) http://www.prijatelji-zivotinja.hr/index.en.php?id=442
(8) http://pollution.unibuc.ro/?substance=3
(9) http://www.epa.gov/methane/sources.html
(10) http://www.newscientist.com/article/mg19526134.500
(11) Livestock Long Shadow, FAO (2006) - http://www.fao.org/docrep/010/a0701e/a0701e00.HTM
(12) http://www.timesonline.co.uk/tol/news/environment/article6891362.ece

Copyright Centro Vegetariano. Reprodução permitida desde que indicando o endereço: http://www.centrovegetariano.org/Article-535.html

Monday, August 17, 2009

Vacas e ovelhas poluem mais do que os carros



Vacas e ovelhas poluem mais do que os carros

por BRUNO ABREU

Apesar do ar inofensivo, vacas, búfalos ou camelos são das maiores ameaças para o ambiente. A produção de carne e as emissões de gases destes animais contribuem em 18% para o aumento do aquecimento global. Mais do que o sector dos transportes (13,5%). A solução passa por mudar a alimentação do gado, mas também a nossa, reduzindo o consumo de carne.

Está a pensar trocar o seu automóvel por um carro de bois para ajudar o ambiente? Esqueça. As vacas são das maiores responsáveis por emissões de gases poluentes para a atmosfera. Ao todo, o sector da criação de gado é o culpado por de 18% das emissões, bem mais do que o dos transportes, responsável por "apenas" 13,5% desta ameaça ao ambiente.

A culpa é do sistema digestivo de ruminantes como as vaca, ovelhas, búfalos ou camelos, mas também de animais como o porco, que funciona como uma pequena fábrica de metano, um gás 20 vezes mais prejudicial para o ambiente do que o dióxido de carbono emitido pelos meios de transporte, que é enviado para a atmosfera pelo estrume e flatulência.

Só estes animais produzem 9% das emissões enviadas para a atmosfera. Os outros 9% vêm dos processos necessários à produção - alterações dos terrenos para uso como pastagens, criação de gado, transporte dos animais e da carne para os talhos.

Para combater o problema dos gases do gado, cientistas por todo o mundo tentam descobrir maneiras de "suavizar" a digestão destes animais.

Desde Janeiro que as vacas de 15 quintas em Vermont, Estados Unidos, têm sido postas à prova com a introdução de uma nova dieta. Em vez das habituais refeições compostas de milho e soja, é-lhes dado alfafa, sementes de linhaça e trevos. Os dados recolhidos até ao mês passado mostram que os níveis de metano enviados para a atmosfera desceram 18%, enquanto a produção de leite se manteve.

A nova dieta é de facto a responsável por esta descida das emissões poluentes: os alimentos dados às vacas são mais fáceis de mastigar e digerir, o que faz com que os animais engulam menos ar ao comer.

Guy Chornier, produtor de iogurtes, notou que as vacas da herdade estão "mais saudáveis", com o "couro mais brilhante e o hálito mais suave". "Suavizar" o hálito das vacas é algo urgente, dizem os cientistas climáticos. As vacas têm no estômago uma bactéria que faz com que arrotem metano, e alguns estudos indicam que cada animal expele uma média de 500 litros deste gás para a atmosfera por ano.

Fazendo uma conta rápida: em Portugal existe um milhão e meio de cabeças de gado.

Se cada vaca envia para a atmosfera 500 litros de metano, temos 750 milhões de litros deste gás na atmosfera todos os anos apenas devido ao gado bovino existente.

Agora é fazer as contas a países como o Brasil (189 milhões de cabeças de gado), Índia (187 milhões) e China (110 milhões), isto referindo apenas os três países com mais gado bovino.

Estes valores são apenas metade dos produzidos pela indústria da carne. Um relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) adiciona ainda os gases emitidos durante esta produção.

Para ter uma ideia, para se conseguir um quilo de carne polui-se tanto como conduzir um automóvel citadino durante 250 quilómetros e produz energia suficiente para acender uma lâmpada de 100 watts durante 20 dias.

Esperando-se que a produção de leite e carne duplique nos próximos 30 anos, as Nações Unidas consideram a criação de gado uma das mais sérias ameaças para o clima.

Nos Estados Unidos, a ameaça foi levada muito a sério e já começou o programa "vaca do futuro", que procura reduzir um quarto do total das emissões da indústria da carne até ao fim da próxima década.

