Sunday, February 14, 2010

Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, 27 e 28 de Fevereiro de 2010


Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, 27 e 28 de Fevereiro de 2010
Segredos da Horta
Introdução à Alimentação Vegetariana Natural


Local:Quinta Seca - Matosinhos

Edição de Fevereiro – 27 e 28, das 10h30 até às 18h00 (aproximadamente)

Contribuição: 60,00 €


Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural,

Somos aquilo que comemos. Sendo a alimentação tão preponderante naquilo que somos e fazemos porque é que, tantas vezes, praticamos uma alimentação tão insconciente e descuidada? Não acaba por ser inevitável o surgimento de tantos problemas de saúde associados ao nosso estilo de vida e alimentação insconciente? O Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural é uma óptima oportunidade para investir em algo tão importante como a alimentação. Aprender a cozinhar e comer de forma consciente, equilibrada, eticamente e ecologicamente em harmonia, aprender alguns dos fundamentos mais importantes na alimentação vegetariana natural. Com todo o gosto! Claro.


A alimentação vegetariana, em geral, é uma alimentação ecologicamente mais sustentável, eticamente mais correcta, nutricionalmente mais diversificada e rica e sem dúvida
deliciosa e atraente


Ao longo da história, e ao contrário do mito que vai prevalecendo de que o Homem é essencialmente omnívoro, diversas civilizações e algumas figuras particularmente proeminentes da história da humanidade praticavam e praticam, por diversas razões, uma alimentação essencialmente vegetariana (Leonardo da Vinci, Platão, Sócrates, Henry David Thoreau, entre outros).

Ainda que vivendo numa sociedade onde o consumo de carne é comum e predominante, o vegetarianismo por motivos de ordem ética, ecológica, religiosa e espiritual encontra-se cada vez mais difundido, estando também implícito em novos paradigmas de aproximação da humanidade à Natureza.

O ser vivo (o ser humano) é um ser constituído por uma dimensão biológica, psicológica e espiritual. A nutrição não é pois a mera satisfação de uma necessidade biológica elementar mas, muito mais do que isso, é um processo de transmissão energética e de profundo inter-relacionamento do ser vivo com o meio onde se insere. Logo, daí se depreende que um alimentação que tem por base o sacrifício e sofrimento de milhares de animais tem um enorme potencial de gerar profundas desarmonias desde logo ao nível da própria saúde de quem se alimenta principalmente de carne. O Vegetarianismo é uma opção cada vez mais válida, eticamente correcta e, em geral, ecologicamente mais sustentável. Conhecê-lo é entrar num fascinante mundo de sabores, paladares e alimentos.

"Conhecimento que não se transmite é conhecimento condenado à sua própria extinção."

Segredos da Horta

Segredos da Horta é um projecto que tem por finalidade a divulgação da "cozinha vegetariana" nas suas diversas vertentes: nutricional, psico-biológica e filosófica. Consiste, essencialmente, na realização de "oficinas" práticas de formação no decorrer das quais são transmitidos conhecimentos práticos de confecção e preparação de refeições vegetarianas segundo princípios básicos de uma alimentação natural e saudável.

Segredos da Horta é pois uma nova forma de olhar para a arte da nutrição.

É uma nova forma de desmistificar ideias pré-concebidas e dar a conhecer esse mundo tão fascinante que é o da alimentação e nutrição vegetariana. Porque a alimentação vegetariana não é só "comer vegetais" mas sim, e muito mais, uma forma diferente e talvez melhor de estar na vida. Uma forma simples, consciente e deliciosa!

O Hortelão

Pedro Jorge Pereira, vegetariano há cerca de 9 anos, na maior parte deles de forma integral (Vegan) é cozinheiro vegetariano profissional desde 2002. Foi cozinheiro no Restaurante Nakité, no Porto, e Daterra, em Matosinhos, integrando neste momento a Associação Cultural Casa da Horta. É formador sobretudo no projecto Segredos da Horta. Tem simultaneamente vindo a colaborar e desenvolver vários outros projectos e iniciativas na área da alimentação vegetariana natural e de educação ecológica e social.

"A alimentação vegetariana, muito mais do que uma mera opção enquanto regime alimentar, representa uma forma de estar na vida e de encarar a saúde como um todo. Pratico um regime alimentar vegetariano desde há alguns anos e tenho vindo a descobrir no mundo da alimentação vegetariana todo um universo fascinante e repleto de conhecimento e sabores. Conhecimento esse que, ao contrário do que dizem diversos mitos pré estabelecidos em relação ao mesmo, é muito simples de desenvolver e colocar em prática no dia-a-dia."

Pedro Jorge Pereira


Oficinas

As oficinas a realizar serão compostas por uma introdução teórica, na qual serão abordados alguns dos conceitos principais relacionados com uma nutrição consicente e natural, sendo depois seguidas da componente prática nas quais são preparados e confeccionados diversos pratos vegetarianos.
Durante a parte prática são preparados Menus vegetarianos compostos de entradas, sopa, prato principal e sobremesa.
No final de cada oficina decorre uma refeição onde são saboreados os pratos confeccionados.


Principais conceitos abordados
Principais motivos para adoptar uma alimentação vegetariana
Diferentes tipos de vegetarianismo
Noções básicas de nutrição vegetariana
Ingredientes / Condimentos básicos numa alimentação vegetariana Natural
Alguns dos princípios mais importantes a seguir numa alimentação vegetariana


Sábado, 27 de Fevereiro – manhã

Formação teórica

Formação prática
Paté de Tofu e Ervas
Salada de Quinoa com rebentos germinados
Pudim de Sêmola e Pêra


Sábado, 30 de Janeiro – tarde

Formação teórica

Formação prática

Entrada: Pãezinhos de Ervas
Prato principal: Souflé de Grão com Alho Francês
Acompanhamento: Cous-Cous Exótico com Legumes Estufados
Sobremesa: Mousse de Alfarroba


Domingo, 31 de Janeiro – manhã

Formação teórica

Formação prática

Extra: Papas de cereais para pequeno almoço
Sopa: Caldo de Azuki
Prato principal: Tofu Assado no Forno com Molho de Gengibre
Acompanhamento: Arroz Integral e Legumes no Vapor com Sementes
Sobremesa: Bolo de Especiarias


Domingo, 31 de Janeiro - tarde

Formação teórica – encerramento da formação


O valor do curso incluí:

- Formação durante a oficina (2 dias completos);

- Refeições;

- Oferta de livro;

- Caderno com os materiais pedagógicos e receitas;


mais informações e inscrições em:

Segredos da Horta - Pedro Jorge Pereira

93 4476236

segredosdahorta@gmail.com

Número de inscrições limitado (por razões de ordem logística). Prioridade de acesso ao curso por ordem de inscrição.
Contribuição: (inclui curso completo, refeições e manual): 60 hortinhas



Thursday, February 11, 2010

imagens



Grão com Espinafres e Quinoa


Mousse de Banana e Vaunilha

Tuesday, February 02, 2010

Saiba porque o grão-de-bico vale ouro



[Leite da Terra] Saiba porque o grão-de-bico vale ouro

O grão-de-bico é um alimento mais rico do que o feijão em muitos
aspectos. Entre 20 e 30% de sua constituição é pura proteína. Possui
muitas fibras, zinco, potássio, ferro, cálcio e magnésio. Se for
consumido todos os dias, faz ganhar massa muscular, aumenta o bom
humor, reduz o nível de colesterol ruim e regula o intestino.

Mas sua qualidade mais famosa é de gerar felicidade: possui mais
triptofano do que o feijão, o mesmo aminoácido essencial que faz do
chocolate essa bela fonte de bem-estar e redução do stress.
“Em seres humanos metabolicamente normais, o aumento do consumo do
grão-de-bico tem como consequencia uma maior produção da
serotonina”, destacam Leonardo S. Boiteux e Maria Esther de Noronha
Fonseca, do Laboratório de Melhoramento Genético & Análise Genômica
do Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças (CNPH) da Embrapa
Hortaliças, em Brasília.

Por ter ómega 3 e 6, é indicado para prevenir doenças
cardiovasculares. E quem tem diabetes ou está lutando contra a
obesidade também pode se beneficiar da leguminosa.

“Tem carboidratos complexos, ou seja, possuem uma metabolização
lenta no organismo. Por também ser rico em fibras, proporciona
sensação de saciedade e a pessoa só vai sentir fome bem mais tarde”,
explica a nutricionista baiana Solange Carvalho.

Os pesquisadores da Embrapa Hortaliças destacam que as sementes do
grão-de-bico também acumulam mais fitoestrogênios do que as do
feijão - substâncias que têm ação preventiva na osteoporose e de
problemas cardiovasculares. Os fitoestrogênios também são usados na
reposição hormonal após a menopausa.

recebido por e mail de Leite da Terra

Tuesday, January 19, 2010

Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, 30 e 31 de Janeiro




Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural, Janeiro de 2010
Segredos da Horta
Introdução à Alimentação Vegetariana Natural

Edição de Janeiro – 30 e 31, das 10h30 até às 18h00
Contribuição: 65,00 €

Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural,
Somos aquilo que comemos. Sendo a alimentação tão preponderante naquilo que somos e fazemos porque é que, tantas vezes, praticamos uma alimentação tão insconciente e descuidada? Não acaba por ser inevitável o surgimento de tantos problemas de saúde associados ao nosso estilo de vida e alimentação insconciente? O Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural é uma óptima oportunidade para investir em algo tão importante como a alimentação. Aprender a cozinhar e comer de forma consciente, equilibrada, eticamente e ecologicamente em harmonia, aprender alguns dos fundamentos mais importantes na alimentação vegetariana natural. Com todo o gosto! Claro.

A alimentação vegetariana, em geral, é uma alimentação ecologicamente mais sustentável, eticamente mais correcta, nutricionalmente mais diversificada e rica e sem dúvida
deliciosa e atraente

Ao longo da história, e ao contrário do mito que vai prevalecendo de que o Homem é essencialmente omnívoro, diversas civilizações e algumas figuras particularmente proeminentes da história da humanidade praticavam e praticam, por diversas razões, uma alimentação essencialmente vegetariana (Leonardo da Vinci, Platão, Sócrates, Henry David Thoreau, entre outros).
Ainda que vivendo numa sociedade onde o consumo de carne é comum e predominante, o vegetarianismo por motivos de ordem ética, ecológica, religiosa e espiritual encontra-se cada vez mais difundido, estando também implícito em novos paradigmas de aproximação da humanidade à Natureza.
O ser vivo (o ser humano) é um ser constituído por uma dimensão biológica, psicológica e espiritual. A nutrição não é pois a mera satisfação de uma necessidade biológica elementar mas, muito mais do que isso, é um processo de transmissão energética e de profundo inter-relacionamento do ser vivo com o meio onde se insere. Logo, daí se depreende que um alimentação que tem por base o sacrifício e sofrimento de milhares de animais tem um enorme potencial de gerar profundas desarmonias desde logo ao nível da própria saúde de quem se alimenta principalmente de carne. O Vegetarianismo é uma opção cada vez mais válida, eticamente correcta e, em geral, ecologicamente mais sustentável. Conhecê-lo é entrar num fascinante mundo de sabores, paladares e alimentos.
"Conhecimento que não se transmite é conhecimento condenado à sua própria extinção."
Segredos da Horta
Segredos da Horta é um projecto que tem por finalidade a divulgação da "cozinha vegetariana" nas suas diversas vertentes: nutricional, psico-biológica e filosófica. Consiste, essencialmente, na realização de "oficinas" práticas de formação no decorrer das quais são transmitidos conhecimentos práticos de confecção e preparação de refeições vegetarianas segundo princípios básicos de uma alimentação natural e saudável.
Segredos da Horta é pois uma nova forma de olhar para a arte da nutrição.
É uma nova forma de desmistificar ideias pré-concebidas e dar a conhecer esse mundo tão fascinante que é o da alimentação e nutrição vegetariana. Porque a alimentação vegetariana não é só "comer vegetais" mas sim, e muito mais, uma forma diferente e talvez melhor de estar na vida. Uma forma simples, consciente e deliciosa!