Os cientistas estão a tentar de tudo para resolver este problema: começando pela genética - investigando vacas que emitem naturalmente menos metano - até fazer alterações nas próprias bactérias produtoras do gás.


http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1262025&seccao=Biosfera

Tuesday, July 28, 2009

Universidade Vegetariana de Verão 09

Universidade Vegetariana de Verão 09
Casa da Horta – Porto
Introdução à Alimentação Vegetariana Natural


1ª Edição – 5, 6 e 7 de Agosto, às 18h30

2ª Edição – 12, 13 e 14 de Agosto, às 18h30

Contribuição: 55,00 €


Universidade Vegetariana de Verão

Somos aquilo que comemos. Sendo a alimentação tão preponderante naquilo que somos e fazemos porque é que, tantas vezes, praticamos uma alimentação tão insconciente e descuidada? Não acaba por ser inevitável o surgimento de tantos problemas de saúde associados ao nosso estilo de vida e alimentação insconciente? Este Verão a “Universidade Vegetariana de Verão” é uma óptima oportunidade para investir nalgo tão importante como a alimentação. Aprender a cozinhar e comer de forma consciente, equilibrada, eticamente e ecologicamente em harmonia, Aprender alguns dos fundamentos mais importantes na alimentação vegetariana natural. Com todo o gosto! Claro.

A alimentação vegetariana, em geral, é uma alimentação ecologicamente mais sustentável, eticamente mais correcta, nutricionalmente mais diversificada e rica e sem dúvida
deliciosa e atraente

Ao longo da história, e ao contrário do mito que vai prevalecendo de que o Homem é essencialmente omnívoro, diversas civilizações e algumas figuras particularmente proeminentes da história da humanidade praticavam e praticam, por diversas razões, uma alimentação essencialmente vegetariana (Leonardo da Vinci, Platão, Sócrates, Henry David Thoreau, entre outros).

Ainda que vivendo numa sociedade onde o consumo de carne é comum e predominante, o vegetarianismo por motivos de ordem ética, ecológica, religiosa e espiritual encontra-se cada vez mais difundido, estando também implícito em novos paradigmas de aproximação da humanidade à Natureza.

O ser vivo (o ser humano) é um ser constituído por uma dimensão biológica, psicológica e espiritual. A nutrição não é pois a mera satisfação de uma necessidade biológica elementar mas, muito mais do que isso, é um processo de transmissão energética e de profundo inter-relacionamento do ser vivo com o meio onde se insere. Logo, daí se depreende que um alimentação que tem por base o sacrifício e sofrimento de milhares de animais tem um enorme potencial de gerar profundas desarmonias desde logo ao nível da própria saúde de quem se alimenta principalmente de carne. O Vegetarianismo é uma opção cada vez mais válida, eticamente correcta e, em geral, ecologicamente mais sustentável. Conhecê-lo é entrar num fascinante mundo de sabores, paladares e alimentos.

"Conhecimento que não se transmite é conhecimento condenado à sua própria extinção."

Segredos da Horta

Segredos da Horta é um projecto que tem por finalidade a divulgação da "cozinha vegetariana" nas suas diversas vertentes: nutricional, psico-biológica e filosófica. Consiste, essencialmente, na realização de "oficinas" práticas de formação no decorrer das quais são transmitidos conhecimentos práticos de confecção e preparação de refeições vegetarianas segundo princípios básicos de uma alimentação natural e saudável.

Segredos da Horta é pois uma nova forma de olhar para a arte da nutrição. É uma nova forma de desmistificar ideias pré-concebidas e dar a conhecer esse mundo tão fascinante que é o da alimentação e nutrição vegetariana. Porque a alimentação vegetariana não é só "comer vegetais" mas sim, e muito mais, uma forma diferente e talvez melhor de estar na vida. Uma forma simples, consciente e deliciosa!

O Hortelão

Pedro Jorge Pereira, vegetariano há cerca de 9 anos, na maior parte deles de forma integral (Vegan) é cozinheiro vegetariano profissional desde 2002. Foi cozinheiro no Restaurante Nakité, no Porto, e Daterra, em Matosinhos, integrando neste momento a Associação Casa da Horta. É formador sobretudo no projecto Segredos da Horta. Tem simultaneamente vindo a colaborar e desenvolver vários outros projectos e iniciativas na área da alimentação vegetariana natural e de educação ecológica e social.