O Hortelão
Pedro Jorge Pereira, vegetariano há cerca de 9 anos, na maior parte deles de forma integral (Vegan) é cozinheiro vegetariano profissional desde 2002. Foi cozinheiro no Restaurante Nakité, no Porto, e Daterra, em Matosinhos, integrando neste momento a Associação Cultural Casa da Horta. É formador sobretudo no projecto Segredos da Horta. Tem simultaneamente vindo a colaborar e desenvolver vários outros projectos e iniciativas na área da alimentação vegetariana natural e de educação ecológica e social.

"A alimentação vegetariana, muito mais do que uma mera opção enquanto regime alimentar, representa uma forma de estar na vida e de encarar a saúde como um todo. Pratico um regime alimentar vegetariano desde há alguns anos e tenho vindo a descobrir no mundo da alimentação vegetariana todo um universo fascinante e repleto de conhecimento e sabores. Conhecimento esse que, ao contrário do que dizem diversos mitos pré estabelecidos em relação ao mesmo, é muito simples de desenvolver e colocar em prática no dia-a-dia."
Pedro Jorge Pereira

Oficinas
As oficinas a realizar serão compostas por uma introdução teórica, na qual serão abordados alguns dos conceitos principais relacionados com uma nutrição consicente e natural, sendo depois seguidas da componente prática nas quais são preparados e confeccionados diversos pratos vegetarianos.
Durante a parte prática são preparados Menus vegetarianos compostos de entradas, sopa, prato principal e sobremesa.
No final de cada oficina decorre uma refeição onde são saboreados os pratos confeccionados.

Principais conceitos abordados
Principais motivos para adoptar uma alimentação vegetariana
Diferentes tipos de vegetarianismo
Noções básicas de nutrição vegetariana
Ingredientes / Condimentos básicos numa alimentação vegetariana Natural
Alguns dos princípios mais importantes a seguir numa alimentação vegetariana

Sábado, 30 de Janeiro – manhã
Formação teórica
Paté de Tofu e Ervas
Salada de Quinoa com rebentos germinados
Pudim de Sêmola e Pêra

Sábado, 30 de Janeiro – tarde
Formação teórica
Entrada: Pãezinhos de Ervas
Prato principal: Souflé de Grão com Alho Francês
Acompanhamento: Cous-Cous Exótico com Legumes Estufados
Sobremesa: Mousse de Alfarroba

Domingo, 31 de Janeiro – manhã
Extra: Papas de cereais para pequeno almoço
Sopa: Caldo de Azuki
Prato principal: Tofu Assado no Forno com Molho de Gengibre
Acompanhamento: Arroz Integral e Legumes no Vapor com Sementes
Sobremesa: Bolo de Especiarias

Domingo, 31 de Janeiro - tarde
Formação teórica – encerramento da formação

O valor do curso incluí:
- Formação durante a oficina (2 dias completos) e acessoria em alimentação natural após;
- Refeições;
- Oferta de livro;
- Caderno com os materiais pedagógicos e receitas;

mais informações e incrições em:

Segredos da Horta - Pedro Jorge Pereira
93 4476236
segredosdahorta@gmail.com
http://segredosdahorta.blogspot.com/


Número de inscrições limitado (por razões de ordem logística). Prioridade de acesso ao curso por ordem de inscrição.
Contribuição: (inclui curso completo, refeições e manual): 65 hortinhas

Friday, December 25, 2009

O impacto da produção da carne no ambiente



O impacto da produção da carne no ambiente é colossal face à produção de vegetais. Em 1997 quando nos EUA, existiam pouco mais de 265 milhões de pessoas (1), no relatório (2) publicado nesse ano pela Universidade de Cornell, afirmava que os EUA podiam alimentar 800 milhões de pessoas com o grão que era dado ao gado. No mesmo relatório afirma-se também que são necessários oito vezes mais combustíveis fósseis para produzir proteína animal do que proteína vegetal e que a primeira é apenas 1,4 vezes mais nutritiva do que a segunda.

A adicionar a este aspecto, a produção de alimentos animais consome volumes muito elevados de recursos hídricos. Num mundo onde actualmente um terço (3) da população não tem acesso a água para as suas necessidades diárias a escassez deste recurso torna-se cada vez maior, à medida que a população aumenta e países como a Austrália (4), Argentina (5), ou estados como a Califórnia (6) se vêem assolados por secas severas. Sendo assim, é necessário gerir melhor este recurso que é a base da vida no nosso planeta. A partir do gráfico ao lado é possível observar a quantidade de água necessária para a produção de um quilograma de diferentes alimentos, com os alimentos animais a dominarem o topo da escala, como os mais consumidores sendo que, um quilograma de carne bovina necessita mais de 700% de água do que um quilograma de feijão de soja.

Embora o consumo de combustíveis fósseis e o consumo de água já sejam factores muito importantes, é importante também ter em conta que, em 25 anos 40% da floresta Amazónica já foi destruída (7), isto para campos para alimentar o gado que é servido à mesa dos países industrializados.

Por fim, é também importante referir o impacto dos gases com efeito de estufa, provenientes das criações animais. Uma vez mais, a pecuária surge no topo da lista, pois a fermentação entérica dos ruminantes dos quais se destacam os bovinos, são os maiores responsáveis pela emissão de metano, gás que, embora em termos de quantidade libertada venha a seguir ao dióxido de carbono, é 21 vezes mais poluente (8).

Em resumo, a fermentação entérica é um processo que decorre na digestão dos ruminantes onde através da fermentação os micróbios tornam o alimento, digerível pelo animal e, é neste processo que é produzido o metano (9).

Note-se ainda que se juntar as emissões dos processos digestivos ao estrume, a pecuária afasta-se ainda mais dos outros responsáveis pela emissão do metano. De forma a ficar com uma ideia mais concreta, e se falarmos do dióxido de carbono, um quilograma de carne de vaca produz tanto dióxido carbono quanto uma viagem de 250km de carro (10).

A indústria pecuária é a actividade que mais contribui para os gases com efeito de estufa, ultrapassando as emissões do sector dos transportes (automóveis, aviões e outros veículos), sendo assim responsável pela emissão de 18% de gases que contribuem para as alterações climáticas (11).

Assim pode verificar-se que a produção de carne produz uma factura ambiental muito grande, através do consumo de combustíveis fósseis, do consumo de recursos hídricos, de solo e ainda é um grande produtor de gases com efeito de estufa. Portanto é responsabilidade de cada um, o Planeta que se quer deixar às gerações futuras.

Talvez por isso é que Lord Stern, antigo economista chefe do Banco Mundial e actual professor na London School of Economics alertou aos leitores do Times, que uma dieta vegetariana é melhor para o ambiente (12).


Referências:
(1) Population Profile of the United States (1997), U. S. Department of Commerce
(2) http://www.news.cornell.edu/releases/aug97/livestock.hrs.html
(3) http://www.who.int/features/factfiles/water/en/index.html
(4) http://www.mdba.gov.au
(5) http://www.bbc.co.uk/weather/world/news/25012009news.shtml
(6) http://www.water.ca.gov/drought/
(7) http://www.prijatelji-zivotinja.hr/index.en.php?id=442
(8) http://pollution.unibuc.ro/?substance=3
(9) http://www.epa.gov/methane/sources.html
(10) http://www.newscientist.com/article/mg19526134.500
(11) Livestock Long Shadow, FAO (2006) - http://www.fao.org/docrep/010/a0701e/a0701e00.HTM
(12) http://www.timesonline.co.uk/tol/news/environment/article6891362.ece

Copyright Centro Vegetariano. Reprodução permitida desde que indicando o endereço: http://www.centrovegetariano.org/Article-535.html

Monday, August 17, 2009

Vacas e ovelhas poluem mais do que os carros



Vacas e ovelhas poluem mais do que os carros

por BRUNO ABREU

Apesar do ar inofensivo, vacas, búfalos ou camelos são das maiores ameaças para o ambiente. A produção de carne e as emissões de gases destes animais contribuem em 18% para o aumento do aquecimento global. Mais do que o sector dos transportes (13,5%). A solução passa por mudar a alimentação do gado, mas também a nossa, reduzindo o consumo de carne.

Está a pensar trocar o seu automóvel por um carro de bois para ajudar o ambiente? Esqueça. As vacas são das maiores responsáveis por emissões de gases poluentes para a atmosfera. Ao todo, o sector da criação de gado é o culpado por de 18% das emissões, bem mais do que o dos transportes, responsável por "apenas" 13,5% desta ameaça ao ambiente.

A culpa é do sistema digestivo de ruminantes como as vaca, ovelhas, búfalos ou camelos, mas também de animais como o porco, que funciona como uma pequena fábrica de metano, um gás 20 vezes mais prejudicial para o ambiente do que o dióxido de carbono emitido pelos meios de transporte, que é enviado para a atmosfera pelo estrume e flatulência.

Só estes animais produzem 9% das emissões enviadas para a atmosfera. Os outros 9% vêm dos processos necessários à produção - alterações dos terrenos para uso como pastagens, criação de gado, transporte dos animais e da carne para os talhos.

Para combater o problema dos gases do gado, cientistas por todo o mundo tentam descobrir maneiras de "suavizar" a digestão destes animais.

Desde Janeiro que as vacas de 15 quintas em Vermont, Estados Unidos, têm sido postas à prova com a introdução de uma nova dieta. Em vez das habituais refeições compostas de milho e soja, é-lhes dado alfafa, sementes de linhaça e trevos. Os dados recolhidos até ao mês passado mostram que os níveis de metano enviados para a atmosfera desceram 18%, enquanto a produção de leite se manteve.

A nova dieta é de facto a responsável por esta descida das emissões poluentes: os alimentos dados às vacas são mais fáceis de mastigar e digerir, o que faz com que os animais engulam menos ar ao comer.

Guy Chornier, produtor de iogurtes, notou que as vacas da herdade estão "mais saudáveis", com o "couro mais brilhante e o hálito mais suave". "Suavizar" o hálito das vacas é algo urgente, dizem os cientistas climáticos. As vacas têm no estômago uma bactéria que faz com que arrotem metano, e alguns estudos indicam que cada animal expele uma média de 500 litros deste gás para a atmosfera por ano.

Fazendo uma conta rápida: em Portugal existe um milhão e meio de cabeças de gado.

Se cada vaca envia para a atmosfera 500 litros de metano, temos 750 milhões de litros deste gás na atmosfera todos os anos apenas devido ao gado bovino existente.

Agora é fazer as contas a países como o Brasil (189 milhões de cabeças de gado), Índia (187 milhões) e China (110 milhões), isto referindo apenas os três países com mais gado bovino.

Estes valores são apenas metade dos produzidos pela indústria da carne. Um relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) adiciona ainda os gases emitidos durante esta produção.

Para ter uma ideia, para se conseguir um quilo de carne polui-se tanto como conduzir um automóvel citadino durante 250 quilómetros e produz energia suficiente para acender uma lâmpada de 100 watts durante 20 dias.

Esperando-se que a produção de leite e carne duplique nos próximos 30 anos, as Nações Unidas consideram a criação de gado uma das mais sérias ameaças para o clima.

Nos Estados Unidos, a ameaça foi levada muito a sério e já começou o programa "vaca do futuro", que procura reduzir um quarto do total das emissões da indústria da carne até ao fim da próxima década.

Os cientistas estão a tentar de tudo para resolver este problema: começando pela genética - investigando vacas que emitem naturalmente menos metano - até fazer alterações nas próprias bactérias produtoras do gás.


http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1262025&seccao=Biosfera

Tuesday, July 28, 2009

Universidade Vegetariana de Verão 09

Universidade Vegetariana de Verão 09
Casa da Horta – Porto
Introdução à Alimentação Vegetariana Natural


1ª Edição – 5, 6 e 7 de Agosto, às 18h30

2ª Edição – 12, 13 e 14 de Agosto, às 18h30

Contribuição: 55,00 €


Universidade Vegetariana de Verão

Somos aquilo que comemos. Sendo a alimentação tão preponderante naquilo que somos e fazemos porque é que, tantas vezes, praticamos uma alimentação tão insconciente e descuidada? Não acaba por ser inevitável o surgimento de tantos problemas de saúde associados ao nosso estilo de vida e alimentação insconciente? Este Verão a “Universidade Vegetariana de Verão” é uma óptima oportunidade para investir nalgo tão importante como a alimentação. Aprender a cozinhar e comer de forma consciente, equilibrada, eticamente e ecologicamente em harmonia, Aprender alguns dos fundamentos mais importantes na alimentação vegetariana natural. Com todo o gosto! Claro.