"A alimentação vegetariana, muito mais do que uma mera opção enquanto regime alimentar, representa uma forma de estar na vida e de encarar a saúde como um todo. Pratico um regime alimentar vegetariano desde há alguns anos e tenho vindo a descobrir no mundo da alimentação vegetariana todo um universo fascinante e repleto de conhecimento e sabores. Conhecimento esse que, ao contrário do que dizem diversos mitos pré estabelecidos em relação ao mesmo, é muito simples de desenvolver e colocar em prática no dia-a-dia."

Pedro Jorge Pereira

Oficinas

As oficinas a realizar serão compostas por uma introdução teórica, na qual serão abordados alguns dos conceitos principais relacionados com uma nutrição consicente e natural, sendo depois seguidas da componente prática nas quais são preparados e confeccionados diversos pratos vegetarianos.
Durante a parte prática são preparados Menus vegetarianos compostos de entradas, sopa, prato principal e sobremesa.
No final de cada oficina decorre uma refeição onde são saboreados os pratos confeccionados.

Sessão 1 – Introdução
Principais motivos para adoptar uma alimentação vegetariana
Diferentes tipos de vegetarianismo
Noções básicas de nutrição vegetariana
Ingredientes / Condimentos básicos numa alimentação vegetariana Natural
Alguns dos princípios mais importantes a seguir numa alimentação vegetariana

Menu leve
Paté de Pesto de Tofu
Salada de Quinoa com rebentos
Bolo de Especiarias

Sessão 2 – Menu
Entrada Pãezinhos de Ervas
Prato principal Tofu Assado no Forno com Molho de Gengibre
Acompanhamento Arroz Integral e Legumes no Vapor com Sementes
Sobremesa Mousse de Alfarroba

Sessão 3 – Menu
Sopa Caldo de Azuki
Prato principal Souflé de Grão com Alho Francês
Acompanhamento Cous-Cous Exótico com Legumes Estufados
Sobremesa Manjar Branco

O valor do curso incluí:
- Formação durante a oficina (3 dias) e acessoria em alimentação natural após;
- Refeições (dois jantares completos e refeição leve no primeiro dia);
- Oferta de livro;

- Materiais pedagógicos diversos

mais informações e incrições em:

Casa da Horta – Associação Cultural

222024123 / 93 726 75 41

casadahorta@pegada.net

http://casadahorta.pegada.net/


Segredos da Horta - Pedro Jorge Pereira

93 4476236

segredosdahorta@gmail.com

http://segredosdahorta.blogspot.com/

Número de inscrições limitado (por razões de ordem logística). Prioridade de acesso ao curso por ordem de inscrição.
Contribuição: (inclui curso completo, refeições e manual): 55 hortinhas



Saturday, June 20, 2009

Picnic Vegetariano, Domingo, 28 de Junho



Picnic Vegetariano, Domingo, 28 de Junho
no Parque Municipal das Virtudes (Porto)

Casa da horta - Associação Cultural
222024123 / 965545519
Agora que o bom tempo começa a surgir, a Casa da Horta convida toda a gente para um Picnic vegetariano no dia 28 de Junho (Domingo), no fantástico Parque Municipal das Virtudes (perto da Cordoaria - Porto) com diversas actividades e associações presentes das 12:30 às 18 horas.

Vão haver actividades para miúdos e graúdos (origami, papagaios de papel, conto para crianças “A balada do Caracol Edmundo”), demonstração de fornos solares (a Casa da Horta vai levar uns petiscos para serem cozinhados nos fornos, se o bom tempo ajudar) e algumas surpresas!

Vão estar presentes as seguintes entidades com bancas de divulgação:

BioBébés
Campo Aberto
Centro Vegetariano
GAIA
Oriente no Porto
Plataforma Transgénicos Fora do Prato
Raízes - agricultura biológica
Refúgio das Patinhas

A ideia é cada participante trazer petiscos vegetarianos para partilhar!
E não te esqueças dos teus utensílios reutilizáveis! E claro, da toalha de picnic!

Cartaz:
http://2.bp.blogspot.com/_uD5PNp4WZJw/SjvdaiZW1LI/AAAAAAAACmc/5k9v6r9qvwY/s1600-h/pic+nic_1024.jpg

Mapa:
http://maps.google.pt/maps/ms?ie=UTF8&hl=pt-PT&t=h&msa=0&msid=111755082596135729936.00046b6f3f924a1a45a17&ll=41.145457,-8.618785&spn=0.003951,0.007178&z=17