A alimentação vegetariana, em geral, é uma alimentação ecologicamente mais sustentável, eticamente mais correcta, nutricionalmente mais diversificada e rica e sem dúvida
deliciosa e atraente

Ao longo da história, e ao contrário do mito que vai prevalecendo de que o Homem é essencialmente omnívoro, diversas civilizações e algumas figuras particularmente proeminentes da história da humanidade praticavam e praticam, por diversas razões, uma alimentação essencialmente vegetariana (Leonardo da Vinci, Platão, Sócrates, Henry David Thoreau, entre outros).

Ainda que vivendo numa sociedade onde o consumo de carne é comum e predominante, o vegetarianismo por motivos de ordem ética, ecológica, religiosa e espiritual encontra-se cada vez mais difundido, estando também implícito em novos paradigmas de aproximação da humanidade à Natureza.

O ser vivo (o ser humano) é um ser constituído por uma dimensão biológica, psicológica e espiritual. A nutrição não é pois a mera satisfação de uma necessidade biológica elementar mas, muito mais do que isso, é um processo de transmissão energética e de profundo inter-relacionamento do ser vivo com o meio onde se insere. Logo, daí se depreende que um alimentação que tem por base o sacrifício e sofrimento de milhares de animais tem um enorme potencial de gerar profundas desarmonias desde logo ao nível da própria saúde de quem se alimenta principalmente de carne. O Vegetarianismo é uma opção cada vez mais válida, eticamente correcta e, em geral, ecologicamente mais sustentável. Conhecê-lo é entrar num fascinante mundo de sabores, paladares e alimentos.

"Conhecimento que não se transmite é conhecimento condenado à sua própria extinção."

Segredos da Horta

Segredos da Horta é um projecto que tem por finalidade a divulgação da "cozinha vegetariana" nas suas diversas vertentes: nutricional, psico-biológica e filosófica. Consiste, essencialmente, na realização de "oficinas" práticas de formação no decorrer das quais são transmitidos conhecimentos práticos de confecção e preparação de refeições vegetarianas segundo princípios básicos de uma alimentação natural e saudável.

Segredos da Horta é pois uma nova forma de olhar para a arte da nutrição. É uma nova forma de desmistificar ideias pré-concebidas e dar a conhecer esse mundo tão fascinante que é o da alimentação e nutrição vegetariana. Porque a alimentação vegetariana não é só "comer vegetais" mas sim, e muito mais, uma forma diferente e talvez melhor de estar na vida. Uma forma simples, consciente e deliciosa!

O Hortelão

Pedro Jorge Pereira, vegetariano há cerca de 9 anos, na maior parte deles de forma integral (Vegan) é cozinheiro vegetariano profissional desde 2002. Foi cozinheiro no Restaurante Nakité, no Porto, e Daterra, em Matosinhos, integrando neste momento a Associação Casa da Horta. É formador sobretudo no projecto Segredos da Horta. Tem simultaneamente vindo a colaborar e desenvolver vários outros projectos e iniciativas na área da alimentação vegetariana natural e de educação ecológica e social.

"A alimentação vegetariana, muito mais do que uma mera opção enquanto regime alimentar, representa uma forma de estar na vida e de encarar a saúde como um todo. Pratico um regime alimentar vegetariano desde há alguns anos e tenho vindo a descobrir no mundo da alimentação vegetariana todo um universo fascinante e repleto de conhecimento e sabores. Conhecimento esse que, ao contrário do que dizem diversos mitos pré estabelecidos em relação ao mesmo, é muito simples de desenvolver e colocar em prática no dia-a-dia."

Pedro Jorge Pereira

Oficinas

As oficinas a realizar serão compostas por uma introdução teórica, na qual serão abordados alguns dos conceitos principais relacionados com uma nutrição consicente e natural, sendo depois seguidas da componente prática nas quais são preparados e confeccionados diversos pratos vegetarianos.
Durante a parte prática são preparados Menus vegetarianos compostos de entradas, sopa, prato principal e sobremesa.
No final de cada oficina decorre uma refeição onde são saboreados os pratos confeccionados.

Sessão 1 – Introdução
Principais motivos para adoptar uma alimentação vegetariana
Diferentes tipos de vegetarianismo
Noções básicas de nutrição vegetariana
Ingredientes / Condimentos básicos numa alimentação vegetariana Natural
Alguns dos princípios mais importantes a seguir numa alimentação vegetariana

Menu leve
Paté de Pesto de Tofu
Salada de Quinoa com rebentos
Bolo de Especiarias

Sessão 2 – Menu
Entrada Pãezinhos de Ervas
Prato principal Tofu Assado no Forno com Molho de Gengibre
Acompanhamento Arroz Integral e Legumes no Vapor com Sementes
Sobremesa Mousse de Alfarroba

Sessão 3 – Menu
Sopa Caldo de Azuki
Prato principal Souflé de Grão com Alho Francês
Acompanhamento Cous-Cous Exótico com Legumes Estufados
Sobremesa Manjar Branco

O valor do curso incluí:
- Formação durante a oficina (3 dias) e acessoria em alimentação natural após;
- Refeições (dois jantares completos e refeição leve no primeiro dia);
- Oferta de livro;

- Materiais pedagógicos diversos

mais informações e incrições em:

Casa da Horta – Associação Cultural

222024123 / 93 726 75 41

casadahorta@pegada.net

http://casadahorta.pegada.net/


Segredos da Horta - Pedro Jorge Pereira

93 4476236

segredosdahorta@gmail.com

http://segredosdahorta.blogspot.com/

Número de inscrições limitado (por razões de ordem logística). Prioridade de acesso ao curso por ordem de inscrição.
Contribuição: (inclui curso completo, refeições e manual): 55 hortinhas



Saturday, June 20, 2009

Picnic Vegetariano, Domingo, 28 de Junho



Picnic Vegetariano, Domingo, 28 de Junho
no Parque Municipal das Virtudes (Porto)

Casa da horta - Associação Cultural
222024123 / 965545519
Agora que o bom tempo começa a surgir, a Casa da Horta convida toda a gente para um Picnic vegetariano no dia 28 de Junho (Domingo), no fantástico Parque Municipal das Virtudes (perto da Cordoaria - Porto) com diversas actividades e associações presentes das 12:30 às 18 horas.

Vão haver actividades para miúdos e graúdos (origami, papagaios de papel, conto para crianças “A balada do Caracol Edmundo”), demonstração de fornos solares (a Casa da Horta vai levar uns petiscos para serem cozinhados nos fornos, se o bom tempo ajudar) e algumas surpresas!

Vão estar presentes as seguintes entidades com bancas de divulgação:

BioBébés
Campo Aberto
Centro Vegetariano
GAIA
Oriente no Porto
Plataforma Transgénicos Fora do Prato
Raízes - agricultura biológica
Refúgio das Patinhas

A ideia é cada participante trazer petiscos vegetarianos para partilhar!
E não te esqueças dos teus utensílios reutilizáveis! E claro, da toalha de picnic!

Cartaz:
http://2.bp.blogspot.com/_uD5PNp4WZJw/SjvdaiZW1LI/AAAAAAAACmc/5k9v6r9qvwY/s1600-h/pic+nic_1024.jpg

Mapa:
http://maps.google.pt/maps/ms?ie=UTF8&hl=pt-PT&t=h&msa=0&msid=111755082596135729936.00046b6f3f924a1a45a17&ll=41.145457,-8.618785&spn=0.003951,0.007178&z=17

Monday, December 22, 2008

Queijo: nem sempre vegetariano


Queijo: nem sempre vegetariano

O queijo é um dos derivados do leite mais consumidos. Pode ser feito a partir de leite de várias origens, incluindo de cabras, ovelhas e búfalas, sendo o leite de vaca a origem mais comum [1]. Alguns dos seus componentes mais conhecidos são a lactose (um açúcar) e as caseínas (proteínas).
O fabrico de queijo pode seguir um de três processos: a precipitação por ácido e aquecimento, a precipitação só por aquecimento ou a coagulação.
A precipitação por aquecimento ou com a ácido dá origem à maior parte dos queijos frescos, enquanto que a coagulação, para onde é dirigida a maior fatia de leite destinado a queijo, é utilizada para os queijos curados ou amarelos [4].
A maioria destes queijos é feito com a adição de coalho contendo a enzima quimosina, que corta proteínas específicas do leite (as caseínas-k) e separando assim o leite em coágulo e soro. No soro fica a água e a maior parte das proteínas. O coágulo, que vai dar origem ao queijo, contém a gordura do leite concentrada cerca de 10 vezes e precisa ainda de atravessar o processo de cura, em que é sujeito à acção de bactérias ou fungos, antes de poder ser consumido [4].
O coalho usado para estes queijos pode ser de origem vegetal, animal, fúngica ou bacteriana. O coalho de origem animal chama-se renina, também contém a enzima quimosina e é geralmente proveniente do estômago dos bezerros, embora possa ser obtido de outros animais [3].
Como a quantidade de quimosina que se consegue obter dos bezerros é sempre inferior às exigências de mercado, hoje em dia a maior parte da quimosina utilizada é produzida laboratorialmente com leveduras, fungos ou bactérias geneticamente modificadas (num processo semelhante à produção de insulina)[3].

Queijos tradicionais com certificação de origem mantém o modo de produção original e utilizam o coalho proveniente do estômago dos bezerros. Por exemplo, o queijo Cheddar tradicional é feito com coalho de estômago de bezerro. Este coalho corta as caseínas do leite em pequenos péptidos provocando a coagulação, e durante a cura estes são atacados por enzimas chamadas peptidases provenientes de uma cultura bacteriana específica adicionada ao preparado, o que leva à produção do típico sabor Cheddar [3].
Em 1967 foi descoberto um fungo com uma enzima capaz de coalhar o leite, e pouco depois a investigação desenvolveu um produto baseado numa substância do fungo Rhizomucor miehei que veio substituir quase metade do coalho usado mundialmente [2].

Em Portugal, a produção dos queijos com Denominação de Origem Protegida (DOP) tem de obedecer ao modo de produção tradicional explícito no Caderno de Especificações, pelo que é fácil identificar queijos feitos com coalho de origem animal: O Queijo Rabaçal, o Queijo de Cabra Transmontano, o Queijo Terrincho, o Queijo Picante e o Queijo Amarelo da Beira Baixa, o Queijo de S.Jorge e o Queijo do Pico.
Por outro lado o Queijo da Serra da Estrela Velho, o Queijo da Serra da Estrela Amanteigado, o Queijo de Castelo Branco, o Queijo de Nisa, o Queijo de Évora, o Queijo Mestiço de Tolosa, o Queijo de Azeitão e o Queijo de Serpa são coagulados com o cardo Cynara Cardunculus [5].
O tipo de coalho usado em qualquer queijo tradicional dentro da União Europeia e que tenha rotulagem de Denominação de Origem Protegida pode ser facilmente verificado através da Internet. Os queijos industriais geralmente não têm indicações dessa natureza no rótulo e é necessário obter informação junto à empresa sobre o tipo de coalho utilizado.

Quem deseja manter uma dieta vegana, sem nenhum produto de origem animal, pode optar pelo queijo vegano. Há diversas marcas à venda, e também é possível preparar queijo creme vegano em casa utilizando a máquina de leite de soja e o respectivo coagulante para tofu.


Receita de queijo creme vegano
1 l de leite de soja frio
1 pacote de coagulante para tofu
1 dente de alho pequeno esmagado
ervas da Provence
noz moscada moída
sal

Coagular o leite de soja e escorrer o excesso de líquido. Colocar o creme numa tigela e adicionar as ervas, 1 pitada de noz moscada moída e o dente de alho. Moer tudo com a varinha mágica. Temperar com sal.
Guarda-se no frigorífico.




Referências:
[1] A. S. Grandison and M. J. Lewis, Separation Processes in The Food And Biotechnology Industries - Principles and Applications , Woodhead Publishing, 1996, Cambridge.

[2]Armin Fiechter, T.Scheper, Advances in Biochemical Engineering/Biotechnology,Vol. 69, Springer-Verlag, 2000, Berlin.

[3] Elmer H. Marth, James L. Steele, Applied Dairy Microbiology, Marcel Dekker, Inc.,2001, NY.

[4] P.F. Fox and P.L.H. McSweeney, Dairy Chemistry and Biochemistry, Published by Blackie Academic & Professional, 1998, London.

[5] várias fontes, incluindo as regiões de turismo das respectivas zonas geográficas.

Wednesday, August 20, 2008

PETIÇÃO 'COMIDA vs ALIMENTAÇÃO'


Não é de facto aceitável, desde logo do ponto de vista ecológico, que a nossa sociedade continue a consumir carne nas proporções que se conhecem. Para além do aspecto ético, que se prende com o sofrimento e sacríficio de milhares de seres vivos inocentes, o consumo de carne implica um tremendo impacto ecológico, dada a quantidade de água, terra, cereais entre outros recursos necessários para “criar” os animais para abate. Por outro lado, são cada vez mais evidentes os aspectos negativos do consumo de carne (doenças cardio-vasculares, determinados tipos de cancros que parecem estar associados a um consumo elevado de carne, ingestão de antibióticos e hormonas usados na criação pecuária, etc.)

Nessa perspectiva, não faz sentido que hábitos culturais de uma sociedade de consumo insconciente continuem a falar mais alto do que a possibilidade de cada um de nós fazer algo mais pelo planeta, pelas outas espécies animais e, já agora, por cada um de nós próprios.

Nesse sentido o vegetarianismo consciente enquanto alimentação ecologicamente mais sustentável, eticamente mais correcta e nutricionalmente mais diversificada e rica é uma opção que urge adoptar por cada vez mais indivíduos conscientes e activos.

Um pequeno contributo nesse sentido que cada um de nós pode dar, para além de se informar, praticar e aprender mais sobre a alimentação vegetariana, é assinar a seguinte petição:



PETIÇÃO 'COMIDA vs ALIMENTAÇÃO'

18/08/2008

http://un.evana.org/sign.php?lang=pt



PETIÇÃO

PARA: Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon

CÓPIA:

FAO - Director-Geral Dr. Jacques Diouf

WHO - Director Geral Dr. Margaret Chan



Lançado por:

-Jens Holm, Representante sueco no Parlamento Europeu

-Swiss Union for Vegetarianism (União Suíça para o Vegetarianismo)

-European Vegetarian and Animal News Alliance (EVANA)

(Aliança Europeia para Notícias de Vegetarianismo e Animais)



'COMIDA vs ALIMENTAÇÃO'



Caro Sr. Secretário-Geral,



Em 1996, a “Declaração de Roma para a Segurança Alimentar” reafirmou “o direito de todas as pessoas de terem acesso a comida segura e nutritiva”. Os signatários também plasmaram nela o seu desejo político de “erradicar a fome de todos os países.”

Em 2008, desnutrição e fome em muitas partes do mundo estão não só a aumentar como a causar novos picos de sofrimento. Colheitas más e perdidas, escalada de preços, práticas de cultivo insustentáveis são apenas alguns dos factores que contribuem para colocar em risco de morte as pessoas mais vulneráveis.

Não é aceitável que nem mesmo numa situação negra, com fome e desnutrição a matarem aproximadamente seis milhões de crianças por ano, elevadas percentagens de vegetais produzidos são ainda usados para alimentar animais.

Em nome da humanidade, uma comunidade global responsável não pode continuar a investir 7-16 Kg de grão ou feijão de soja, quase 15 500 litros de água e 323 m2 de área de pasto na produção de apenas um quilo de bife para aqueles que têm meios de pagar por ele. Precisamos

desesperadamente de meios mais acessíveis e sustentáveis de garantir comida para todos.

Infelizmente, embora especialistas da FAO considerem “o gado a maior ameaça para o ambiente”, eles apenas recomendam formas diferentes de produção, algumas das quais susceptíveis de colocar ainda mais em risco um ambiente já vulnerável, talvez comprometendo a sua recuperação.

Todas as pessoas famintas, muitos milhões de vegetarianos e aqueles que procuram alternativas holísticas para tradições destrutivas têm o direito de esperar de quem tem o poder de decidir, governos e organizações internacionais, uma investigação científica de todas as alternativas disponíveis, incluindo o vegetarianismo. Este recurso e estilo de vida merece uma investigação séria e um esforço promocional, se não por outro motivo, pelo seu potencial de decidir a batalha “comida VS alimentação” em favor da humanidade.

Por este motivo, apelamos às Nações Unidas e suas agências que deixem de ignorar o vegetarianismo, e em vez disso estudem os seus múltiplos benefícios, com o objectivo de incorporá-los em futuras estratégias para um mundo livre de fome.



Quem subscrever o conteúdo da carta abaixo, pode assiná-la em

http://un.evana.org/sign.php?lang=pt



E, por favor, divulgue massivamente esta petição. Obrigada!

Thursday, July 24, 2008

Tuesday, July 08, 2008

Friday, June 13, 2008

Curso de Introdução à Alimentação Vegetariana Natural

Casa da Horta – Porto

29 e 30 de Junho, 7 de Julho de 2008

_ _ _

,

Domingo, 29 de Junho, das 16h às 19h

2ªfeiras, 30 de Junho e 7 de Julho, das 19h às 23h


Casa da Horta – Porto


número limite máx. de inscrições: 7

número limite min. de inscrições: 4


inscrições:

Casa da Horta (Diana Dias)

93 7267541

inscrições@casadahorta.pegada.net


http://casadahorta.pegada.net/


ou


Segredos da Horta (Pedro Jorge Pereira)

93 4476236

ecotopia@tvtel.pt ou segredosdahorta@gmail.com


http://segredosdahorta.blogspot.com/


contribuição (inclui curso completo, refeições e manual): 35 abóboras ou 30 abóboras (para formandos em situação económica comprovadamente desfavorecida)


_ _ _


Introdução / breve contexto


Ao longo da história, e ao contrário do mito que vai prevalecendo de que o Homem é essencialmente omnívoro, diversas civilizações e algumas figuras particularmente proeminentes da história da humanidade praticavam, por diversas razões, uma alimentação essencialmente vegetariana (p.ex. Leonardo da Vinci, Platão, Socrates, Henry David Thoreau, etc.) ...

Ainda que vivendo numa sociedade onde o consumo de carne é comum e predominante, o vegetarianismo por motivos de ordem ética, ecológica, religiosa e espiritual encontra-se cada vez mais difundido, estando também implícito em novos paradigmas de aproximação da humanidade à Natureza.

O ser vivo (o ser humano) é um ser constituído por uma dimensão biológica, psicológica e espiritual. A nutrição não é pois a mera satisfação de uma necessidade biológica elementar mas, muito mais do que isso, é um processo de transmissão energética e de profundo inter-relacionamento do ser vivo com o meio onde se insere. Logo, daí se depreende que um alimentação que tem por base o sacrifício e sofrimento de milhares de animais tem um enorme potencial de gerar profundas desarmonias desde logo ao nível da própria saúde de quem se alimenta principalmente de carne.

O Vegetarianismo é uma opção cada vez mais válida, éticamente correcta e, em geral, ecologicamente mais sustentável. Conhecê-lo é entrar num fascinante mundo de sabores, paladares e alimentos.



Conhecimento que não se transmite é conhecimento condenado à sua própria extinção.”



Segredos da Horta



Segredos da Horta é um projecto que tem por finalidade a divulgação da “cozinha vegetariana” nas suas diversas vertentes: nutricional, psico-biológica e filosófica; e consiste, essencialmente, na realização de “oficinas” práticas de formação no decorrer das quais são transmitidos conhecimentos práticos de confecção e preparação de refeições vegetarianas segundo princípios básicos de uma alimentação natural e saudável.


Segredos da Horta é pois uma nova forma de olhar para a arte da nutrição. É uma nova forma de desmistificar ideias pré-concebidas e dar a conhecer esse mundo tão fascinante que é o da alimentação e nutrição vegetariana. Porque a alimentação vegetariana não é só "comer vegetais" mas sim, e muito mais, uma forma diferente e talvez melhor de estar na vida. Uma forma simples, consciente e deliciosa!



Apresentação


Pedro Jorge Pereira, vegetariano há cerca de 7 anos, na maior parte deles de forma integral (Vegan) é cozinheiro vegetariano profissional desde 2002. Foi cozinheiro no Restaurante Nakité, no Porto, e Daterra, em Matosinhos, e é formador sobretudo no projecto Segredos da Horta. Tem simultaneamente vindo a colaborar e desenvolver vários outros projectos e iniciativas na área da alimentação vegetariana natural e de educação ecológica e social.


A alimentação vegetariana, muito mais do que uma mera opção enquanto regime alimentar, representa uma forma de estar na vida e de encarar a saúde como um todo. Pratico um regime alimentar vegetariano desde há alguns anos e tenho vindo a descobrir no mundo da alimentação vegetariana todo um universo fascinante e repleto de conhecimento. Conhecimento esse que assumo como principal missão dar a conhecer, partilhar e aprofundar. Conhecimento esse que, ao contrário do que dizem diversos mitos pré estabelecidos em relação ao mesmo, é muito simples de desenvolver e colocar em prática no dia-a-dia.”

Pedro Jorge Pereira


A alimentação vegetariana, em geral, é uma alimentação ecologicamente mais sustentável, eticamente mais correcta, nutricionalmente mais diversificada e rica e, já agora, sem dúvida a mais deliciosa e atraente!


Oficina


As oficinas a realizar serão compostas por uma breve introdução teórica, na qual serão abordados alguns dos conceitos principais, sendo depois seguidas da componente prática nas quais são preparados e confeccionados diversos pratos vegetarianos.

Durante a parte prática são preparados Menus vegetarianos compostos de entradas, sopa, prato principal e sobremesa.

No final de cada oficina decorre uma refeição onde são saboreados os pratos confeccionados.


Sessão 1 – introdução

Principais motivos para adoptar uma alimentação vegetariana

Diferentes tipos de vegetarianismo

Noções básicas de nutrição vegetariana

Ingredientes / Condimentos básicos numa alimentação vegetariana Natural

Alguns dos princípios mais importantes a seguir numa alimentação vegetariana


Sessão 2 - Menu

Entrada

Hummus de Grão de Bico e pãezinhos de Ervas

Prato principal

Tofu estufado com molho de Cogumelos

Acompanhamento

Arroz Integral e legumes no vapor

Sobremesa

Bolo de Alfarroba


Menu Sessão 3

Sopa

Sopa de Cogumelos e Espinafres

Prato principal

Souflé de Grão com Alho Francês

Acompanhamentos

Quinoa com legumes salteados

Sobremesa

Pudim de Côco


O valor do curso incluí:


- Formação durante a oficina;

- Acessoria posterior em alimentação vegetariana natural para todos os formandos;

- Regalias em oficinas e eventos posteriores;

- Refeições (dois jantares completos);

- Oferta de livro


Sunday, June 08, 2008

Tofu Panado com Salada Russa


Tofu Panado com Salada Russa

Tuesday, May 13, 2008

Procuro ESPAÇO à minha Procura


Sou Pedro Jorge, cozinheiro vegetariano com cerca de 5 anos de experiência, e procuro Espaço (cultural, ou associativo, ou terapêutico, etc.) com Mente Aberta para desenvolver projecto de alimentação vegetariana. Cozinho alimentação vegetariana caseira, com uma elevada preocupação/consciência ecológica e nutricional, e gostaria de encontrar um espaço onde possa disponibilizar, a preços acessíveis, essa alimentação ao público. Eventualmente almoços de 2ª a 6ªf, mas receptivo a outras possibilidades.

Na área do Porto ou Matosinhos (ou arredores não muito longínquos) e estou disponível para trocar impressões,propostas, ideias e empatias.


Estou também disponível para dar oficinas práticas de formação em alimentação vegetariana natural.


Podem espreitar um pouco do meu trabalho em:

http://segredosdahorta.blogspot.com/



(aqui mesmo;O)


Contactos:

Pedro Jorge

93 4476236

ecotopia@tvtel.pt


Thursday, May 08, 2008

Menu do dia - iam iam


Sopa de Espinafres e Cogumelos




Caril de Grão com Arroz Basmati e Caju




Pudim de Arroz